As dez melhores finais da Copa Libertadores

  • por Gustavo Ribeiro
  • 6 Anos atrás

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A Copa Libertadores da América é o campeonato de clubes mais importante e prestigioso das Américas. A primeira edição foi celebrada em 1960, quando se chamava Copa Campeões da América e reunia os campeões de cada país. Pouco a pouco, a competição foi ampliando o número de participantes e criando novas fases, e hoje são 38 as equipes que disputam o torneio.

Com isso, resolvemos fazer uma lista com as dez melhores finais de todos os tempos. Sejam finais decidida nos últimos minutos ou com goleadas históricas.

1962 – Santos X Peñarol

Não podíamos deixar um dos maiores times de todos os tempos de fora. A final foi realizada em três jogos. Na primeira partida, em Montevidéu, o Santos venceu o Peñarol por 2×1. No segundo jogo, os uruguaios venceram por 3×2 na Vila Belmiro. Na partida de desempate, em Buenos Aires, o Santos goleou o Peñarol por 3 x 0. Mesmo com Pelé no time, o artilheiro da competição foi Coutinho, que marcou 6 gols. Foi o primeiro título brasileiro na competição, que quebrara a hegemonia do próprio Peñarol, que conquistou os dois primeiros títulos.

1979 – Olimpia X Boca Juniors

Enquanto o Boca Juniors tinha conquistado as duas edições anteriores, o Olimpia estava em busca do primeiro título na competição. Na primeira partida, disputada em Assunção, o Olimpia fez valer o mando de campo e venceu por 2×0. No jogo de volta, o time paraguaio, comandado pelo técnico Luis Cubilla (vice-campeão como jogador em 1960), suportou bem a pressão do La Bombonera e segurou um 0x0. Era a primeira vez que uma equipe paraguaia conquistava a competição, feito que só times argentinos, brasileiros e uruguaios haviam conseguido.

1985 – Argentinos Juniors X América de Cali

Era a primeira final do Argentinos Juniors e o primeiro dos três vice-campeonatos que o América conquistaria em sequência. No time colombiano, destaque para os argentinos Facioni e Ricardo Gareca, além do paraguaio Roberto Cabañas. No time argentino, o grande destaque era o jovem Claudio Borghi, de apenas 20 anos. No primeiro jogo, em casa, o Argentinos venceu por 1×0, o mesmo placar da vitória do América na volta. Com um empate no confronto, as equipes tiveram que fazer uma terceira partida, que foi realizada no Defensores de Chaco, no Paraguai. A decisão terminou com empate e teve que ser decidida nos pênaltis. A série estava empatada, até o jovem Antoni de Ávila errar o quinto penal colombiano e dar o título ao time argentino.

1993 – São Paulo X Universidad Católica

Depois de conquistar a América e o mundo pela primeira vez, em 1992, o São Paulo repetiu a dose no ano seguinte. Se a primeira vez foi sofrida, soltando o grito de campeão depois de uma cobrança de pênaltis, a segunda vez veio com mais tranquilidade. No primeiro jogo, o tricolor paulista aplicou a maior goleada da história das finais da Libertadores até hoje. 5×1, fora o baile. No jogo de volta, realizado no Chile, a Universidad venceu por 2×0, mas não foi o suficiente.

1994 – Vélez Sarsfield X São Paulo

Era a oitava final entre um brasileiro e um argentino. De um lado, o São Paulo de Cafu, Júnior Bahiano, Euller, Muller disputava sua terceira final seguida. Do outro lado, o modesto Vélez, que, com Carlos Bianchi como técnico da equipe, disputava a sua primeira final na competição. O primeiro jogo, disputado no estádio José Amalfitani, terminou 1×0 para o “El Fortín”. No jogo de volta, o São Paulo conseguiu uma vitória pelo placar mínimo, levando a partida para a decisão de pênaltis, que terminou com a vitória do Vélez por 5×3.

1998 – Vasco X Barcelona

Depois de uma classificação heroica na semifinal contra o River Plate, o Vasco, que comemorava o ano de seu centenário, disputava sua primeira final de Libertadores. No primeiro jogo, no Rio de Janeiro, Donizete e Luizão fizeram os gols da vitória por 2×0. Na volta, novamente a dupla de matadores vascaína deu show, e cada um marcou o seu na nova vitória do Vasco, dessa vez por 2×1. Era o décimo título brasileiro na competição.

2000 – Boca Juniors X Palmeiras

O primeiro jogo da grande final da Libertadores de 2000 foi na Bombonera e terminou com um incrível 2×2 no placar. Para a volta, o Palmeiras escolheu o Morumbi como palco da final, deixando o Parque Antártica de lado. Com o goleiro Córdoba pegando até pensamento, a equipe xeneize segurou o empate e levou a partida para a decisão por pênaltis. Se a equipe paulista errou duas vezes, o time argentino não deixou o goleiro Marcos aprontar, como fez na semifinal contra o Corinthians, e acertou as cinco cobranças.

2004 – Once Caldas X Boca Juniors

Era a quarta final do Boca Juniors em um período de cinco anos. Mas, dessa vez, com um time já decadente, o Boca encararia um Once Caldas que queria fazer história, sendo o segundo colombiano a conquistar a maior competição do continente. No primeiro jogo da final, realizado na La Bombonera, conseguiu segurar um 0x0 milagroso. Na volta, com um empate em 1×1, o título foi decidido nas penalidades, com vitória dos colombianos por 2×0.

2008 – Liga Deportiva Universitaria de Quito X Fluminense

Fluminense e LDU disputavam pela primeira vez a final da competição de clubes mais importante do continente sul-americano. Era a sexta vez que um clube brasileiro chegava à decisão da competição. O jogo de ida, em Quito, terminou com uma vitória de 4×2 dos donos da casa. Na volta, no Maracanã, o tricolor carioca venceu por 3×1, levando a partida para a disputa de pênaltis. Em dia inspirado do goleiro Cevallos, que defendeu as cobranças de Conca, Thiago Neves e Washington, a LDU venceu por 3×1 e levou o título. Pode-se dizer que foi um Maracanazo.

 

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Projeto de jornalista, mineiro, 20 anos. Viu que não tinha muito futuro dentro das quatro linhas e resolveu trabalhar dando seus pitacos acompanhando tudo relacionado ao futebol, principalmente quando a pelota rola nas canchas dos nossos vizinhos sul-americanos. Admirador do "Toco y me voy" argentino, também escreve no Sudaca FC e tem Riquelme e Alex como maiores ídolos.