Colegiado alvirrubro pode renunciar integralmente

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Aparentemente, não deve durar muito a aglomeração política que deu origem ao colegiado que vinha gerindo o futebol do Clube Náutico Capibaribe.

Em breve, os dezessete membros do grupo – que pertencem a distintas “correntes” do clube – podem anunciar a entrega de seus cargos. Estão apenas aguardando o líder do colegiado, André Campos, voltar de viagem, para tomar a decisão definitiva em uma reunião com o presidente, que promete ser absolutamente tensa.

Menos de dois meses depois de sua criação, o colegiado comprovará que nunca passou de um arremedo de composição, com o intuito único de deixar satisfeitos dois grupos políticos rachados entre si. Além, é claro, de dar mais uma prova inequívoca da fraqueza do presidente e de sua incapacidade de conduzir o clube sem centralizar todas as decisões, impedindo a participação de outros diretores, o que desagrada alguns dos principais “benfeitores” alvirrubros.

Este, aliás, é o principal motivo da provável renúncia: a falta de diálogo do presidente Paulo Wanderley.

náutico ponte preta

Enquanto isso, o Náutico segue, claudicante. A unanimidade entre os torcedores (além da insatisfação com o presidente) é que o clube voltou pior da inter-temporada. O time vem atuando muito mal e ocupa a lanterna do Brasileirão. E não poderia ser diferente: o elenco é deficiente em quase todos os setores. O recém-contratado Zé Teodoro não é nenhum nome “de peso”, e mais resultados ruins devem deixá-lo extremamente pressionado.

No meio de toda essa tempestade está a Arena Pernambuco. A nova casa do Náutico é enorme, moderna e espaçosa. Até demais: os dezenove mil torcedores (apenas 7.894 deles pagantes) que foram ao jogo contra a Ponte Preta não foram em quórum suficiente para preencher o estádio e dar-lhe o clima de ‘alçapão’ característico dos Aflitos. E se o time não apresentar a evolução que o torcedor espera – justamente no ano em que o clube tem o maior orçamento de sua história – esse número tende a diminuir.

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Jornalista recifense, sócio-diretor do Doentes por Futebol, editor da Revista Febre. Curioso observador de tudo o que cerca o futebol brasileiro e internacional.