Mais uma crise no São Paulo, os mesmos culpados

  • por Claudemir Padilha Jr
  • 8 Anos atrás

A crise do São Paulo é tamanha que não são só os jogadores e a diretoria que estão sendo criticados. Recentemente a queixa foi com a preparação física do elenco.

A nova comissão técnica do São Paulo que veio junto com a contratação do Paulo Autuori demonstrou preocupação com o fôlego do time, que não vem conseguindo manter um ritmo satisfatório durante os 90 minutos.

A verdade é que não é de hoje que os preparadores físicos do São Paulo não convencem. Quase que na mesma frequência que se troca de técnico, a diretoria tem trocado o preparador físico. Desde a saída de Carlinhos Neves, passaram pelo clube Riva Carli, José Mário Campeiz, Alexandre Lopes e o recém-chegado com a indicação de Autuori, Gilvan Santos.

Muito para um clube que estava acostumado a contar com um profissional gabaritado por aproximadamente 7 anos. Profissional esse que hoje serve a seleção brasileira e ao finalista brasileiro da Libertadores.

Carlinhos Neves não teve seu contrato renovado com o clube do Morumbi no final de dezembro de 2010 sob o pretexto de que haveria incompatibilidade de agenda por causa da participação dele na seleção brasileira. Motivo pouco convincente, pois estar na seleção não foi empecilho para que ele trabalhasse no Atlético PR e no Atlético MG.

O que realmente aconteceu foi que houve um desentendimento de Carlinhos com um membro da diretoria do São Paulo, que pediu o afastamento do preparador.

Mais recentemente, em abril de 2013, o fisioterapeuta Luiz Rosan também foi demitido do clube por conta de um atrito com o diretor de futebol Adalberto Baptista. Ele foi o terceiro profissional altamente conceituado no país e considerado mentor do famoso Reffis a ser demitido do clube. Além dele e de Carlinhos Neves, o fisiologista Turíbio Leite de Barros, que tinha 25 anos de clube, também foi mandado embora em julho de 2010.

“O São Paulo está fazendo uma reformulação, não é nada pessoal.”, disse o vice-presidente, Carlos Augusto de Barros e Silva, em entrevista justificando a demissão de Turíbio. Mas cada vez fica mais claro que aonde realmente precisa haver uma reformulação é na diretoria do clube.

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Do interior de SP e com 21 anos nas costas, é apaixonado por futebol desde os 8.