Menina com Down desenha as letras da camisa do Barcelona

  • por Claudemir Padilha Jr
  • 7 Anos atrás
FOTO: Reprodução – Anna Vives e Andrés Iniesta mostrando a camisa do Barcelona.

FOTO: Reprodução – Anna Vives e Andrés Iniesta mostrando a camisa do Barcelona.

No próximo dia 2 de agosto, o Barcelona enfrentará o Santos pelo troféu Joan Gamper e um dos destaques desse confronto será a camisa que o Barça usará. A jovem Anna Vives, portadora de Síndrome de Down e que faz parte do projeto BOX 21 da Fundação Itinerarium, foi encarregada de fazer a tipografia da camisa do clube catalão.

Gabaritada para essa missão ela está. Em junho deste ano, ela fez a arte do capacete que o piloto espanhol de MotoGP Jorge Lorenzo usou no GP da Catalunha. O trabalho foi um sucesso, porque além do piloto ter vencido a corrida, o capacete foi leiloado no ebay pela bolada de 27.101,00 euros.

A ganhadora do leilão, que durou 10 dias, foi Giulia Amos, estudante italiana de psicologia, que disse ter feito “todo o possível para poder ajudar esta causa tão bonita e humana”. O dinheiro arrecadado foi investido na primeira ação social da BOX21: a promoção e certificação de lugares de lazer inclusivo na Espanha.

A ideia é repetir a ação e leiloar as camisas do Barcelona, depois de devidamente autografadas, no dia seguinte ao jogo.

Sobre o trabalho de Anne e o projeto BOX21:
Em setembro de 2011, Anna começou a trabalhar junto com uma equipe em sua letra e um ano mais tarde foi concluída a digitalização do seu trabalho, possibilitando que a fonte possa ser usada em qualquer computador, bastando fazer o download. A criação dessa nova tipografia foi baseada na própria escrita de Anna, uma grafia muito particular, que mescla caracteres em maiúsculo e minúsculo, própria para o uso informal.

Para maior propagação, foi criado também uma marca da Anna, que por enquanto produz roupas e cadernos, sempre explorando a fonte criada.

100% de toda a arrecadação com os projetos ou vendas de produtos são revertidos em ações sociais do BOX21, que procura ajudar pessoas portadoras de Síndrome de Down, Síndrome de X-Frágil, Síndrome de Willians, cegueira, surdez ou dificuldades de mobilidade, a terem melhor qualidade de vida.

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Do interior de SP e com 21 anos nas costas, é apaixonado por futebol desde os 8.