Náutico 1×3 Ponte Preta – E agora José (Teodoro)?

  • por Caio Feitosa
  • 8 Anos atrás
Foto: Blog do Torcedor - Zé Teodoro estreia no Náutico com derrota em casa.

Foto: Blog do Torcedor – Zé Teodoro estreia no Náutico com derrota em casa.

O pior futebol da história dos pontos corridos no Brasil. É assim que podemos resumir o futebol do Clube Náutico Capibaribe até então no Campeonato Brasileiro. O que se viu ontem na Arena Pernambuco foi para qualquer torcedor alvirrubro se revoltar perante tamanho descaso.

Antes mesmo de a bola rolar, o torcedor já tinha muitas queixas. Enormes congestionamentos nas entradas do estacionamento da Arena (alguns torcedores só conseguiram chegar a seu assento com 30 minutos de jogo), poucos ônibus disponíveis para fazer a integração com o metrô. Chegando lá, muita fila para comprar ingressos (em guichês que só aceitavam pagamento em dinheiro), má sinalização para orientar cada torcedor a achar seu setor. E para o sócio, foi um descaso à parte. Além de ter um “desconto” que só vale a pena se o associado for a 100% dos jogos, os ingressos de sócio na bilheteria da Arena só chegaram faltando uma hora para o início da partida, gerando grande transtorno a quem chegou com antecedência para comprar.

Foto: Reprodução - Quase 20 mil alvirrubros foram à Arena Pernambuco.

Foto: Reprodução – Quase 20 mil alvirrubros foram à Arena Pernambuco.

Depois de toda essa verdadeira saga de dores de cabeça para ver o jogo, o que se viu dentro de campo só piorou a irritação da torcida. Zé Teodoro (que fazia sua estreia) montou o Náutico com quatro volantes (Auremir, Magrão, Rodrigo Souto e Derley), porém a desordem da equipe era tanta que os adversários chegavam com uma facilidade assustadora.

Magrão, visivelmente fora de forma, foi o mais lúcido. Auremir tentou fazer seu papel de marcação na medida do possível. Rodrigo Souto, mais uma vez fora de posição, jogou muito mal. Futebol sonolento e burocrático. E Derley, o ídolo da torcida de salário de R$110 mil por mês, foi com certeza o pior em campo. Vários erros de passe, posicionamento bisonho (até agora não consegui decifrar qual foi sua função em campo), falta de inteligência fora do comum e pra completar, falhou feio no 1º gol, quando assistiu seu marcador receber tranquilamente uma bola cruzada da direita e fazer o gol (com ajuda do fraquíssimo Gideão).

Na defesa, Gideão falhou em dois gols. Dupla de zaga batendo cabeça, William Alves falhou no 2º gol e Luiz Eduardo era ultrapassado pelos atacantes adversários com extrema facilidade. Lá na frente, um tímido estreante Jonatas Belusso e Rogério perdendo gols inadmissíveis para um jogador profissional. De positivo, apenas a razoável atuação dos laterais Maranhão e Eltinho, além da boa visão de jogo do garoto Marcos Vinícius que, ao entrar no 2º tempo, ainda deu bons passes para Rogério desperdiçar irresponsavelmente.

O resultado foi uma equipe completamente desordenada e dominada por um fraco adversário (sim, a Ponte Preta mostrou muita deficiência, resultado não pode enganar seus torcedores). A bola parada ofensiva era pífia e na defesa, um completo caos. Parecia que não havia treino. Setores com enorme distanciamento entre si, dificultando tanto o ataque quanto a defesa. O que mostra que o treinador tem considerável parcela de culpa.

Foto: Reprodução - Bola aérea, grande defeito da defesa Timbu.

Foto: Reprodução – Bola aérea, grande defeito da defesa Timbu.

Apesar de saber que a equipe tem oito desfalques (Jean Rolt, João Filipe, Elicarlos e Martinez machucados, além de Ricardo Berna, Peña, Oliveira e Morales para estrear), o prognóstico é muito preocupante. Esse novo time que será colocado em campo precisará de tempo para se entrosar e ganhar uma forma. Isso para um time que já perdeu 8 pontos dentro de casa no campeonato.

Mesmo com todos os defeitos do elenco e do treinador, não se pode esquecer que os principais culpados estão na direção do clube, visto que o Náutico em 2013 possui o maior orçamento de sua história (aproximadamente R$40 milhões). O clube já perdeu metade do ano. Resta ao torcedor esperar que no 2º semestre possa recuperar o tempo perdido.

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Fanático pelo Calcio e pelo futebol nordestino, recifense, torcedor do Clube Náutico Capibaribe, ex-narrador esportivo de (projeto de) web-rádio e estudante de Engenharia Química.