No alto de tantas glórias

Há 28 anos, o Coritiba era campeão brasileiro e conquistava o maior título da história alviverde

O campeão brasileiro de 1985. Foto: Arquivo/Coritiba

O campeão brasileiro de 1985. Foto: Arquivo/Coritiba

Dia 31 de Julho de 1985 marcou uma data histórica do futebol nacional. Há exatos 28 anos, o Coritiba conquistava o Campeonato Brasileiro diante do tradicional Bangu em pleno Maracanã. Na ocasião, todas as torcidas do Rio de Janeiro se uniram nas arquibancadas para prestigiar a equipe carioca.

Foi a primeira vez que o título da competição ficou nas mãos de uma equipe fora dos estados mais tradicionais – São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O presidente do Coritiba na época, Evangelino da Costa Neves, se tornou um célebre nome da história alviverde e até hoje é lembrado com muito carinho pelos saudosistas. Comandada por Ênio Andrade, a equipe alviverde era cautelosa. O próprio treinador confirmava a tática de jogar no contra-ataque. O milagreiro do time foi Rafael, goleiro que, inclusive, conquistou o prêmio Bola de Prata daquele ano. Quem se destacava na dianteira do gramado era o ponta Lela, pai de Richarlyson e Alecsandro.

Torcedores comemoram o título alviverde em 85. Foto: Arquivo/Coritiba

Torcedores comemoram o título alviverde em 85. Foto: Arquivo/Coritiba

Na final decidida nos pênaltis alternados, a bola mais importante da história da equipe ficou nos pés de Gomes. Para alegria dos rivais, o Coritiba sustenta até hoje a marca de único campeão brasileiro com saldo de gols negativo. Mas isso não é motivo de preocupação para os coxa-brancas, que levantam com orgulho a bandeira de “primeiro time paranaense a conquistar o maior título nacional”.

Em 2013, o Coritiba tem entrado em campo com um dos maiores ídolos da história do clube vestindo a camisa alviverde. Alex, o menino de ouro, é quem comanda a equipe quase três décadas depois do troféu. Nesta quarta-feira (31), o time pode assumir a liderança do Brasileirão. Embora conquistar o bicampeonato seja um objetivo distante para grande parte da torcida, o impossível é apenas questão de opinião para os coxa-brancas da nova geração.

*Com informações de História do Coritiba

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Desde pequena, arriscou no esporte. Foi jogadora de tênis, mas pendurou as raquetes ao perceber que sua vocação era nos bastidores das modalidades. Apaixonou-se por futebol aos 11 anos, quando o pai a levou ao estádio pela primeira vez. Terminou a gloriosa carreira no futsal aos 16 anos, depois de defender um pênalti na final da liga do Ensino Médio. Cultiva com orgulho, desde 2010, o blog "Entrando no Jogo". Apresentadora de TV, comentarista de rádio, boa tenista, goleira mediana e péssima nadadora.