A História da Bola de Ouro – Parte VIII

  • por Igor Leal da Fonseca
  • 8 Anos atrás

Aqui você encontrará as conquistas no período 1958-1983.

1984

1 – Platini

Platini Euro

Platini levanta a taça da Euro 1984

2 – Tigana

3 – Elkjaer

Após vencer em 1983 mesmo sem conquistar nenhum título de relevância, a “Bola de Ouro” em 1984 era “favas contadas” para Platini. Para começar, levou a Juventus ao título italiano da temporada 1983/84, sendo o artilheiro da competição. De quebra, o clube italiano ganhou a extinta Cup Winner’s Cup, seu primeiro título continental desde a Copa da UEFA na temporada 1976/77. 

E, como senão fosse suficiente, Platini liderou a França rumo ao título da Euro-1984, sendo o artilheiro da competição com 8 gols em 5 jogos. O jogador não passou em branco em nenhuma partida da Euro: França 1×0 Dinamarca, França 5×0 Bélgica (2 gols), França 3×2 Iugoslávia (hat trick), França 3×2 Portugal (gol da vitória no último minuto da prorrogação) e França 2×0 Espanha (abriu o placar). Em segundo, ficou Tigana – também da França – e, em terceiro, o dinamarquês Elkjaer, do Verona-ITA.

1985

1 – Platini

Platini Liverpool

De penalty, Platini fez o gol da vitória da Juventus contra o Liverpool

2 -Elkjaer

3 – Schuster


Se na temporada 1983-84 Platini conquistou 3 títulos e duas artilharias, na seguinte não seria diferente. Com 7 gols em 9 jogos na Liga dos Campeões, o francês foi o maior marcador da competição, juntamente com o sueco Torbjörn Nilsson. Foi o primeiro título da Juventus na maior competição da Europa, com Platini fazendo o gol da vitória por 1×0 na decisão contra o Liverpool, no jogo que passou à História como “A Tragédia de Heysel”. Platini novamente foi o artilheiro do Calcio, mas viu o Verona de Elkjaer – segundo colocado na premiação francesa – levar o título nacional, seu primeiro e único na história. Em terceiro, ficou o alemão Bernd Schuster, que liderou o Barcelona na conquista do título espanhol na temporada 1984/85 depois de 11 anos de jejum catalão.

1986

1 – Belanov

Belanov

Belanov fez os 3 gols da U.R.S.S nas oitavas contra a Bélgica, mas o jogo terminou 4×3 para os belgas

2 – Lineker

3 – Butragueño

 

Em ano de Copa do Mundo e sem poder agraciar jogadores de países fora da Europa, a premiação sempre seguiu uma “regra”: a de escolher o atleta europeu que mais se destacasse na competição de seleções. Foi assim com Kopa em 58, Masopust em 62, Bobby Charlton em 66, Gerd Muller em 70, Cruijff em 74, Keegan em 78 e Rossi em 82. Nos casos de Charlton, Cruijff e Rossi, as premiações foram 100% merecidas, já que foram os melhores jogadores das respectivas Copas do Mundo. Nas outras edições citadas, jogadores sul americanos tiveram desempenho superior aos premiados, mas nada de muito acintoso. Mas, em 1986, a “Bola de Ouro” cometeu dois grandes erros. Em primeiro lugar, não premiou o jogador responsável pela maior exibição individual numa competição na história do futebol. Com 5 gols e jogadas que ainda hoje estão na retina dos Doentes Por Futebol, Maradona liderou a Argentina rumo ao título da Copa do Mundo do México com uma performance espetacular, alcançando um nível de excelência que dificilmente voltará a ser visto em uma competição de futebol. Se justiça tivesse sido feita à época, a regra de não premiar jogadores de fora da Europa teria sido mandada às favas e o prêmio entregue a ele. O segundo erro, já que Maradona era “inelegível”, foi não premiar Gary Lineker, artilheiro da Copa do Mundo com 6 gols e do Campeonato Inglês com 30. O escolhido acabou sendo o russo Igor Belanov, atacante do Dínamo de Kiev. Belanov fez boa temporada, liderando a tábua dos artilheiro na Cup Winner’s Cup (campeão) e sendo de vital importância para o Dínamo no Campeonato Soviético (campeão), além dos 4 gols marcados na Copa do Mundo de 1986. Lineker terminou em segundo e o espanhol Butragueño em terceiro.

1987

1 – Gullit

Gullit

Gullit posa com sua Bola de Ouro

2 – Paulo Futre

3 – Butragueño

Em 1987, a Holanda voltou a ter um jogador premiado, algo que não acontecia desde Cruijff. O escolhido foi Gullit, que liderou o PSV rumo ao título holandês na temporada 1986/87. Antes do começo da temporada 1987/88, Gullit transferiu-se para o Milan e foi um dos principais responsáveis pela conquista do Scudetto pela equipe de Milão, título esse que o Milan não alcançava desde 1979. Em segundo, ficou o português Paulo Futre e, em terceiro, novamente Butragueño. A “injustiça” da vez foi a ausência do marroquino Madjer, do Porto, que liderou o clube português na conquista da Liga dos Campeões na temporada 1986/87.

Na próxima edição, o domínio dos clubes da Itália na premiação. Até lá!

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33 anos, morador do Rio de Janeiro. Rubro Negro de coração, apaixonado pelo Maracanã, tem no Barcelona o exemplo de clube para o que entende como futebol perfeito, dentro e fora do campo. Estudioso da memória do futebol, tem nessa sua área de maior atuação no site, para preservar a memória do esporte. Dedica especial atenção aos times mais alternativos, equipes que tiveram grandes feitos, mas que não são tão lembradas quanto as maiores do mundo. Curte também futebol do centro e do leste da Europa, com uma coluna semanal dedicada ao assunto. Um Doente muito antes de fazer parte desse manicômio, sua primeira memória acadêmica é uma redação sobre o Zico, na qual tirou 10 e a mesma foi para o mural da escola. Nunca trabalhou com futebol dessa forma, mas adora o que faz junto com o restante do pessoal e se pergunta o porquê de não ter começado com isso antes. Espera recuperar o ''tempo perdido''. Acha Lionel Messi o melhor que viu jogar e tem em Zico, Petkovic e Ronaldo Angelim como heróis.