Ironias e coincidências que o futebol proporciona

  • por Lucas Sartorelli
  • 8 Anos atrás

Dinamarca na Eurocopa 1992

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Imagem: Empics | A campeã improvável

O país nórdico foi chamado às pressas para disputar a fase principal do torneio de seleções europeias na Suécia, tudo porque a Iugoslávia, que havia se classificado no seu grupo, não pôde jogar devido aos conflitos de independência de suas repúblicas. Os dinamarqueses entraram de última hora e acabaram alcançando seu maior feito na história do futebol se sagrando campeões, vencendo na final a então campeã do mundo Alemanha.

 

O último gol do rei

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Imagem: Domicio Pinheiro | Pelé: encerrando a carreira com estilo

1º de outubro de 1977. Pelé entrava em campo para sua despedida como jogador profissional. A partida entre o Cosmos, time americano no qual ele jogava, e o Santos aconteceu em Nova York, no estádio dos Giants . O rei jogou cada tempo em um time e o Cosmos venceu o Santos por 2X1, com gol de Pelé, o último de sua vitoriosa carreira e coincidentemente sendo marcado contra a equipe pela qual fez história.

 

Rebaixado goleando o campeão

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Brasileirão: um campeonato imprevisível

Sexta rodada do campeonato brasileiro de 2009. Coritiba e Flamengo se enfrentavam no Couto Pereira. Os cariocas vinham abalados pelas crises internas que atormentavam o ambiente no clube e, apáticos, foram presas fáceis diante de um alviverde estimulado pela torcida coxa-branca a ponto do placar final marcar 5×0 para os donos da casa. Ao fim do Brasileirão, a impiedosa goleada a favor dos curitibanos era sacramentada como a maior do campeonato, ao mesmo tempo em que o Flamengo comemorava o título e o Coritiba lamentava o rebaixamento.

 

Nelsinho e seu número de azar

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A sina de Nelsinho 

Nelsinho Batista treinou o São Paulo em duas ocasiões. Na primeira, em 1998, ficou marcado por um resultado que é lembrado até hoje. No Pacaembu, em jogo válido pelo campeonato brasileiro, o tricolor foi impiedosamente goleado por 7×2 pela Portuguesa, com direito até a gol do meio de campo. Na segunda passagem do técnico pelo Morumbi, em 2001, mais um estrondoso placar adverso, terminado em 7×1, dessa vez contra o Vasco, em São Januário, com show de Romário, mais uma vez pelo campeonato brasileiro. Em 2005, pelo campeonato paulista, o trágico 7 reaparece no placar do Pacaembu, a favor do Corinthians contra o Santos, e o time derrotado na época era justamente treinado por… Nelsinho.

 

O tabu feito e desfeito por Lula

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Time corintiano que encerrou o indigesto tabu

Nos tempos áureos do Santos de Pelé, o Corinthians ficou onze anos sem vencer a equipe da baixada em partidas pelo Campeonato Paulista. Durante o período de 1957 a 1968, o timão sofreu com o time praiano, que foi comandando boa parte desse tempo pelo lendário técnico Lula, contabilizando 22 partidas, com 16 vitórias do Santos e seis empates. O indigesto jejum só foi quebrado em 1968, no Pacaembu, em partida que o Corinthians comandado exatamente por Lula, um dos maiores responsáveis pelo tabu, venceu o esquadrão de Pelé por 2×1.

 

Tem quem queira

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Renato Gaúcho comemora o gol histórico

Em 1995, o meia Aílton se ofereceu ao Flamengo para jogar pelo clube no ano do centenário. Aílton voltava de uma passagem sem brilho pelo Japão e queria recuperar a carreira jogando pelo clube que o revelou. O então presidente Kléber Leite recusou, alegando que Aílton não se encaixava na filosofia de estrelas do clube. Aílton então foi para o Fluminense e acabou fazendo a jogada que resultou no gol de barriga de Renato Gaúcho que tirou o título do Flamengo no estadual de 1995.

 

Os últimos serão os primeiros

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Os meninos da Vila

O último Campeonato Brasileiro no formato de mata-mata ocorreu em 2002 e a rodada final da primeira fase foi cheia de surpresas e reviravoltas. A briga pela oitava e derradeira vaga envolvia em especial dois clubes: o Coritiba, que dependia apenas de si mesmo contra um rebaixado Gama, em Brasília, para assegurar seu lugar no G8 e se classificar para a segunda fase. E o Santos, de campanha irregular, com um time cheio de garotos da base e que, se derrotado pelo São Caetano, veria suas esperanças de alcançar a fase seguinte apenas em uma improvável derrota do Coritiba. Esperanças que aos poucos foram se tornando realidade, muito em razão de um motivado Gama e principalmente do atacante Dimba, autor de dois gols na goleada do time brasiliense por 4×0 sobre o indolente Coxa. Os meninos da Vila caíram frente ao Azulão, mas avançaram aos confrontos finais e, com determinação fora do comum, se sagraram campeões e puseram fim à incômoda fila de títulos santista.

 

Rebaixou, tem que subir

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Mano no clube que o levaria para a seleção

Grêmio 1×1 Corinthians, pelo campeonato brasileiro de 2007. Essa partida é lembrada de forma traumática pelo torcedor corintiano, pois marcou o fatídico rebaixamento do clube à segunda divisão. Na época, a equipe gaúcha era treinada por Mano Menezes, que encerrava seu ciclo no Grêmio exatamente naquele jogo. Porém, não ficou muito tempo parado. Apenas 3 dias depois Mano já estava empregado e era apresentado no Corinthians para treinar o time na Série B. O treinador era visto como peça fundamental da reformulação corintiana e foi considerado um dos grandes responsáveis pela volta à série A em 2008, além de outros títulos que viriam na sequência.

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Paulistano, projeto de jornalista e absolutamente ligado a tudo o que envolve essa arte chamada futebol, desde a elegante final de uma Copa do Mundo às peculiaridades alternativas das divisões mais obscuras de nosso amado esporte bretão. Frequentador assíduo nas melhores (e piores) várzeas e peladas de fim de semana, sempre à disposição para atuar em qualquer posição.