Lewandowski: o melhor polonês desde Boniek

  • por Raniery Medeiros
  • 5 Anos atrás

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Não restam dúvidas de que Robert Lewandowski vive o seu melhor momento na carreira. Seu posicionamento dentro da área é fantástico, sua finalização é primorosa e o faro de gol é latente. Com apenas 24 anos de idade e o potencial de quem pode conquistar muito mais no mundo do futebol, o atacante é o novo símbolo de um país com história no esporte.

A temporada 2012/2013 de “Lewangol” (como é carinhosamente chamado) foi magnífica. Seu crescimento, desde que chegou ao Borussia Dortmund, é perceptível para os que o acompanham de perto. O antes desafortunado e desacreditado atacante tornou-se a bola de segurança para os seus companheiros. Com certeza, um dos melhores em sua posição.

Como mensurar tamanha evolução? Qual a explicação? Como todo bom jogador que trabalha pesado, o camisa 9 aperfeiçoou a sua técnica e entendeu o sentido tático exigido por Jürgen Klopp. Na temporada 2010/2011, ele trabalhou para que Lucas Barrios fosse o homem gol da equipe. Sem reclamações ou qualquer ato egocêntrico, trabalhou duro e virou o homem de confiança do seu técnico e da torcida na temporada seguinte. Sendo assim, a esperança da torcida polonesa, para que a seleção tivesse um novo ídolo, cresceu. A precoce eliminação na Eurocopa em 2012 deixou um quê de “poderia ter sido melhor”.

Tanta badalação faz com que o atacante seja cotado como o salvador da pátria nacional. Confiante e valorizado no mercado, Lewandowski terá a árdua missão de levar a sua seleção para o Mundial de 2014. De momento, a situação não é nada agradável.

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Mas como fazer essa Polônia funcionar? Montar um esquema que o beneficie seria a solução ideal? A última copa disputada pela seleção foi a de 2006. A última vez que se classificaram para a segunda fase foi em 1986. O time atual possui bons valores como Boruc, Piszczek, Obraniak e Blaszczykowski (Kuba). No entanto, as câmeras estão todas direcionadas para Robert Lewandowski.

Com boa habilidade e tranquilidade na hora de concluir em gol, não há como deixar de fazer comparações. O derradeiro jogador decisivo da Polônia foi Zbigniew Boniek. Ídolo na Juventus e na Roma, o atacante foi o símbolo de um time fantástico que encantou o mundo entre 1974 e 1982. Cerebral, driblador e rápido, Boniek foi, sim, um dos melhores que o mundo já viu. Sua partida de gala contra a Bélgica, em 1982, é considerada uma das melhores atuações individuais em Copas do Mundo.

Os dois personagens do texto ilustram essa necessidade de colocar a seleção nacional novamente entre as melhores. Boniek ganhou vários títulos e, em sua despedida pela Juventus, venceu a antiga Copa dos Campeões. Lewandowski parece estar trilhando o mesmo caminho do compatriota. A frieza na hora de finalizar é uma das semelhanças entre eles. Robert ainda não é o melhor atacante do mundo, mas o potencial existe. Parafraseando Paulo Vinicius Coelho: “Não é o melhor atacante do mundo. Porém, é o melhor atacante polonês desde Boniek”. Outra coincidência: em 2010/2011, após a lesão de Kagawa, Lewangol trabalhou como meia-armador. Boniek, que desempenhava muitas funções táticas, também atuou dessa maneira.

Foto: Reprodução

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Com o ritmo acelerado e o crescimento em seu jogo, é possível que os poloneses voltem a ter novamente um time forte e encantador. O caminho não será fácil, mas as peças podem fazer isso acontecer. Robert Lewandowski é o nome certo para liderar os seus companheiros rumo às grandes conquistas. Que Boniek seja fonte de inspiração para o matador de Dortmund.

Foto: Sport

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