Prévia do Campeonato Italiano 2013-2014

  • por Caio Feitosa
  • 8 Anos atrás
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Atalanta
Cidade: Bérgamo (Lombardia)
Estádio: Atleti Azzurri D’Italia (24.642 lugares)
Fundação: 1907
Apelidos: Nerazzurri, La Dea, Orobici
Principais rivais: Brescia, Inter e Milan
Títulos da Serie A: nenhum (melhor desempenho: 5ª colocação)
Na última temporada: 15ª posição
Objetivo: Meio da tabela
Brasileiros no elenco: nenhum
Técnico: Stefano Colantuono (4ª temporada)
Destaque: Germán Denis
Fique de olho: Daniele Baselli
Principais chegadas: Constantin Nica (d, Dinamo Bucareste), Giulio Migliaccio (m, Palermo) e Mario Yepes (z, Milan)
Principais saídas: Davide Biondini (m, Genoa), Ivan Radovanovic (m, Chievo) e Facundo Parra (a, Independiente)
Time-base (4-3-3): Consigli; Nica, Stendardo, Yepes, Brivio; Migliaccio, Cigarini, Carmona; Livaja (Moralez), Denis, Bonaventura.
Com a filosofia de que a satisfação está nas pequenas coisas, a Atalanta entra na Serie A com o mesmo objetivo de sempre: fazer um campeonato sem sustos. A tradicional equipe lombarda mantém o técnico Colantuono (que só perde para Guidolin, da Udinese, em termos de tempo de trabalho) e confia nele e no atacante Denis para mais uma temporada de tranquilidade. Colantuono decidiu adotar o esquema 4-3-3, ao invés do 4-4-1-1 do ano anterior, mas o modo de jogar da equipe deve continuar muito parecido, privilegiando o jogo pelas pontas, buscando Denis, que marcou 34 gols nos últimos dois campeonatos. As chegadas dos experientes Yepes e Migliaccio, além do promissor romeno Nica, são interessantes devem fortalecer o setor defensivo, que já teve destaque em 2012-13. Olho ainda no meia Baselli, que faz parte da seleção sub-21 italiana e é cria da base atalantina, que já revelou nomes como Montolivo e Pazzini, além de Consigli, Cigarini e Bonaventura, que hoje são titulares na própria equipe.
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Cidade: Bolonha (Emília-Romanha)
Estádio: Renato Dall’Ara (39.444 lugares)
Fundação: 1909
Apelidos: Rossoblù, Felsinei, Petroniani
Principais rivais: Cesena e Fiorentina
Títulos da Serie A: sete
Na última temporada: 13ª posição
Objetivo: Meio da tabela
Brasileiros no elenco: nenhum
Técnico: Stefano Pioli (3ª temporada)
Destaque: Alessandro Diamanti
Fique de olho: Diego Laxalt
Principais chegadas: Rolando Bianchi (a, Torino), Francesco Della Rocca (m, Palermo) e Diego Laxalt (m, Inter)
Principais saídas: Alberto Gilardino (a, Genoa), Manolo Gabbiadini (a, Sampdoria) e Saphir Taïder (m, Inter)
Time-base (4-2-3-1): Curci; Garics, Antonsson, Cherubin, Morleo; Pérez, Krhin (Laxalt); Christodopoulos, Diamanti, Kone; Bianchi.
O grande feito do Bologna na pré-temporada foi manter Diamanti, destaque da equipe nos últimos dois anos. O meia da seleção italiana continuará como estrela do time, auxiliado pelo bom coadjuvante Kone, e terá o terceiro companheiro diferente como referência de ataque: depois de Di Vaio e Gilardino, é a vez de Bianchi, que foi ídolo no Torino em cinco anos de passagem pelo clube. A dúvida é se ele terá cacife para substituir Gilardino, que voltou a ser um atacante letal na Emília e, por isso, voltou ao Genoa, que o havia emprestado. Os números mostram que o novo centroavante marcou apenas dois gols a menos que Gilardino na última temporada, e os bolonheses estão apostando nisso. Outra aposta é Alibec, que terá sua primeira chance na Serie A, e espera trilhar o mesmo caminho de Gabbiadini, jovem atacante que teve boa passagem pelo time do Renato Dall’Ara.
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Cidade: Cagliari (Sardenha)
Estádio: Nereo Rocco (28.565 lugares)
Fundação: 1920
Apelidos: Rossoblù, Isolani e Casteddu
Principal rival: Napoli
Títulos da Serie A: um
Na última temporada: 11ª colocação
Objetivo: Meio da tabela
Brasileiros no elenco: Danilo Avelar e Nenê
Técnico: Diego López (2ª temporada)
Destaque: Marco Sau
Fique de olho: Nicola Murru
Principais chegadas: Rui Sampaio (m, Beira-Mar) e Marios Oikonomou (d, PAS Giannina)
Principais saídas: Thiago Ribeiro (a, Santos)
Time-base (4-3-1-2): Agazzi; Pisano (Dessena), Astori, Rossetini, Murru; Ekdal, Conti, Nainggolan; Cossu; Ibarbo, Sau.
Mais uma vez, o Cagliari poderá fazer um campeonato sem jogos em casa. Isso porque terá de mandar seus jogos inicialmente em Trieste, a mais de 1.000 km da sede do time, na Sardenha. Em busca da regularização do Sant’Elia, que pode acontecer ainda neste mês, a equipe aposta novamente na manutenção de uma boa base, que tem levado o time a boas campanhas. O time tem muitos talentos individuais, mas se vale pelo conjunto, que é muito forte – hoje, o elenco tem 25 jogadores, mas raramente mais de 18 rodam entre o campo e o banco de reservas. Nos últimos dias da janela, os sardos ainda tentarão segurar quatro de seus principais jogadores: Agazzi, Astori, Nainggolan e Ibarbo, líderes do elenco ao lado de Cossu, Conti e do artilheiro Sau, interessam bastante ao grupo dos mais fortes times italianos. Mesmo perdendo uma ou duas peças, o Cagliari continua forte, e pode sonhar em repetir a temporada 2012-13.
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Cidade: Catania (Sicília)
Estádio: Angelo Massimino (20.266 lugares)
Fundação: 1908
Apelidos: Rossoazzurri, Etnei, Elefanti
Principais rivais: Palermo e Messina
Títulos da Serie A: nenhum (melhor desempenho: 8ª colocação)
Na última temporada: 8ª colocação
Objetivo: Liga Europa
Brasileiros no elenco: nenhum
Técnico: Rolando Maran (2ª temporada)
Destaque: Pablo Barrientos
Fique de olho: Norbert Gyömbér
Principais chegadas: Sebastián Leto (m, Panathinaikos), Panagiotis Tachtsidis (m, Roma) e Gino Peruzzi (d, Vélez Sarsfield)
Principais saídas: Francesco Lodi (m, Genoa), Alejandro Gómez (m, Metalist Kharkiv) e Giovanni Marchese (d, Genoa)
Time-base (4-3-3): Andújar; Peruzzi, Spolli, Legrottaglie, Monzón; Izco, Tachtsidis, Almirón; Castro (Leto), Bergessio, Barrientos.
O Catania chega a 2013-14 no auge de sua história. O clube vem crescendo gradativamente e, na última temporada, alcançou seu recorde de pontos e sua melhor classificação na história da Serie A. Para esta temporada, o grande desafio será superar as saídas de Lodi, Gómez e Marchese, titularíssimos – os dois primeiros quase donos do time. O primeiro grande desafio do técnico Maran é implantar um novo estilo de jogo para a equipe, que não terá mais a habilidade de Lodi na meia cancha, mas sim mais voluntarismo, com o grego Tachtsidis e, por isso, dependerá mais de Barrientos. Outra mudança é o fato de o flanco esquerdo perder importância com a saída de Marchese e o foco mudar para o direito, que ganha muita força ofensiva e defensiva com a chegada do ótimo Peruzzi  – ele já anulou Neymar quando atuava pelo Vélez. Com nove argentinos entre os titulares e um ataque rápido e habilidoso, que trabalhará em prol de gols de Bergessio, os etnei podem dar mais um passo para se estabelecerem como uma equipe de médio porte no futebol italiano.
HELLAS-VERONA (equipe Quatto Tratti)
Hellas-Verona
Cidade: Verona (Vêneto)
Estádio: Stadio Marc’Antonio Bentegodi (38.402 lugares)
Fundação: 1929
Apelidos: Gialloblù, Ceo, Burros Alados
Principal rival: Verona
Títulos da Serie A: nenhum (melhor desempenho: 4ª colocação)
Na última temporada: 12ª posição
Objetivo: Salvar-se do rebaixamento
Brasileiros no elenco: Claiton
Técnico: Giuseppe Sannino (1ª temporada)
Destaque: Cyril Théréau
Fique de olho: Maxwell Acosty
Principais chegadas: Maxwell Acosty (m, Fiorentina), Dejan Lazarevic (m, Genoa) e Ivan Radovanovic (m, Atalanta)
Principais saídas: Isaac Cofie (m, Genoa), Marco Andreolli (z, Internazionale) e Luciano (m, Mantova)
Time-base (4-4-2): Puggioni; Sardo, Dainelli, Cesar, Dramé; Acosty, Rigoni, Radovanovic, Lazarevic (Improta); Théréau, Paloschi.
A grande novidade que o Chievo traz para esta temporada é o fato de ser a única das 20 equipes da Serie A a utilizar um 4-4-2 clássico, em linha. A chegada do técnico Sannino deve deixar a equipe mais arrumada taticamente e também proporcionar mais cobertura a uma das equipes que, tradicionalmente, mais se utilizam de um futebol burocrático na Itália. Como contraponto, os jovens pontas Acosty e Lazarevic, de boa experiência na última Serie B, são dois jogadores habilidosos e que podem despontar em sua primeira oportunidade real na elite – por Fiorentina e Genoa, nunca chegaram a serem considerados opções reais. O esquema pode favorecer a Paloschi, cada vez mais referência no ataque, já que o capitão Pellissier está envelhecendo, e também a Théréau, artilheiro do time em 2012-13. A saída do promissor Cofie pode ser sentida, uma vez que Radovanovic é apenas regular, mas não deve atrapalhar.
FIORENTINA (Caio Feitosa)
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Cidade: Florença (Itália)
Estádio: Artemio Franchi
Em 2012/2013: 4º
O cara: Alberto Aquilani
O treinador: Vincenzo Montella (39 anos)
A promessa: Adem Ljajic – 21 anos (atacante)
Principal reforço: Mario Gómez (atacante, Bayern München) (foto)
Principal perda: Stevan Jovetic (Manchester City)
Objetivo na temporada: UEFA Champions League
Time base (4-3-3): Múnua; Tomovic, Savic, Gonzalo Rodríguez e Pasqual; Pizarro, Aquilani e Borja Valero; Cuadrado, Ljajic e Mario Gómez.

A Fiorentina terminou a última temporada apresentando um jogo vistoso e envolvente, agradando qualquer bom apreciador de futebol. Terminou perdendo a vaga na UCL na última rodada para o Milan, mas o ótimo trabalho do jovem treinador Vincenzo Montella é nítido. O mesmo se pode dizer da diretoria do clube, que reformulou o plantel com 25 milhões de euros e transformou um time quase rebaixado na temporada 11-12 em 4º colocado na temporada seguinte. Mesmo assim, a Viola se reforçou. E bem.

Apesar de o time titular provavelmente mudar pouco (até o esquema 4-3-3 do fim da temporada passada deve se manter), muitas caras novas apareceram em Florença. Joaquín veio do Málaga, o goleiro Múnua chegou do Levante, o experiente Ambrosini chegou do Milan e Ilicic chega para reforçar o setor de ataque. Todos a princípio devem figurar no banco, porém serão bastante úteis ao elenco durante a temporada. Além dos reforços, Montella ganhou mais uma ótima opção para o grupo. Giuseppe Rossi, contratado em janeiro junto ao Villarreal, finalmente se encontra pronto após um grande tempo lesionado.

Entretanto, a grande mudança que chamou a atenção no clube foi no ataque. Stevan Jovetic, grande nome da Viola na última temporada, acabou vendido por 26 milhões de euros para o Manchester City. Mas nem deu tempo para a torcida lamentar a perda. Para o lugar do meia-atacante, o time florentino contratou o bávaro Mario Gómez junto ao Bayern, por 20 milhões de euros. O alemão teve a maior média de gols por minuto do futebol europeu na última temporada e é a grande esperança da torcida que sonha com uma boa campanha na UEFA Europa League e uma vaga na próxima UCL. Os mais otimistas sonham até com o “scudetto”. Com ótimos meias e o atacante mais eficiente da atualidade, se o time se encaixar e a Juventus for longe na UCL, pode ser que o sonho vire realidade.
Genoa
Cidade: Gênova (Ligúria)
Estádio: Stadio Luigi Ferraris (36.536 lugares)
Fundação: 1893
Apelidos: Grifone, Grifo, Rossoblù, Vecchio Balordo
Principal rival: Sampdoria
Títulos da Serie A: nove
Na última temporada: 17ª posição
Objetivo: Salvar-se do rebaixamento
Brasileiros no elenco: Matuzalém e Zé Eduardo
Técnico: Fabio Liverani (1ª temporada)
Destaque: Francesco Lodi
Fique de olho: Šime Vrsaljko
Principais chegadas: Francesco Lodi (m, Catania), Alberto Gilardino (a, Bologna) e Mattia Perin (g, Pescara)
Principais saídas: Marco Borriello (a, Roma), Andreas Granqvist (d, Krasnodar) e Sébastien Frey (g, Bursaspor)
Time-base (4-3-3): Perin; Vrsaljko, Portanova, Gamberini, Antonelli; Kucka, Lodi, Cofie; Bertolacci, Gilardino, Santana.
Por dois anos consecutivos, os investimentos não tiveram bom retorno e o Genoa quase caiu – ficou em 17º em 2011-12 e 2012-13. Nesta temporada, a expectativa é diferente: os investimentos foram reduzidos, as inúmeras negociatas a que o presidente Preziosi associa os jogadores também, e os lígures terão um time jovem e um técnico estreante. Liverani, ex-jogador (e primeiro negro a vestir a camisa da seleção da Itália) aplicará um ofensivo 4-3-3, com quatro jogadores de menos de 22 anos entre os titulares (Perin, Vrsaljko, Cofie e Bertolacci), que serão guiados por outros experientes e de muita qualidade. Força física e qualidade técnica estão garantidas no meio-campo, e Gilardino tem tudo para marcar uma pá de gols, servido pelos ótimos Lodi e Bertolacci, além do eficiente Santana. Potencial para uma campanha acima da média dos últimos anos não vai faltar.
INTER DE MILÃO (Caio Feitosa)
Internazionale
Cidade: Milão
Estádio: Giuseppe Meazza
Em 2012/2013: 9º
O cara: Esteban Cambiasso
O treinador: Walter Mazzarri (51 anos)
A promessa: Mauro Icardi, 20 anos (atacante)
Principal reforço: Ishak Belfodil (atacante, Parma) (foto)
Principal perda: Antonio Cassano (Parma)
Objetivo na temporada: UEFA Europa League
Time base (3-5-2): Handanovic; Campagnaro, Ranocchia e Juan Jesus; Nagatomo, Guarín, Cambiasso, Alvarez e Pereira (Jonathan); Palacio e Belfodil.

Ridícula. Esta é a síntese da Internazionale em 2012/2013. Segunda pior defesa do campeonato ao lado do Siena com 57 gols sofridos, 9ª colocação (fora até da UEL), eliminada no primeiro mata-mata da UEFA Europa League. E, para piorar, o mercado do time “nerazzurro” não foi dos mais animadores. Chegaram os jovens atacantes Icardi (Sampdoria) e Belfodil (Parma), os zagueiros Campagnaro (Napoli) e Andreolli (Chievo), além do lateral direito Wallace, emprestado pelo Chelsea. Reforços modestos, muito abaixo da tradição da Inter. Outra cara nova é o treinador Walter Mazzarri, vice-campeão italiano pelo Napoli.

Mesmo com o fraco mercado e uma péssima pré-temporada (com direito a goleada sofrida contra Real Madrid e Valencia), o novo treinador mostra-se confiante com o time. Aposta alto no 3-5-2 que funcionou nos tempos de Napoli para que este modesto plantel consiga, ao menos, uma vaga na Liga Europa. Mesmo assim, será uma temporada bastante difícil. O time é limitado demais para que uma simples mudança de treinador altere seu panorama.

A grande esperança do torcedor da Inter está fora de campo. O atual mandatário, Massimo Moratti, só espera acertar poucos detalhes para oficializar a venda de 75% das ações do clube para o indonésio Erick Thorir por 350 milhões de euros. Espera-se que o novo dono invista forte na equipe para que, com um grupo mais forte, Mazzarri possa fazer da Inter novamente um clube potente e respeitado, e assim conquistar uma vaga ao menos na Liga Europa em 2014/2015.
Juventus
Cidade: Turim (Piemonte)
Estádio: Juventus Arena (41.000 lugares)
Fundação: 1897
Apelidos: Bianconeri e Velha Senhora
Principais rivais: Torino e Inter
Títulos da Serie A: 29
Na última temporada: campeã
Objetivo: Título
Brasileiros no elenco: Rubinho
Técnico: Antonio Conte (3ª temporada)
Destaque: Andrea Pirlo
Fique de olho: Fausto Rossi
Principais chegadas: Carlos Tévez (a, Manchester City), Fernando Llorente (a, Athletic Bilbao) e Angelo Ogbonna (z, Torino)
Principais saídas: Emanuele Giaccherini (m, Sunderland), Nicholas Anelka (a, West Bromwich) e Nicklas Bendtner (a, Arsenal)
Time-base (3-5-2): Buffon; Barzagli, Bonucci, Chiellini; Lichtsteiner, Vidal, Pirlo, Marchisio (Pogba), Asamoah; Tévez, Vucinic (Llorente).
A bicampeã italiana começa a temporada mais uma vez como o time a ser batido, e com ampla superioridade sobre os rivais – embora Napoli, Fiorentina e Roma tenha se reforçado bem. A Velha Senhora já passou o trator sobre a Lazio na Supercopa da Itália e deixou claro que pode brincar em solo nacional. O verdadeiro objetivo é fazer uma ótima campanha na LC, e as contratações de Tévez e Llorente agregam valor a um time que já era forte, mas que carecia de atacantes mais gabaritados. Com a 10 que era de Boniperti, Platini e Del Piero, o argentino já mostrou a que veio na partida contra a Lazio e será a referência juventina. Mais atrás, Pirlo provavelmente deve jogar um pouco menos, uma vez que tem 34 anos e quer estar bem para a disputa da Copa de 2014, e quem deve aparecer mais é Pogba, em vias de se tornar um craque de nível mundial. O francês deve ganhar ainda mais destaque e será um dos grandes nomes desta forte Juve.
LAZIO (Caio Feitosa)
Lazio
Cidade: Roma (Itália)
Estádio: Olimpico de Roma
Em 2012/2013: 7º
O cara: Hernanes
O treinador: Vladimir Petkovic (49 anos)
A promessa: Felipe Anderson – 20 anos (meia) (foto)
Principal reforço: Lucas Biglia (volante, Anderlecht)
Principal perda: Não perdeu nenhum titular
Objetivo na temporada: Uefa Europa League
Time base (4-2-3-1): Marchetti; Konko, Biava, André Dias e Radu; Biglia e Ledesma; Candreva, Hernanes e Lulic; Klose.

Apesar de ter apresentado um bom futebol em boa parte da temporada 2012/2013, a Lazio terminou na modesta 7ª posição da Série A. Os motivos foram a fraca campanha fora de casa (com apenas 20 pontos ganhos em 19 jogos, com 5 vitórias, 5 empates e 8 derrotas), além da queda de produção no 2º turno do campeonato. Na 19ª rodada, a Lazio era vice-líder com 39 pontos (caso mantivesse o rendimento faria os mesmos 78 pontos do vice-campeão Napoli), porém no 2º turno fez apenas 22 pontos, pouco mais da metade. Entretanto, o título da Coppa Italia diante da Roma salvou o fim de temporada “biancoceleste”.

Visando a manutenção do fôlego do time até o fim do período, a Lazio pouco investiu no mercado. Procuraram manter seus titulares (com sucesso) e trazer apenas reforços pontuais para encorpar o elenco. Dos novos contratados, apenas o argentino Lucas Biglia aparece entre os titulares nos jogos de pré-temporada. Para a torcida “laziale”, o grande reforço do clube foi a compra definitiva do meia Candreva por 1,7 milhões de euros (co-propriedade com a Udinese). Os demais reforços foram jovens jogadores de centros menores, incluindo Felipe Anderson, ex-Santos, que o clube acredita ser uma grande promessa.

Nos jogos de pré-temporada, uma pequena mudança tática: Petkovic trocou o 4-1-4-1 pelo 4-2-3-1 com o novato Biglia no lugar do capitão Mauri, suspenso por 6 meses pela Federação Italiana de Futebol por participar do esquema de manipulação de resultados conhecido como “Calcioscommesse”. Mesmo assim, a Lazio pode repetir a boa campanha da última Liga Europa (chegou às quartas-de-final) e na Serie A e, quem sabe, sonhar até com uma das três vagas na UEFA Champions League.
Livorno
Cidade: Livorno (Toscana)
Estádio: Armando Picchi (19.238 lugares)
Fundação: 1915
Apelidos: Amaranto, Labronici
Principal rival: Pisa
Títulos da Serie A: nenhum (melhor desempenho: 2ª posição)
Na última temporada: 3º colocado na Serie B
Objetivo: Salvar-se do rebaixamento
Brasileiros no elenco: Emerson e Paulinho
Técnico: Davide Nicola (2ª temporada)
Destaque: Paulinho
Fique de olho: Francesco Bardi
Principais chegadas: Francesco Bardi (g, Inter), Leandro Greco (m, Olympiacos) e Nahuel Valentini (d, Rosario Central)
Principais saídas: Vincenzo Fiorillo (g, Sampdoria) e Savvas Gentsoglou (m, Sampdoria)
Time-base (3-4-3): Bardi; Bernardini, Emerson, Valentini; Piccini, Duncan, Greco, Gemiti; Siligardi, Paulinho, Dionisi.
O time de segundo melhor ataque da última Serie B chega à elite podendo dar trabalho a qualquer equipe. Bem montada por Nicola, a equipe livornense tem um futebol ofensivo e tem no brasileiro Paulinho, autor de 20 gols e 18 assistências na segundona, o seu maior destaque. Revelado no Juventude, o ex-jogador da seleção sub-20 continuará como referência da equipe, apesar do grande jogo de equipe – dos 77 gols marcados na segundona, 60 foram marcados por quatro jogadores: além de Paulinho, Belingheri, Siligardi e Dionisi. A Inter acabará dando uma ajudinha ao campeonato dos toscanos: quatro dos jogadores contratados são da equipe, e todos eles são jovens promissores. Destaque para Bardi, considerado herdeiro de Buffon na seleção italiana, e para Duncan, jovem volante ganês que foi reemprestado para ganhar experiência na elite após bela metade de campeonato atuando no Livorno. Um problema pode ser o elenco curto: hoje, são apenas 22 jogadores à disposição.
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Cidade: Milão (Lombardia)
Estádio: San Siro (80.018 lugares)
Fundação: 1899
Apelidos: Rossoneri, Diavolo
Principais rivais: Inter e Juventus
Títulos da Serie A: 18
Na última temporada: 3ª posição
Objetivo: Liga dos Campeões
Brasileiros no elenco: Gabriel e Robinho
Técnico: Massimiliano Allegri (4ª temporada)
Destaque: Mario Balotelli
Fique de olho: Riccardo Saponara
Principais chegadas: Riccardo Saponara (m, Empoli), Andrea Poli (m, Sampdoria) e Jherson Vergara (d, Deportes Quindio)
Principais saídas: Massimo Ambrosini (m, Fiorentina), Mathieu Flamini (m, sem clube) e Mario Yepes (d, Atalanta)
Time-base (4-3-1-2): Abbiati; Abate, Zapata, Mexes, De Sciglio; Poli, De Jong, Montolivo; Boateng; Balotelli, El Shaarawy.
A contratação de Balotelli em janeiro parecia indicar que o Milan iria com sede ao pote também no mercado de verão. Ledo engano: Balotelli foi uma exceção à regra e a grande contratação também para esta temporada, uma vez que fez a pré-temporada sob o comando de Allegri. O time é praticamente o mesmo em relação ao ano passado, e ganha dois reforços jovens e de muita qualidade no meio-campo, que chegam para brigar por posição: Poli, de bons anos na Sampdoria e uma passagem regular pela Inter, e Saponara, que brilhou no Empoli e é visto como um novo Kaká. A antes questionada defesa se ajeitou no segundo turno da última Serie A, foi melhor até que a da Juventus, e um reforço de peso para o setor, tido como certo até antes de janeiro, não foi contratado – chegou apenas Vergara, uma boa aposta para o futuro. Outra novidade é o retorno de De Jong, que sofreu grave lesão. Brigar pelo título parece difícil, mas o time competirá com força por uma vaga na LC.
NAPOLI (Caio Feitosa)
Napoli
Cidade: Nápoles
Estádio: San Paolo
Em 2012/2013: 2º
O cara: Marek Hamsik
O treinador: Rafa Benítez (53 anos) (foto)
A promessa: Lorenzo Insigne – 22 anos (atacante)
Principal reforço: Gonzalo Higuaín (atacante, Real Madrid)
Principal perda: Edinson Cavani (PSG)
Objetivo na temporada: Scudetto
Time base (4-2-3-1): Reina; Maggio, Britos (Albiol), Cannavaro e Zuñiga; Benhami e Inler; Callejón, Hamsik e Mertens; Higuaín.

Entre os 20 clubes que jogarão a Serie A italiana em 2013/14, nenhum teve um mercado tão agitado quanto o Napoli. O time napoletano vendeu o seu principal destaque nas últimas temporadas, o uruguaio Edinson Cavani, para o PSG por incríveis € 64 milhões. Apesar da grande perda, o presidente Aurelio De Laurentiis aproveitou o dinheiro pra trazer um verdadeiro pacotão de reforços. Aportaram em Nápoles os goleiros Pepe Reina (ex-Liverpool) e Rafael Cabral (ex-Santos), o meia-atacante Mertens (ex-PSV) e o trio do Real Madrid (que, somados, custaram quase € 60 milhões): o zagueiro Albiol, o meia-atacante Callejón e o centroavante Gonzalo Higuaín.

Outra mudança no Napoli está no cargo de treinador. Walter Mazzarri, no clube desde 2009, se transferiu para a Internazionale. Para seu lugar, chega o espanhol Rafa Benítez, depois de um bom trabalho de apenas 6 meses pelo Chelsea. A troca no comando técnico já pode ser vista na postura em campo. Enquanto Mazzarri era adepto do 3-5-2, Benítez aposta em um 4-2-3-1 para que o Napoli possa brigar pelo “scudetto” e fazer boa campanha na UEFA Champions League.

Mesmo reformulado, o maior clube do sul da Itália promete fazer mais uma boa campanha. São quatro caras novas no time titular, além de um treinador experiente e de currículo vencedor. Porém, ainda assim é consideravelmente inferior à sua principal rival no Belpaese, a Juventus. Sem contar que o Napoli ainda está se adaptando ao novo esquema, visto que Rafa Benítez terá trabalho para ajustar defensivamente os lados do campo, já que Maggio e Zuñiga têm características ofensivas.

É um novo e reforçado Napoli buscando se consolidar como grande força do Calcio novamente, aproveitando-se do seu bom momento financeiro e da crise que atormenta Milan e Internazionale.
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Cidade: Parma (Emília-Romanha)
Estádio: Ennio Tardini (23.486 lugares)
Fundação: 1913
Apelidos: Gialloblù, Crociati e Ducali
Principais rivais: Bologna e Reggiana
Títulos da Serie A: nenhum (melhor desempenho: 2ª posição)
Na última temporada: 10ª posição
Objetivo: Liga Europa
Brasileiros no elenco: Felipe e Amauri
Técnico: Roberto Donadoni (3ª temporada)
Destaque: Antonio Cassano
Fique de olho: Filip Janković
Principais chegadas: Antonio Cassano (a, Inter), Afriyie Acquah (m, Hoffenheim) e Mattia Cassani (d, Fiorentina)
Principais saídas: Ishak Belfodil (a, Inter), Andrea Coda (d, Udinese) e McDonald Mariga (m, Inter)
Time-base (3-5-2): Mirante; Benalouane (Cassani), Paletta, Lucarelli; Biabiany, Marchionni (Acquah), Valdés, Parolo, Gobbi; Amauri, Cassano.Com poucas mudanças, o Parma chega nesta temporada com a expectativa de fazer um campeonato sem sustos e, quem sabe, com uma surpresa no final. A saída de Belfodil para a Inter é uma perda, pensando no futuro, mas foi muito bem sanada no presente com a contratação de Cassano, que chegou com status de estrela da companhia – e, quando Fantantonio é dono do time, normalmente não arranja confusões. Com Amauri como companheiro de ataque, as chances de que o Parma tenha dois nomes entre os principais artilheiros da Serie A é grande – relembrando a Sampdoria que Cassano e Pazzini comandavam, com muitos gols e assistências. Donadoni, que emplaca mais um ótimo trabalho em equipe mediana, ainda contará com um meio-campo muito forte e bem distribuído tática e tecnicamente. Além de Cassano, quem também pode voltar a brilhar é seu quase homônimo Cassani, bom jogador que já teve chances na seleção italiana, mas viu sua carreira perder o rumo há pouco mais de dois anos.
Roma logo nova
Cidade: Roma (Itália)
Estádio: Olimpico de Roma
Em 2012/2013: 6º
O cara: Francesco Totti (foto)
O treinador: Rudi Garcia (49 anos)
A promessa: Erick Lamela – 21 anos (atacante)
Principal reforço: Kevin Strootman (volante, PSV)
Principal perda: Marquinhos (zagueiro, PSG)
Objetivo na temporada: Uefa Europa League
Time base (4-3-3): De Sanctis, Maicon, Benatia, Leandro Castan e Balzaretti; De Rossi, Strootman e Pjanic; Gervinho, Totti e Destro.

A temporada 2012-2013 da Roma foi completamente irregular. O time giallorosso não perdeu nenhuma partida para a dupla de Milão e venceu a campeã Juventus no estádio Olimpico, mas foi derrotado em casa por Cagliari e Chievo, além de empatar contra o lanterna Pescara. A Roma terminou a competição com o 3º melhor ataque ao lado da Juventus (71 gols marcados), mas teve a 3ª pior defesa ao lado da Atalanta (56 gols sofridos).

Para conquistar a estabilidade não alcançada na última temporada, a Roma se reforçou onde mais precisava – no sistema defensivo. Chegaram o goleiro De Sanctis (Napoli), o lateral-direito Maicon (Manchester City), o zagueiro Benatia (Udinese) e o volante Strootman (PSV). Todos aparecem como titulares nos jogos de pré-temporada do novo técnico Rudi Garcia, ex-Lille, o que indica que mesmo com a venda de Marquinhos para o PSG, o time deve evoluir defensivamente. Outra mudança é o sistema tático, que migrou do 3-5-2 para o 4-3-3.

No setor ofensivo, o único reforço foi o atacante Gervinho (Arsenal). O marfinense veio a pedido de Garcia, com quem mostrou seu melhor futebol na carreira, entre 2009 e 2011. O jogador deve ser titular no lugar de Lamela, vendido para o Tottenham. Resta saber quem será o novo camisa 9, já que o ítalo-argentino Pablo Osvaldo foi jogar no Southampton. Caso não chegue ninguém, Destro deverá jogar na posição.
Sampdoria
Cidade: Gênova (Ligúria)
Estádio: Marassi (36.703 lugares)
Fundação: 1946
Apelidos: Blucerchiati, Doria, Samp
Principal rival: Genoa
Títulos da Serie A: um
Na última temporada: 14ª posição
Objetivo: meio da tabela
Brasileiros no elenco: Júnior Costa, Renan e Éder
Técnico: Delio Rossi (2ª temporada)
Destaque: Angelo Palombo
Fique de olho: Michele Fornasier
Principais chegadas: Manolo Gabbiadini (a, Atalanta), Vasco Regini (d, Empoli) e Bartosz Salamon (d, Milan)
Principais saídas: Mauro Icardi (a, Inter), Sergio Romero (g, Monaco) e Andrea Poli (m, Milan)
Time-base (3-5-2): Júnior Costa; Gastaldello, Palombo, Regini; De Silvestri, Obiang, Krsticic, Renan, Costa; Éder, Gabbiadini.Delio Rossi terá muito trabalho nesta temporada. A Sampdoria é um time claramente enfraquecido em relação à última temporada. As saídas de peças fundamentais ao time, como Icardi, Romero e Poli (além de Maxi López, Munari, Maresca e Estigarribia) não foi bem reposta e, se o time titular é bom, o reserva não tem grandes nomes. Até mesmo entre os titulares há lacunas: por exemplo, dois brasileiros de nível questionável, como Júnior Costa, ex-Santo André, e Renan, ex-Atlético Mineiro, devem ter vaga – o outro brasileiro da companhia, Éder, também será titular, mas depois de realizar ótima Serie A. Com isso, a responsabilidade recai sobre os ombros dos bons e experientes Palombo e Gastaldello, mas podem acabar respingando em Obiang, Krsticic, Salamon, Soriano, Mustafi, Berardi e nos recém-chegados Gentosglou, Regini e Gabbiadini. Todos os citados são jovens jogadores que terão uma prova de fogo para amadurecer, sem saírem chamuscados. Fazer um campeonato sem sustos será lucro para este elenco modesto.
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Cidade: Sassuolo (Emília-Romanha)
Estádio: Città del Tricolore (20.084 lugares)
Fundação: 1920
Apelidos: Neroverdi, Sasòl
Principal rival: Modena

Títulos da Serie A: nenhum (estreante)

Na última temporada: campeão da Serie B
Objetivo: salvar-se do rebaixamento
Brasileiros no elenco: Diego Farias
Técnico: Eusebio Di Francesco (2ª temporada)
Destaque: Jasmin Kurtic
Fique de olho: Domenico Berardi
Principais chegadas: Simone Zaza (a, Juventus), Jasmin Kurtic (m, Palermo) e Jonathan Rossini (d, Sampdoria)
Principais saídas: Richmond Boakye (a, Juventus), Andrea Catellani (a, Catania) e Gennaro Troianiello (a, Palermo)
Time-base (4-3-3): Rosati; Gazzola, Rossini, Terranova, Ziegler; Kurtic, Magnanelli (Chibsah), Missiroli; Berardi, Zaza, Alexe.

Campeão da última Serie B, o pequeno Sassuolo é o único estreante desta temporada do Campeonato Italiano. A equipe que tem a peculiar combinação entre verde e preto como cores sociais, se dará por satisfeita se permanecer na elite. O clube, cujo dono é presidente de uma multinacional de adesivos e impermeabilizantes, tem um bom aporte financeiro, mas também responsabilidade nas ações de mercado. Tanto é que a diretoria valorizou o trabalho do grupo que subiu à elite e manteve o técnico Di Francesco (que chegou a ser cotado na Roma), e quase todo o grupo, afinal o conjunto foi o maior responsável pelo título: mesmo com a terceira melhor defesa e o melhor ataque da competição, não houve grandes destaques individuais. A equipe perdeu apenas jogadores que saíam por empréstimo, além de Troianiello, vendido ao Palermo, e entre as contratações, destaque para Rosati e Ziegler, que voltam a ter chances em uma equipe da Serie A como titulares, e para Kurtic e Zaza, prováveis referências da equipe, ao lado de Berardi. Kurtic fez ótima pré-temporada e Zaza vem gabaritado por 18 gols na última Serie B.

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Cidade: Turim (Piemonte)
Estádio: Olimpico di Torino (28.140 lugares)
Fundação: 1906
Apelidos: Toro, Granata
Principais rivais: Juventus, Sampdoria, Roma
Títulos da Serie A: sete
Na última temporada: 16ª posição
Objetivo: salvar-se do rebaixamento
Brasileiros no elenco: Barreto
Técnico: Giampiero Ventura (3ª temporada)
Destaque: Alessio Cerci
Fique de olho: Nikola Maksimović
Principais chegadas: Nikola Maksimović (d, Estrela Vermelha), Ciro Immobile (a, Genoa) e Nicola Bellomo (m, Bari)
Principais saídas: Rolando Bianchi (a, Bologna), Angelo Ogbonna (d, Juventus) e Mario Santana (m, Genoa)
Time-base (3-5-2): Padelli; Glik, Maksimović, Moretti (Bovo); Darmian, Basha, Farnerud, El Kaddouri (Bellomo), D’Ambrosio; Cerci, Immobile.O Torino perdeu dois de seus principais jogadores, mas não mudou de status: se reforçou dignamente e continuará trabalhando para ter um campeonato sem sustos, embora o objetivo seja a permanência na elite. O bom Immobile terá o trabalho de substituir o experiente Bianchi e será o novo companheiro de Cerci no ataque, que ainda tem Barreto, Meggiorini e o novo reforço Larrondo como opções. Na defesa, Ogbonna não vinha jogando, por problemas físicos, e o promissor Maksimovic é uma ótima aposta para suprir a sua saída para a rival Juventus. Outros dois jovens que foram contratados pela direção grená e podem brilhar nesta Serie A são El Kaddouri, que surgiu no Brescia mas estava encostado no Napoli, e Bellomo, um dos principais jogadores da última Serie B, competição que disputou pelo Bari, de sua cidade natal. Ainda falta contratar um goleiro, visto que Padelli não é garantia de nada e Gillet foi suspenso por envolvimento em manipulação de jogos. Um arqueiro seguro e experiente será fundamental para uma equipe em que as grandes referências tem menos de 25 anos.

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Cidade: Údine (Friuli)

Estádio: Friuli (41.652 lugares)
Fundação: 1896
Apelidos: Bianconeri e Zebrette
Principais rivais: Venezia
 e Triestina
Títulos da Serie A: nenhum (melhor colocação: vice-campeã)
Na última temporada: 5ª posição
Objetivo: Liga Europa
Brasileiros no elenco: Allan, Naldo, Danilo, Gabriel Silva e Maicosuel
Técnico: Francesco Guidolin (4ª temporada)
Destaque: Antonio Di Natale
Fique de olho: Nico López
Principais chegadas: Ivan Kelava (g, Dinamo Zagreb), Nico López (a, Roma) e Igor Bubnijc (d, Slaven Belupo)
Principais saídas: Mehdi Benatia (d, Roma), Davide Faraoni (m, Watford) e Gabrielle Angella (d, Watford)
Time-base (3-5-1-1): Kelava (Brkic); Heurtaux, Danilo, Domizzi; Basta, Pereyra, Pinzi, Allan, Gabriel Silva; Muriel; Di Natale.Desde 2008-09, a Udinese não inicia um campeonato com uma equipe tão similar a da temporada anterior. Na verdade, à exceção do goleiro, e apenas por lesão de Brkic, todo o restante do time friulano é formado por jogadores que já estavam em Údine no último certame. A única perda considerável é a do ótimo Benatia, que foi para a Roma, mas não jogou muito em 2012-13 por questões físicas. Entre os contratados, muitos jovens atletas que podem despontar nos próximos anos e apenas dois jogadores com mais rodagem, os goleiros Kelava e Benussi – o que já aponta para uma cessão de Brkic num futuro próximo. Com isso, o time aposta novamente em Di Natale, que renovou até 2015, e é certeza de muitos gols para os alvinegros. Ele terá Muriel como companheiro mais uma vez: na última temporada, os dois foram responsáveis por 34 dos 59 gols da equipe, e o ótimo colombiano só fez uma temporada regular, a partir de janeiro. Guidolin, o “Ferguson de Údine”, começa com o mesmo discurso: primeiro, 40 pontos para evitar o rebaixamento, e depois, pensar em algo mais. Um “algo mais” bem possível.
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Fanático pelo Calcio e pelo futebol nordestino, recifense, torcedor do Clube Náutico Capibaribe, ex-narrador esportivo de (projeto de) web-rádio e estudante de Engenharia Química.