Brasileirão: melhores e piores do primeiro turno

  • por Doentes por Futebol
  • 7 Anos atrás

O Brasileirão 2013 chega ao fim do primeiro turno cheio de indefinições. O Atlético Mineiro, 16º colocado, primeiro time fora da zona do rebaixamento, está a apenas seis pontos do Coritiba, que ocupa a sétima posição.

O Coritiba, aliás, é um dos símbolos da montanha russa que vem sendo o campeonato. Comandado por Alex, o Coxa voou nas primeiras rodadas, mostrando o melhor futebol do país até então. Mas sofreu com as lesões, inclusive de Alex, e caiu muito, tendo desempenho digno de futuro rebaixado em algumas partidas.

Há outros exemplos. O Atlético Paranaense, que nas primeiras rodadas figurava na zona do rebaixamento, emendou uma sequência invicta (8 vitórias e 4 empates) e termina o turno na zona da Libertadores. O Vasco e o Bahia, que estiveram na parte de cima da tabela, agora se encontram na metade de baixo.

O São Paulo, brigando contra o rebaixamento, engatou uma pequena sequência sem perder e ficou perto de deixar a zona, até perder dois jogos seguidos. Os únicos times que tem oscilado pouco são o Cruzeiro, líder com 4 pontos de vantagem para o segundo colocado, e o Náutico, que faz força para superar o América-RN e ter a pior campanha da história da era do Brasileirão com pontos corridos.

Opinamos sobre os destaques positivos e negativos desta metade de Brasileirão. Não deixe de comentar dizendo o que você acha.

Melhor jogo

Bráulio – Cruzeiro 5×3 Vasco (17ª rodada)

Fernando Carreteiro – Vasco 2×3 Botafogo (11ª rodada)

João Rabay – Santos 2×2 Coritiba (8ª rodada) – Grande atuação coletiva do Coxa e individual de Alex.

Osmar Júnior – Coritiba 5×3 Ponte Preta (10ª rodada) – Três viradas no placar e golaço de falta do craque Alex.

Melhor jogador

Bráulio – Seedorf

Fernando Carreteiro – Alex (Coritiba)

Alex vale o ingresso. Talento puro. Não bastasse isso, é responsável por quase todos pontos do Coritiba no campeonato. Com ele o time briga nas cabeças, sem ele vira time que briga por rebaixamento. Não precisa falar mais nada.

João Rabay – Alex. Realmente não precisa falar mais nada. A única ressalva é o número de jogos que ele perdeu por lesão.

Osmar Júnior – Seedorf. Um maestro que vai guiando as jovens promessas de General Severiano. Joga demais.

Victor Quintas – Walter (Goiás)

Jogador surpresa

Bráulio – Éderson (Atlético-PR)

Claudemir Padilha – Éderson (CAP) – Quem esperava que um jovem totalmente desconhecido sairia do banco de reservas pra brigar pela artilharia do campeonato?

Fernando Carreteiro – Rafael Marques (Botafogo)

O desengonçado atacante vem jogando um futebol de alto nível, sendo, em muitos jogos, mais importante que o badalado Seedorf. Inimaginável pra alguém que chegou a ser chacota por não saber fazer gols.

João Rabay – Walter. Os preparadores podem dizer que o corpo dele fica confortável com esse peso, mas, pra quem vê de fora, é um jogador gordo deitando pra cima da defesa sem nem fazer força.

Osmar Júnior – Walter. Ninguém esperava nada dele. Nada mesmo. E vem ‘comendo’ a bola.

Victor Quintas – Mayke (Cruzeiro)

Time surpresa

Bráulio – Atlético-PR

Claudemir Padilha – Atlético-PR

Fernando Carreteiro – Atlético-PR. Time bem armado, com jogadores discretos no cenário nacional, mas que se tornaram praticamente invencíveis na mão de um técnico em quem ninguém mais acreditava.

João Rabay – Atlético-PR

Osmar Júnior – Atlético/PR. Vindo da Segunda Divisão, está lutando seriamente por uma vaga no G4 (e talvez até pelo título).

Victor Quintas – Atlético-PR

Jogador decepção

Bráulio – Vitinho (Botafogo). Decepcionou porque tinha tudo pra ser a revelação do campeonato e da noite pro dia aceitou uma proposta pra ir pra Europa. Sem ter se firmado aqui no futebol nacional.

Claudemir Padilha – Osvaldo (SPFC). Fez um excelente primeiro semestre, chegando até a ser convocado pelo Felipão, mas caiu muito de rendimento e hoje amarga a reserva, sendo preterido por jogadores medianos.

Fernando Carreteiro – Fred (Fluminense). Sempre candidato à artilharia do Brasileirão, o centroavante mostrou-se sem vontade de jogar, lento e indolente. Foi expulso, pegou punição e logo depois se lesionou, ganhando talvez as férias que almejava.

João Rabay – Fred. E ele costuma ser o salvador do Fluminense. Sem ele, vão brigar contra o rebaixamento até o fim.

Osmar Júnior – Rogério Ceni. Ao mandar e desmandar no São Paulo, está sendo o ‘iceberg’ do Titanic.

Victor Quintas – Pato

Time decepção

Bráulio – São Paulo

Claudemir Padilha – São Paulo. Esperava-se que o time fosse brigar por vaga na Libertadores ou até pelo título e hoje a torcida tricolor faz as contas pra fugir da série B.

Fernando Carreteiro – Fluminense. Apontado por muitos como candidato ao título, o time carioca não mostrou a que veio. Cavalieri parou de fazer milagre, Fred ignorou o campeonato, Wellington  Nem saiu e Abel caiu. Eis que chegou o “pofexô” e piorou o que já era ruim.

João Rabay – São Paulo. Pífio.

Osmar Júnior – São Paulo. Era cotado para disputar título ou no mínimo Sul-Americana. Se não cair, vão comemorar com churrasco?

Victor Quintas – Fluminense

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