O “novo técnico” do Sport

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Eis um dos cargos mais inseguros da atualidade no país. Desde a saída de Nelsinho Baptista, após a Libertadores de 2009, quinze profissionais já o assumiram na esperança de dar jeito num clube de futebol que vive dias conturbados, e cujos resultados têm traduzido perfeitamente essa instabilidade. Treinar o Sport está longe de ser uma tarefa impossível, mas nos últimos quatro anos, tem sido complicado achar um treinador que deixasse a torcida tranquila em relação à sua capacidade de vencer na função e conduzir o clube à tranquilidade.

O “novo técnico” do Sport precisará também pensar em alternativas para extrair o melhor do sistema ofensivo que terá à disposição. Durante todo o primeiro turno da Série B, o poder de fogo rubro-negro se resumiu aos gols de Marcos Aurélio, enquanto todos os outros atacantes do elenco atravessavam péssima fase. Felipe Azevedo, outrora produtivo e artilheiro no Ceará, hoje não passa de um jogador burocrático, que se limita a marcar o lateral esquerdo adversário. Já Roger, que deixou o clube após sua relação com a torcida ter se tornado insustentável, vinha acumulando péssimas exibições e um jejum constrangedor para chegou com o rótulo de “esperança de gols”. Isso sem falar em Nunes e Diego Maurício, que até agora não mostraram a que vieram.

Martelotte tentou, mas não conseguiu ser bem sucedido no cargo - não por muito tempo.

Martelotte tentou, e até conseguiu ser bem sucedido no cargo – mas não por muito tempo.

Acima de tudo, o “novo técnico” do Sport terá que procurar, exaustivamente, novas maneiras de motivar um elenco que parece profundamente abalado pelas derrotas recentes. Uma motivação que dificilmente virá da diretoria do clube – esta, só aparece em intervenções geralmente desastrosas, deixando evidentes as dúvidas quanto ao potencial de um time que ela mesma montou, sob o slogan “futebol forte”.

O “novo técnico” do Sport, hoje, é Neco. Mas até o último sábado, o papel era exercido por Marcelo Martelotte. E o próximo pode ser Caio Júnior, Paulo Comelli, Givanildo Oliveira ou mesmo Sidney Moraes, outro ex-atleta rubro-negro. Independentemente de quem seja o novo escolhido, o certo é que seguirá a triste sina de um clube sem comando, representado por um elenco que além de possuir algumas grandes deficiências, é mal aproveitado. Azar da torcida, que mesmo depois de tantos desencantos, segue querendo acreditar num acesso que já não mais parece tão próximo.

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Jornalista recifense, sócio-diretor do Doentes por Futebol, editor da Revista Febre. Curioso observador de tudo o que cerca o futebol brasileiro e internacional.