Porto 120 anos: 5 peças-chave na formação de uma potência

  • por Levy Guimarães
  • 7 Anos atrás
Foto: uefa.pt - Porto campeão europeu em 2004, igualando o rival Benfica

Foto: uefa.pt – Porto campeão europeu em 2004, igualando o rival Benfica

Atingir a incrível marca de 120 anos de história não é para qualquer clube de futebol. Chegar a essa idade como uma potência do futebol europeu e o clube hegemônico em seu país é um privilégio para poucos no mundo. E é assim que o Futebol Clube do Porto chega aos seus 120 anos.

Fundado em 28 de setembro de 1893, o representante-mor do Norte de Portugal, apesar de não ser o maior detentor de títulos portugueses, mantém desde os anos 80 um amplo domínio no certame: das últimas 30 edições do Campeonato Português, venceu 20, contra 7 conquistas do Benfica, duas do Sporting e uma do Boavista.

O clube foi responsável por uma mudança drástica na ordem do futebol português, que durante as décadas de 60 e 70 tinha os rivais de Lisboa como protagonistas e o Porto apenas como um figurante de luxo. Por vezes, até mesmo o Belenenses ganhava mais destaque que os Dragões. Mas hoje, a realidade é outra. Os portistas se colocam em condições de igualdade com benfiquistas e sportinguistas, e quando o assunto é atualidade, deixam os rivais para trás sem dificuldade.

Em alusão a essa mudança de patamar e à marca simbólica alcançada pelo clube, destacamos, em ordem cronológica, cinco jogadores-chave na construção do Porto de hoje em dia, um time temido em Portugal e respeitado por toda a Europa.

1 – Fernando Gomes (1977-1980, 1982-1989)

Dotado de boa técnica, oportunismo e precisão na finalização, o maior artilheiro da história do Porto, com 352 gols marcados, acompanhou toda a ascensão da equipe, no fim dos anos 70, até a consolidação na década seguinte. Foi artilheiro de seis edições do Campeonato Português, tendo conquistado cinco títulos nacionais pelo Dragão, e foi peça fundamental na campanha do título europeu de 1987, quando marcou 5 tentos. Em 1983, após retornar de uma passagem pelo futebol espanhol, foi eleito o Futebolista Português do Ano e conquistou a Chuteira de Ouro da UEFA, prêmio que tornou a ganhar em 1985. É até hoje considerado o maior atacante da história portista, tendo uma enorme identificação com a torcida.

Foto: reprodução

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2 – João Pinto (1981-1997)

Conhecido também por frases célebres, como “estávamos à beira do precipício, mas tomamos a decisão certa: demos um passo afrente” e “não foi nada de especial, só chutei com o pé que estava mais à mão”, João Pinto prefere ser lembrado pelos portistas como um dos grandes líderes do time nos anos 80 e 90. Considerado o maior lateral-direito da história do futebol português, foi capitão do Porto por mais de dez temporadas, incluindo a do título da Liga dos Campeões, em 1987. Conquistou, ainda, nada menos que 9 títulos portugueses e um total de 24 títulos com a única camisa que vestiu na carreira. Uma verdadeira lenda do clube.

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3 – Paulo Futre (1984-1987)

Sem dúvidas o jogador português mais talentoso de sua geração. Rápido e habilidoso, era o atacante diferenciado que todo time bem armado precisa para decidir grandes partidas. Teve seu momento de consagração na final da Copa dos Campeões, em 1987, na vitória frente ao Bayern de Munique por 2×1. Apesar de não ter marcado gols, foi eleito o melhor jogador da decisão, numa atuação que jamais será esquecida pelos portistas. Conduziu a equipe a mais dois títulos portugueses, em 85 e 86, até se transferir para o Atlético de Madrid na maior negociação do futebol português até então.

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4 – Rabah Madjer (1985-1991)

Maior jogador argelino de todos os tempos, Madjer chegara ao Porto para nunca mais sair da memória do torcedor portista. Se o melhor em campo na decisão do título europeu foi Futre, o mais decisivo certamente foi Madjer. Aos 77 minutos, quando o time perdia por 1×0 para um Bayern superior, empatou com um toque magistral, conhecido para sempre como “o calcanhar mágico” e, poucos minutos depois, fez a jogada do gol da virada, marcado pelo brasileiro Juary. Sua técnica e imprevisibilidade faziam-se presente de forma constante, sendo ao lado de Paulo Futre um fator de desequilíbrio para os nortistas. Muitos ainda o consideram o melhor estrangeiro a fardas a camisa azul e branca.

Foto: reprodução - Gol de calcanhar que imortalizou Madjer na história do Porto

Foto: reprodução – Gol de calcanhar que imortalizou Madjer na história do Porto

5 – Deco (1999-2004)

Dentre todos os citados, Deco certamente é o que menos demanda apresentações. Porém, sua história é bastante curiosa: dispensado pelo Benfica e com passagens sem muito sucesso por clubes da 2ª divisão portuguesa, foi contratado a custo quase zero pelo Porto. Ainda discreto no início de sua passagem, apareceu de verdade na temporada 2002/2003, sob a batuta de José Mourinho, na campanha do título português (que o Porto não vencia há três anos) e da Copa da UEFA. Apenas um aperitivo para o que viria na temporada seguinte, quando estouraria de vez tendo a Europa aos seus pés. Ali, 17 anos após a primeira conquista europeia, o Porto se firmava definitivamente como um grande clube do continente. Tudo com o comando de Deco dentro de campo.

Foto: reprodução

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Estudante de Jornalismo e redator no Placar UOL Esporte, belo-horizontino, apaixonado por esportes e Doente por Futebol. Chega ao ponto de assistir a jogos dos campeonatos mais diversos e até de partidas bem antigas, de décadas atrás.