Reverenciemos Alex, o melhor jogador do Brasil

  • por João Rabay
  • 7 Anos atrás

Técnico, habilidoso e agora artilheiro, Alex é o cérebro e a alma do Coritiba.

 

Foto: Geraldo Bubniak

Foto: Geraldo Bubniak

 

De fora da área. De dentro da área. De cavadinha. Colocado. Soltando a bomba. De direita ou de esquerda. De pênalti. E de falta, que, para ele, é quase um pênalti. Até agora, foram três cobranças perfeitas, que, somadas a outros sete gols, deixam Alex na terceira colocação na lista de artilheiros do campeonato, e são parte das aulas de futebol que o meia tem dado no Campeonato Brasileiro.

É fácil listar os gols de Alex para falar de sua eficiência. Difícil é descrever, com palavras, a plasticidade de cada domínio, cada drible, cada virada de jogo ou passe espetacular pelo meio da defesa. Quem assiste aos jogos do Coritiba, seja por ter seu time envolvido na partida ou pelo simples prazer de ver o camisa 10 atuar, sabe: é de fazer o queixo cair.

A facilidade com que o craque, ou gênio, ou qualquer palavra que se queira usar, faz tudo o que faz deveria deixar os adversários, alguns com metade da idade dele, admirados, talvez um pouco envergonhados. O cérebro do dono do Coritiba trabalha algum tempo à frente dos demais.
É pena que a objetividade do “livescore” (sites com atualização em tempo real de placares e autores de gols) esteja tomando conta das análises sobre as atuações de jogadores de futebol. É claro que Alex se destaca também em números (e não devemos deixar de citá-los, afinal, eles comprovam teses melhor que qualquer outro argumento), mas a magia dos verdadeiros craques transcende os dados. É a metafísica do futebol, o que torna o esporte apaixonante e prazeroso.

“Ah, mas ele ganhou poucos títulos”, “Nunca jogou em clube grande da Europa”, “Faltou jogar bem pela seleção”. Frases que tentam depreciar um amigo íntimo da bola, justamente porque, em algum momento, ele colocou o prazer de jogar futebol em ambientes agradáveis acima de dinheiro ou exposição na mídia.

Recorrendo novamente aos números, observemos a importância prática de Alex para o Coritiba. Mesmo sendo um meia cerebral, cuja principal função, teoricamente, seria servir os atacantes, Alex é o artilheiro do time no Brasileirão, com 10 gols marcados. Isso representa 40% dos gols do Coxa, que balançou as redes 25 vezes no campeonato. (E é igual ao número de gols do Náutico).

Com Alex em campo, o Coritiba jogou 15 vezes, ganhando 6, empatando 7 e perdendo 2. São 25 pontos ganhos em 45 possíveis, aproveitamento de 55,5%, similar ao do rival Atlético, que, com 35 pontos, ocupa a 4ª posição no torneio. Sem Alex, foram 6 partidas, com apenas uma vitória, um empate e 4 derrotas. Os 4 pontos ganhos em 18 disputados sem o astro representam um aproveitamento de 22,2%, melhor apenas que o do lanterna Náutico.

Aos torcedores do Coxa, resta lamentar que a idade impeça Alex de brilhar ainda mais, e torcer para que ele esteja em campo o maior número de vezes possível. Aos adversários, não há muito o que fazer além de torcer contra quando ele enfrentar seu time, e ligar a TV nos jogos do Coritiba para sentir o prazer de ver um craque em ação nos gramados brasileiros.

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Comentários

Jornalista. Doente por futebol bem jogado e inimigo de jogadores que desistem da bola para cavar falta e de atacantes "úteis porque marcam os laterais".