Bósnia, a nova força do Leste Europeu

  • por Levy Guimarães
  • 5 Anos atrás

Pela primeira vez em sua história como país independente, a Bósnia-Herzegovina está classificada para a Copa do Mundo. Após bater na trave na edição passada – quando perdeu na repescagem para Portugal e na Euro-2012, na mesma fase e também para os portugueses – a qualificação para o mundial do Brasil nada mais é que a coroação do bom trabalho do técnico Safet Susic, no comando da equipe desde 2010.

Apesar de ter sido no sufoco, na última rodada e com um placar magro (1×0 sobre a Lituânia), pode-se dizer que a classificação se deu com autoridade. A campanha foi quase impecável, com 8 vitórias e apenas dois tropeços (um empate e uma derrota), terminando na liderança do grupo ao lado da sempre perigosa Grécia e superando os gregos no saldo de gols. O ataque foi o terceiro melhor das Eliminatórias europeias, com 30 gols marcados em 10 jogos – excelente média de 3 por partida. A seleção teve, ainda, o vice-artilheiro da competição, Edin Dzeko, com 10 gols marcados.

Foto: reprodução - Artilheiro do time, Dzeko, hoje no Manchester City, também é o jogador bósnio de maior destaque no futebol europeu

Foto: reprodução – Artilheiro do time, Dzeko, hoje no Manchester City, também é o jogador bósnio de maior destaque no futebol europeu

Como comprovam as estatísticas, o que mais agrada na seleção bósnia é o seu jogo ofensivo. Do meio para a frente, o time é repleto de jogadores de boa qualidade e que atuam em grandes centros do futebol europeu. Os volantes Salihovic e Pjanic (este responsável pela distribuição das jogadas) garantem uma saída rápida e eficiente da defesa, para que a bola chegue redonda aos homens mais avançados. Outro ponto de destaque é a movimentação de Misimovic pela faixa central e do habilidoso Lulic, responsável por acelerar o ritmo e penetrar nas defesas pelo lado esquerdo. Pelo flanco direito, a tarefa cabe a Medujanin. No ataque, dois jogadores altos, fortes e com faro artilheiro, Dzeko e Ibisevic (autor do gol da classificação para o mundial). A defesa, apesar de não ser o ponto forte do time, conta com o experiente zagueiro Spahic, capitão da equipe, e o bom goleiro Begovic.

Foto: reprodução - Além dos bons valores individuais, o jogo coletivo também é uma marca dos bósnios

Foto: reprodução – Além dos bons valores individuais, o jogo coletivo também é uma marca dos bósnios

A característica do time, com bom toque de bola e jogadas pelas pontas, aliada ao fato de ser estreante em Copas e de ter um centroavante de grande destaque (Dzeko), faz os mais otimistas compararem essa Bósnia à Croácia semifinalista da Copa de 98. O histórico time de Suker, Jarni e Boban, que chegava sem grandes expectativas, surpreendeu o mundo naquele mundial com um jogo ofensivo e envolvente, chegando perto de eliminar a campeã França nas semifinais. Outras seleções do Leste Europeu com padrões de jogo parecidos também já fizeram bonito em Copas, como a Bulgária de 94 e a Iugoslávia de 90. Para muitos, os bósnios também têm qualidade para chegar longe no torneio.

Independentemente de até que fase chegará, o que se sabe é que, sem dúvidas, a Bósnia terá muito a acrescentar ao mundial com seus bons jogadores, seu estilo de jogo e seus gols. O bom futebol agradece.

Foto: reprodução - Marcada pela diversidade de etnias de seu povo, a Bósnia se uniu em torno do time

Foto: reprodução – Marcada pela diversidade de etnias de seu povo, a Bósnia se uniu em torno do time

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Estudante de Jornalismo e redator no Placar UOL Esporte, belo-horizontino, apaixonado por esportes e Doente por Futebol. Chega ao ponto de assistir a jogos dos campeonatos mais diversos e até de partidas bem antigas, de décadas atrás.