Brasiliense pode tentar “tapetão” na Série C

BRASILIENSE LUIZ ESTEVÃO

A derrota para o Cuiabá, em casa, confirmou o rebaixamento do Brasiliense. Em um grupo que foi marcado pelo equilíbrio até os seus últimos segundos, o Jacaré acabou entrando na zona de descenso apenas na última rodada, e com 30 pontos – 17 a mais do que o Baraúnas, penúltimo lugar, caiu para a Série D.

No entanto, graças à confusão que envolveu a entrada do Rio Branco (AC) na competição, uma brecha no regulamento pode garantir a manutenção do time candango na Série C. O documento, redigido em abril (e disponível no site da CBF), previa o rebaixamento apenas dos dois últimos classificados de cada um dos grupos, sem considerar o fato de que o grupo A teria um time a mais e, por conseguinte, um rebaixado “extra”. A CBF ainda tentou corrigir a falha dois meses depois, em junho, quando emitiu uma diretriz técnica confirmando que três clubes seriam rebaixados na chave A, mas o documento não foi anexado ao regulamento, e sua validade vem sendo contestada.

Assim, resta incerto o rebaixamento do Jacaré. O presidente do clube, Luiz Estevão, já deu declarações revelando seu intuito de contestar, na Justiça, a validade da diretriz técnica expedida para corrigir as brechas do regulamento da Série C. E enquanto isso, o campeonato segue, mesmo com essa e outras regras dúbias. É aguardar pelos próximos capítulos.

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Jornalista recifense, sócio-diretor do Doentes por Futebol, editor da Revista Febre. Curioso observador de tudo o que cerca o futebol brasileiro e internacional.