A volta por cima de Amaral

  • por Leandro Lainetti
  • 7 Anos atrás

Foram, aproximadamente, quatro meses sem jogar. Encostado. Relegado. Quase emprestado. Quando tinha tudo para sair, ficou. E o futebol, aquela eterna caixinha de surpresas, reservou um momento especial para Amaral, volante do Flamengo. Enquanto Mano Menezes foi o treinador, o jogador não foi utilizado. Mano queria emprestá-lo, mas, mesmo assim, ele preferiu continuar.

Com a saída repentina do então treinador e a entrada de Jayme, Amaral logo retomou a titularidade. Para não mais perdê-la. A zaga, que vinha sendo constantemente vazada, passou a ser mais bem protegida. O Pitbull, incansável e raçudo marcador, caiu nas graças do técnico, jogadores e, claro, torcedores. “O Amaral é mau, pega um pega geral”, entoam as arquibancadas.

Foto: Giuliano Gomes - Cena rara: após marcar o gol, Amaral sai para comemorar

Foto: Giuliano Gomes – Cena rara: após marcar o gol, Amaral sai para comemorar

O perfil do jogador é exatamente aquele que os torcedores rubro-negros costumam gostar e idolatrar em um primeiro volante: muita correria, marcação dura, disposição, apetite para recuperar a bola do primeiro ao último minuto. Pouco importa se a técnica não é das melhores, se não desistir da jogada, está valendo.

Agora, no momento mais crucial do ano, quem diria que logo ele, Amaral, faria o gol – golaço – que pode ser o do título? Quem apostaria nisso? O primeiro gol com a camisa do Flamengo, o segundo em toda a carreira. E logo em uma final de Copa do Brasil, em um jogo fora de casa, no qual marcar um tento é tão importante. Baita redenção.

De última opção, a possível herói. O que poderia ser um sonho, virou realidade para Amaral. E, possivelmente, mais um pesadelo para Mano Menezes que, ao contrário do volante, pulou do barco ao menor sinal de que ele iria afundar.

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Jornalista trabalhando com marketing, carioca, 28 anos. Antes de mais nada, não acredito em teorias da conspiração. Até que me provem o contrário, futebol é decidido dentro das quatro linhas. Mais futebol nacional do que internacional. Não vi Zico mas vi Romário, Zidane, Ronaldinho, Ronaldo. Vejo Messi e Cristiano Ronaldo. Totti é pai.