Cerro Porteño campeão invicto do Clausura 2013

  • por Gustavo Ribeiro
  • 7 Anos atrás
Foto: d10 - Jogadores comemorando após o jogo

Foto: d10 – Jogadores comemorando após o jogo

Neste domingo, 24, o Cerro Porteño se consagrou campeão do Clausura 2013 no Paraguai, ao empatar em casa com o Libertad por 1×1. Ángel Romero, de cabeça, abriu o placar para o Cerro aos 30 minutos do primeiro tempo. Aos 29 da segunda etapa, o atacante Brian Montenegro empatou a peleja para o Libertad. Com 17 vitórias e 3 empates em 20 jogos, o Ciclón conquistou o título invicto pela segunda vez vez em sua história. A outra conquista sem derrotas ocorreu em 1913. 

Com o triunfo de seu 30º Campeonato Paraguaio, o Cerro Porteño garantiu vagas na Libertadores e na Copa Sul-americana de 2014. O clube vai disputar a Libertadores pela 36º vez, tentando conquistar o título inédito. Sua melhor campanha aconteceu em 2011, quando chegou às semifinais e foi eliminado pelo Santos. 

Para quem viu como começou o ano, era impossível imaginar uma conquista. Na Libertadores, o time foi eliminado na fase de grupos com 5 derrotas e 1 empate em 6 jogos. Com a péssima campanha, o técnico Jorge Fossati foi demitido. Uma semana depois, Francisco Arce, ex-técnico da seleção Paraguaia, foi anunciado como novo treinado da equipe. Sem condições de fazer grandes investimentos, Arce começou a usar mais os jogadores da base. Alguns já estavam no elenco profissional, e outros foram promovidos pelo técnico.

Quando Francisco Arce chegou, já tinha alguns canteranos no time principal, e ele apenas deu sequência e confiança a eles. Foi isso que aconteceu com os irmãos gêmeos Ángel e Óscar Romero. O primeiro foi o vice-artilheiro do time com 5 gols, além de duas assistências. O segundo foi destaque pelas 4 assistências e 4 gols. Os dois também já foram convocados para a seleção paraguaia em alguns jogos das Eliminatórias. 

Arce também subiu alguns jogadores da base, entre eles Miguel Almirón, Junior Alonso, Danilo Ortiz e Carlos Gamarra. Destaque para o lateral-esquerdo Alonso e o zagueiro Ortiz, que formaram o sistema defensivo titular do time durante o campeonato.

Outro que chegou surpreendendo foi o atacante José Ortigoza, ex-Cruzeiro e Palmeiras. Mesmo não sendo titular, foi peça fundamental na conquista do título com quatro gols e duas assistências em 17 jogos, sendo que em 11 deles entrou no decorrer das partidas.

Arce pegou um elenco totalmente sem confiança e conseguiu transformá-lo em um time sólido, que sabe o que fazer com e sem a bola. Arce implantou o 4-4-2 em linha, com rápidas transições, recomposição assídua no campo de defesa e redução de espaços no meio-campo quando o time perde a bola. O time base foi: Fernández no gol; Bonet, Ortiz, Cardozo e Alonso formando o sistema defensivo; Corujo aberto na meia direita, Candia e Dos Santos de volantes e Óscar Romero aberto na meia esquerda; no ataque, Ángel Romero e Beltrán, o artilheiro do time com 10 gols.

Foto: Reprodução - flagrante das duas linhas de quatro do Cerro Porteño

Foto: Reprodução – flagrante das duas linhas de quatro do Cerro Porteño

Os laterais Alonso e Bonet se revezam no apoio ao ataque, mas dependendo do momento do jogo, ambos sobem juntos. Na dupla de volantes, tanto Candia quando Dos Santos tem qualidade no passe para ajudar os dois meias-extremos. Pelo lado direito, Corujo prioriza as inversões, aciona os atacantes nas infiltrações pelo chão, faz lançamentos e também joga curto. Pela esquerda, o jovem Óscar Romero é quem aprofunda as jogadas, busca a linha de fundo ou então parte em diagonal na segunda trave quando o meia oposto tem a bola, para receber às costas dos zagueiros. No ataque, Beltrán é centroavante, responsável pelo pivô, enquanto Ángel tem liberdade para se movimentar pelos dois lados do campo e recuar para ajudar na criação.

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Projeto de jornalista, mineiro, 20 anos. Viu que não tinha muito futuro dentro das quatro linhas e resolveu trabalhar dando seus pitacos acompanhando tudo relacionado ao futebol, principalmente quando a pelota rola nas canchas dos nossos vizinhos sul-americanos. Admirador do "Toco y me voy" argentino, também escreve no Sudaca FC e tem Riquelme e Alex como maiores ídolos.