Fábio, ídolo incontestável

  • por Gustavo Ribeiro
  • 7 Anos atrás
Foto: esquemadejogo - Fábio comemorando

Foto: esquemadejogo – Fábio comemorando

Desde que chegou ao Cruzeiro, Fábio vive o dilema de ser ou não ídolo. Nem mesmo o vice-campeonato da Libertadores em 2009, os quatro títulos estaduais, ou o vice do Brasileirão 2010 foram suficientes para que muitos admitissem colocar o goleiro no patamar de ídolos do clube. A maior justificativa era a falta de um título de expressão.

Até aqui, para muitos, Fábio não era ídolo porque não fez parte de times vitoriosos ou grandes gerações, mas outra parte o considerava ídolo porque o goleiro se identificava com o time e com o torcedor de maneira única. Fábio já vinha sendo reconhecido por sempre ser peça fundamental em um time que, na maioria das vezes, disputava os campeonatos na cabeça, mas não por conquistar títulos.

Mas, em 2013, ele conseguiu o que tanto perseguiu: o tão sonhado título de expressão que tantos cobravam. Conquistou o título de Campeão Brasileiro sendo um dos principais destaques, principalmente nos últimos jogos. 

De todo o elenco, com certeza, Fábio é o maior merecedor dessa conquista. É o que está há mais tempo no clube, é quem já viveu o lado bom e o lado ruim. Já foi execrado, como na final do Campeonato Mineiro de 2007, contra o rival Atlético. O Cruzeiro perdeu por 4×0 e Fábio ficou marcado por tomar um gol em que levou um chapéu do meia Danilinho e por um lance protagonizado pelo atacante Vanderlei. Enquanto estava de costas e ia buscar a bola do gol anterior no fundo das redes, o goleiro foi surpreendido e o Atlético marcou pela quarta vez. 

Mas também já viveu momentos de herói. Na semana seguinte à eliminação para o Once Caldas, na Libertadores de 2011, o time ira disputar a final do Campeonato Mineiro vindo de derrota no primeiro jogo por 2×1, com Fábio sendo criticado pelo gol de falta do meia Mancini. Mas, no jogo de volta, com o time precisando de uma vitória simples, o goleiro foi peça fundamental. Aos 28 minutos do segundo tempo após sair nos pés do Magno Alves, cara a cara com o atacante, fez uma das defesas mais bonitas da sua carreira, aproveitando para já ligar o contra-ataque que resultaria no primeiro gol do cruzeirense. O jogo terminou 2×0 e com o Cruzeiro como campeão. Era o seu quarto título estadual.

Sempre considerei Fábio um ídolo, sua importância como líder e como representante do clube junto à torcida é gigantesca. O camisa 1 consegue fazer os torcedores que vão ao estádio comemorarem suas defesas como se fosse um gol. Com o título de Campeão Brasileiro 2013, que era o que ainda faltava para alguns torcedores considerarem-no ídolo, essa discussão vai acabar. A dúvida acabou: Fábio é ídolo cruzeirense.

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Projeto de jornalista, mineiro, 20 anos. Viu que não tinha muito futuro dentro das quatro linhas e resolveu trabalhar dando seus pitacos acompanhando tudo relacionado ao futebol, principalmente quando a pelota rola nas canchas dos nossos vizinhos sul-americanos. Admirador do "Toco y me voy" argentino, também escreve no Sudaca FC e tem Riquelme e Alex como maiores ídolos.