Apreço Sem Preço

  • por Lulu
  • 8 Anos atrás

A cor do amor simplório ameniza a dor da discrepância. Tão pouco é muito quando tudo é quase nada. A linha é tênue. Restos e sobras interessam. Migalha é banquete; serve sem requinte, cada instante é brinde. Basta circular em volta dela, esfera, que distrai sob ternura a possível fera. Ferida, porém, querida. Por ludibriante lazer contra imensurável desprazer. Do berço ao leito, matando-a no peito. Vive!

Foto por: Bruno Zanzottera ///

Foto: Bruno Zanzottera

Sujo é o que resolve ficar limpo, no limbo. Pés por mãos, calejar entorpecido nos chãos. Inserido em deleite absoluto. Resoluto do reino da alegria plebeia, oriunda do Rei de cada dia, 10 de Pelé. Pele materna, pelo pai lúdico-social, futebol. Vivo!

Foto por: Bruno Zanzottera ///

Foto: Bruno Zanzottera

Engolindo choro, ignorando desaforo, chutando em coro o fatídico agouro. Dentre ruínas, favelas, vielas, chacinas, teias, aldeias, escassez de ceias. Gol sem placar, tento do vislumbrar. O momento do deslumbramento, a fabricar. África. Viva!

Foto por: Bruno Zanzottera ///

Foto: Bruno Zanzottera

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Homem garoto de convicções grisalhas formado em Ciência da Menstruação, Agronomia Espacial, Lirismo Marginal e Terapia Libidinosa. Com repertório vocacional fincado em irreverência, improviso, cinismo lúdico e boleiragem plena.