A volta de Super Mario e seu impacto na Viola

Clique aqui e compre o seu na Leader.com.br

Clique aqui e compre o seu na Leader.com.br

 

Viva na briga por uma vaga na próxima UEFA Champions League, a Fiorentina pôde nos últimos dias suspirar de alívio. Depois de sofrer com as lesões de seus principais atacantes, o artilheiro do Campeonato Italiano, Giuseppe Rossi, e o alemão Mario Gómez, a Viola pôde comemorar o retorno deste último. O desespero da equipe pela falta de um atacante de referência no ataque foi tanto, que a equipe contratou, por empréstimo, o atacante Alessandro Matri, do Milan – o que, como veremos, pode ter sido a sorte grande para a equipe.

No início da temporada, o torcedor florentino se empolgou com a contratação do atacante alemão Mario Gómez, que chegara para montar uma parceria com o italiano Rossi. Os 20 milhões de euros gastos indicavam o tamanho do investimento que a equipe italiana fazia naquele momento. Apesar de não ser um jogador destacável por sua habilidade, Gómez já mostrou, inúmeras vezes, seu impressionante faro artilheiro.

O início da dupla foi fulminante. Na goleada por 5×2 imposta ao Genoa, na casa dos Rossoblus, em partida válida pela segunda rodada do campeonato italiano, Gómez e Rossi marcaram dois gols cada e o alemão ainda deu uma assistência.

Contudo, as lesões os afastaram, primeiro o alemão, em seguida o italiano, dos gramados. Nesse momento a equipe teve de se remodelar. Sem nenhuma grande referência no centro do ataque, a opção mais usada foi o esloveno Josip Ilicic que, apesar de ser muito talentoso, não se adaptou a função e deixou o ataque florentino inoperante.

Os imaginados esquemas 3-5-2 e 4-4-2 (com dois atacantes) deram lugar ao 4-2-3-1, aumentando as possibilidades ofensivas pelos flancos e diminuindo o problema do ataque do time.

Veio janeiro e a Fiorentina, como dito, contratou Alessandro Matri, que ocupou em definitivo o posto de centroavante dos Gigliati. Assim, a equipe passou a atuar em função do atacante, o que mostrou resultados. Em oito jogos, Matri marcou três gols e deu uma assistência. Mas, apesar do razoável desempenho do italiano, o efeito principal de sua contratação foi a preparação para a volta de Mario Gómez.

Super Mario deve retomar a titularidade, uma vez que é, sem sombra de dúvidas, mais jogador que Matri, mas tem muito o que agradecer ao atual titular. Apesar da diferença de qualidade existente entre os atacantes, a característica e o estilo de jogo dos dois é semelhante, de forma que a equipe não terá de alterar sua forma de atuar.

Mario Gómez voltará ao time para fazer a mesma função de Matri, posto este que já desempenhava no Bayern de Munique – a única, e substancial diferença, é a qualidade de seus municiadores. Retornando já no final da temporada, numa altura crucial, Gómez pode ser o diferencial que tem faltado nos últimos e titubeantes jogos da Fiorentina. Seja pelo perigo que representa na grande área adversária, na influência que exerce sobre seus companheiros, ou no contínuo temor que impõe aos seus rivais, é um matador e precisa – até mesmo para assegurar a titularidade da seleção alemã – de marcar gols.

O alemão agora não terá a aproximação vertical pela faixa central do campo de Giuseppe Rossi, mas a forte jogada pelos flancos deve mantê-lo bem servido. O sucesso da Viola na reta final da temporada passa pelos gols que terá que marcar. Se as lesões deixarem de atormentá-lo, deve voltar à boa forma. Seu encaixe na equipe deverá ser imediato e, em Florença, espera-se que Super Mario reapareça e ajude sua equipe a retornar ao maior, e melhor, campeonato de clubes do mundo.

Comentários

Advogado graduado pela PUC Minas, mestrando em Ciências da Comunicação (Universidade do Minho) e Jornalismo Esportivo (MARCA), 26 anos. Amante do futebol inglês, mas que aprecia o esférico rolado qualquer terra. Tem no atacante Marques e no argentino Pablo Aimar referências; e não põe em dúvida quem foi o melhor jogador que viu jogar: o lúdico Ronaldinho Gaúcho, na temporada 2004/05. Também n'O Futebólogo e na Revista Relvado.