Como o Wolfsburg vai se virar após a saída de Diego?

  • por Raniery Medeiros
  • 7 Anos atrás

Foto: Reprodução

A saída de Diego causou sérios problemas ao Wolfsburg. Cérebro do time, o meia brasileiro era quem comandava e municiava o ataque dos Lobos. Mesmo sendo mais driblador e tendo os chutes de média distância como principal característica, o antigo camisa 10 era o atleta que mais tentava fazer o time jogar em velocidade. Mas mediante a partida do jogador para o Atlético de Madrid, quem poderá exercer sua função dentro de campo?

Foto: Reuters

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Já tendo consciência da provável venda do atleta, o Wolfsburg foi ao mercado e trouxe Kevin De Bruyne para suprir a necessidade do homem que dá o último passe. Pensando nisso, a diretoria pagou 17 milhões de libras (64 milhões de reais) ao Chelsea para contar com os serviços de mais uma boa revelação da promissora geração belga. De Bruyne não teve oportunidades em Londres e, pensando em ganhar ritmo de jogo para disputar a Copa do Mundo, retornou à Bundesliga, onde defendeu o Werder Bremen na temporada 2012/2013.

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Vale ressaltar que Diego é mais incisivo, parte para o drible e arrisca muitos chutes em gol. Já o belga, que também atua como winger (ponta), preza pela qualidade no passe e gosta de atuar na diagonal do atacante. Os dois chegaram a atuar juntos na partida contra o Hannover 96, quando o Wolfsburg foi derrotado por 3×1. Como o debate gira em torno da armação do time, vejam, através do infográfico do site da Bundesliga (ESPN Brasil), o percentual de passes entre Diego (10) e de Bruyne (14).

Foto: site oficial da Bundesliga

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Se o belga teve melhor percentual nos passes completos, o mesmo não pode ser dito quanto aos chutes a gol. Como ressaltamos acima, Diego possui a tendência de arriscar mais dribles e chutes. Neste quesito, 7×4 para o ex-camisa 10 da equipe.

Foto: site oficial da Bundesliga

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Perceberam a diferença entre os dois atletas? É claro que de Bruyne pode aperfeiçoar seus fundamentos e, em função da necessidade da equipe, passar a desenvolver seus dribles e chutar mais vezes ao gol adversário. Jogadores como Caligiuri, Max Arnold e Perišić, que também podem desempenhar a mesma função, não conservam a mesma qualidade do camisa 14. Nas duas rodadas seguintes, quando Diego já havia assinado com o Atlético de Madrid, Kevin de Bruyne apresentou as seguintes médias: 85,3% em passes completos e 2,5 chutes em gol. 

Ainda é cedo para avaliarmos o atleta. No entanto, deu para perceber que nessas três partidas que disputou, sua atuação foi considerável. Guardada as devidas proporções, é o que Muricy Ramalho tanto pede a Paulo Henrique Ganso no São Paulo: é preciso agredir e chegar ao gol como elemento surpresa. 

Ainda que não seja um novato na Bundesliga, o processo de maturação é justificável quando falamos em entrosamento, fundamento que vai ser adquirido ao longo da temporada. Logo, as expectativas que circundam De Bruyne são as mais esperançosas possíveis. Bom para ele e melhor ainda para os Die Wölfe, que ocupam a 6ª colocação, ainda na briga por uma vaga na próxima Champions League.

Foto: site oficial do Wolfsburg

Foto: site oficial do Wolfsburg

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