Herança da Esperança

  • por Lulu
  • 7 Anos atrás
Futebol: amor fidedigno | Foto: Ricardo Funari

Futebol: amor fidedigno | Foto: Ricardo Funari

Apesar do alardear da Copa, o barato, bem barato, ainda é espalhado pelo país sem o glamour das competições FIFA. As raízes são diversas, se derivam. Ir para o riso no improviso, na pegada informal – do Oiapoque ao Chuí –, é síntese tupiniquim. Serve para distrair aflição, se entrosar com a moçada e homenagear a pessoa amada. Do moleque ao idoso, faz-se platônico, étnico em todos os lugares. Basta uma bola meia-boca ou plenamente de meia.

Futebol: amor fidedigno | Foto: Ricardo Funari

Futebol: amor fidedigno | Foto: Ricardo Funari

O slogan “nascidos para jogar futebol” não por acaso virou chavão – unindo parentes dentre parênteses, na família nação da materna esfera. Esta gente bronzeada mostra seu valor com a pelota protagonizando o alento altruísta do dia-a-dia. A trilha sonora é a sonoplastia dos arremates, divididas, resmungos, gargalhos. E os indiferentes a tal ritual parecem espantalhos, chega espantam.

Futebol: amor fidedigno | Foto: Ricardo Funari

Futebol: amor fidedigno | Foto: Ricardo Funari

Pão, circo e patologia nacional – destoantes da pompa protocolar –, emergem resilientes nos nichos aleatórios. O que vale não tem preço, cifrões são simplesmente sensações. Num desopilar sagrado, quiçá religioso e definitivamente aderido por credos distintos. Mania de brasileiro, refresca até pensamento descendo redondo e consolidando que os bons são a maioria: cravados na ditadura da lasciva esportividade.

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Homem garoto de convicções grisalhas formado em Ciência da Menstruação, Agronomia Espacial, Lirismo Marginal e Terapia Libidinosa. Com repertório vocacional fincado em irreverência, improviso, cinismo lúdico e boleiragem plena.