Mercado europeu: Diego no Atlético de Madrid

  • por Victor Mendes Xavier
  • 7 Anos atrás

A primeira passagem de Diego pelo Vicente Calderón deixou boa impressão ao torcedor colchonero. Na temporada 2011/12, o brasileiro foi um dos protagonistas da equipe rojiblanca, que conquistou o título da Liga Europa enfrentando o Athletic Bilbao na final. Na partida derradeira, em Bucareste, o time de Marcelo Bielsa foi dominado pela marcação madrilenha, que anulou o jogo de passes bilbaíno e foi extremamente efetiva no ataque. Diego sacramentou a vitória marcando o terceiro gol do jogo.

Ao longo de sua passagem, Diego teve uma ascensão notória, e um nome é tido como o principal responsável por isso: Diego Simeone. O argentino, que havia assumido o Atlético de Madrid na segunda parte da temporada, começava seu ciclo histórico em Manzanares delegando ao seu xará e ao colombiano Falcao García os cargos de protagonistas do time. Eles não decepcionaram o novo treinador.

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O Atlético de Madrid que Diego irá reencontrar em sua volta ao futebol espanhol é uma versão mais aprimorada e forte daquele time de duas temporadas atrás. Simeone pode ter no meio-campista uma espécie de coringa na tentativa de variar o esquema. O brasileiro pode fazer as vezes como meia pela esquerda no 4-4-2 habitual, embora Arda Turan esteja consolidado na posição.

A alternativa tática fica por conta do retorno do 4-2-3-1 de 2011/2012, onde Diego brilhou centralizado na linha de três, no auxílio a Falcao García. Hoje, o Atléti não tem mais o goleador colombiano, mas vê em Diego Costa um substituto à altura. Com a mesma liberdade que tinha para cair pelos flancos, ele será extremamente importante ao time que briga pelo título. Simeone despistou quando perguntado, mas é provável que David Villa seja, naturalmente, relegado ao banco para o brasileiro entrar no time.

O seu retorno pode significar também um desafogo ao jovem Koke, que vem em temporada consistente. O maior assistente do Atlético na temporada completou 22 anos há três semanas e disputou 33 partidas na temporada. É possível que Koke ganhe descanso em algumas partidas e Diego entre em seu lugar, aberto à direita no esquema atual, sem abdicar de Villa, que vem crescendo na temporada.

Após um bom segundo semestre de 2013 pelo Wolfsburg, Diego não terá dificuldades para se adaptar ao estilo de jogo colchonero. Embora taticamente seu aproveitamento ainda seja uma incógnita, a chegada do brasileiro deixa claro que o Atlético de Madrid irá desafiar até o limite os gigantes espanhóis na Liga Espanhola.

Possível Atlético de Madrid no 4-2-3-1: Villa dá lugar a Diego, que se posiciona no auxílio a Diego Costa, mais centralizado. (observação: Filipe Luís se lesionou e ficará seis semanas fora. Insúa assume a titularidade momentânea)

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Possível Atlético de Madrid no 4-4-2 da atual temporada: Diego entra aberto à esquerda, deslocando Arda Turan à direita. David Villa e Diego Costa continuam formando a dupla de ataque.

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Jornalista, carioca e apaixonado pela Liga Espanhola desde a época em que Rivaldo, Zidane, Figo e Raúl foram seus professores. Colaborou para o programa [email protected] da Rádio Globo São Paulo falando sobre o futebol do país das touradas. Repórter da Super Rádio Tupi.