Times que ameaçaram a hegemonia Barça-Real, nos últimos 10 anos

Deportivo La Coruña (2003/2004)

O time do Deportivo trazia o respeito imposto pelo elenco de 1999/2000, mas foi o da temporada 2003/2004 que conseguiu surpreender no cenário europeu. Além de terminar o Campeonato Espanhol acima do gigante Real Madrid, a equipe mostrou sua força durante a Liga dos Campeões, tendo como principal resultado a virada contra o Milan durante as quartas de final – após perder na Itália por 4×1, conseguiu reverter o placar em casa terminando o jogo em 4×0. Nas semis, enfrentou o Porto, que viria a ser campeão, perdendo de 1×0 no Riazor.

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Elenco do Deportivo para a semi-final contra o Porto | Foto: www.deportivo-la-coruna.com

O Deportivo tinha em seu elenco nomes que marcaram o futebol, como os brasileiros Mauro Silva e Djalminha, o português Jorge Andrade, o uruguaio Pandiani, o marroquino Naybet e os espanhóis Luque, Valerón, Tristán, Capdevila, Sergio González, Molina, Sánchez, Pablo e Romero.

Valencia (2003/2004)

Valencia campeão da Copa da UEFA | Foto: www.uefa.com

Valencia campeão da Copa da UEFA | Foto: www.uefa.com

Grande campeão da temporada, elenco repleto de bons jogadores e um time completo dos titulares aos reservas. A chave para o sucesso desse Valencia era a defesa, composta por Curro Torres, Ayala, Marchena e Carboni, que se completava com a forte dupla de volantes Albelda e Baraja. As ações ofensivas do time titular eram lideradas por Vicente, Jorge López, Mista e Ricardo Oliveira. Entre os reservas, era possível encontrar nomes como Aimar, Rufete, Pellegrino, Angulo, Sissoko, Xisco.

Santiago Canizares |Foto: www.goal.com

Santiago Canizares |Foto: www.goal.com

No gol, estava uma figura símbolo do Valencia na época: Santiago Canizares. Com seus cabelos loiros, fechava completamente o gol valencianista. Esse elenco recheado de grandes jogadores era comandado pelo ainda pouco conhecido Rafa Benítez. Além do sucesso nacional, o Valencia de 2003/2004 foi o campeão da antiga Copa da UEFA, vencendo o time do Marseille de Barthez e Drogba na final.

Sevilla (2006/2007)

RCD Espanyol vs Sevilla FC

Sevilla campeão da Copa da UEFA | Foto: www.uefa.com

Dentre todos esses times que ameaçaram a hegemonia Barcelona e Real Madrid, o Sevilla de 2006/2007 foi o mais vitorioso, tendo sido campeão da Copa do Rei, da Copa da UEFA e da Supercopa da UEFA. Esse Sevilla era recheado de brasileiros, quatro no time titular. Daniel Alves ocupava a lateral direita, Renato e Adriano eram responsáveis pelo lado esquerdo do meio-campo, um como volante e o outro pelo lado, e, no ataque, estava Luís Fabiano. Completavam o time Palop (goleiro), Navarro e Escudé (zagueiros), David (lateral-esquerdo), Poulsen (volante pela direita), Navas (meia direita) e Kanouté (atacante).

O grande feito do Sevilla pode ser considerado a vitória na Supercopa da UEFA, quando derrotou o Barcelona de Messi, Ronaldinho e Eto’o por 3×0. Já o jogo mais emocionante de todos foi a difícil e suada vitória nos pênaltis da Copa da UEFA contra o seu compatriota Espanyol. Naquele jogo, Juande Ramos escalou o time num 4-3-1-2, optando por uma linha de três volantes, e colocando Maresca para servir Kanouté e Luís Fabiano. O empate por 1×1 no tempo normal se transformou em 2×2 na prorrogação e, nos pênaltis, a estrela do goleiro Palop brilhou. As penalidades terminaram em 3×1 para o Sevilla e o time sagrou-se bicampeão da antiga Copa da UEFA.

Villareal (2007/2008)

O Villareal de 2007/2008 pode ser o time mais alternativo a entrar nesta lista, mas foi naquela temporada que o “submarino amarelo” mostrou que poderia ser um dos grandes na Espanha e na Europa. Após chegar nas semifinais da Liga do Campeões duas temporadas antes, o Villareal alcançou o segundo lugar no Campeonato Espanhol, sobressaindo-se ao forte time do Barcelona na época. Manuel Pellegrini mais uma vez fazia um bom trabalho à frente do time mais amarelo da Espanha.

Os destaques do Villareal: Santi Cazorla e Giuseppe Rossi | Foto: www.deportesonline.com

Os destaques do Villareal: Santi Cazorla e Giuseppe Rossi | Foto: www.deportesonline.com

Os comandados do chileno eram armados num 4-3-3, com Diego Lopéz; Javi Venta, Godín, Cygan e Capdevila; Pirès, Marcos Senna e Cazorla; Franco, Nihat e Giuseppe Rossi. O banco de reservas contava com Viera, Cani, Matías Fernández, Ángel, Soriano, Eguren e Tomasson.

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Formado em Educação Física, tem na paixão pelo esporte algo além do físico. Desde a Copa de 2002 criou o estranho hábito de decorar escalações e formações táticas dos times que via jogar. Gosta mais de assistir Championship do que Champions League. Aprecia o “tiki-taka”, mas adora ver uma defesa bem armada vencendo.