Uma troca que desagrada a (quase) todos. Parabéns aos envolvidos

  • por Bráulio Silva
  • 7 Anos atrás

Troca de Jádson por Pato movimenta o parado mercado do futebol brasileiro. Afinal, a troca foi boa pra quem?

Jádson chegou ao São Paulo em 2012. Objeto de desejo do clube do Morumbi desde quando foi pra Ucrânia, o meia chegou com pompa no Tricolor. Recepcionado por Raí, teve uma adaptação difícil. Seu futebol cresceu com a chegada de Ney Franco e se tornou peça fundamental no time que foi campeão da Copa Sul-Americana. Convocado para a Seleção Brasileira que ganhou a Copa das Confederações, pouco atuou na competição e perdeu espaço no clube para o Ganso e pouco atuaram juntos.

Pato chegou ao Corinthians no começo de 2013. O namoro era antigo. O atacante estava nas arquibancadas assistindo à final da Libertadores contra o Boca Juniors. Quando o Timão conquistou o Mundial, Pato colocou uma foto de Gavião em seu Instagram. A negociação foi a maior do futebol brasileiro: R$ 40 milhões. Mas o atacante frustrou todas as expectativas. Jogou pouco e não rendeu o que dele se esperava.

O inferno astral de ambos se deu no fim de 2013. Com Muricy, Jádson virou reserva de Ganso. Já Pato era pouco utilizado pelo professor Tite. As propostas vieram aos montes: o Tricolor recebeu sondagens do futebol árabe pelo meio campista. Pato esteve nos planos do Zenit,da Rússia, mas as negociações não evoluíram.

No ridículo protesto realizado por “torcedores” corinthianos no último fim de semana, Alexandre Pato era um dos principais alvos. A fúria da torcida era tanta que chegaram a falar em quebrar as pernas do atacante, que, sem clima, desistiu de jogar no clube do Parque São Jorge.

Já o meia Jádson se acomodou. Na reserva de Ganso e com pouco cartaz junto a Muricy, o atleta se reapresentou acima do peso. Com isso, ficou fora dos quatro primeiros jogos na temporada. Especulou-se que o meia poderia ser usado como moeda de troca com o Fluminense, o Botafogo e até mesmo clubes estrangeiros.

Essas trocas entre rivais não são comuns. Na mais famosa delas, Neto saiu do Palmeiras e desembarcou no Corinthians, se tornando um dos maiores ídolos do clube, em troca do desconhecido Ribamar. O último caso envolveu os outros dois grandes de SP. Em 2009, Rodrigo Souto chegou ao Morumbi, enquanto Arouca desceu a serra em direção à Vila Belmiro, onde permanece até hoje.

A troca foi boa para os jogadores. E apenas para eles. Passeando pela internet, o que mais se vê é torcedor frustrado com o negócio. Talvez um novo ambiente ajudará a trazer o bom futebol de volta. Os jogadores, no entanto, terão pouco tempo para provar sua serventia e lidar com a atual cobrança e desconfiança vindas das arquibancadas.

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Paulistano, casado e com 33 anos. Apaixonado por futebol e pelo São Paulo FC. De memória privilegiada, adora relatar e debater fatos futebolísticos de outrora. Ex-estudante de jornalismo, hoje gerencia uma drogaria no município de Barueri, além de escrever para a Doentes por Futebol.