Maradona: Amores, Desamores, Flores & Dores

  • por Lulu
  • 4 Anos atrás

Prelúdio: quando D10S adentrou no futebol, sexo, drogas e flamenco.

Diferente do que a mídia brasileira tenta plantar, Maradona passou longe de fracassar nas duas únicas temporadas que atuou pelo Barcelona, se o critério for “análise técnica”. El Pibe foi contratado para reerguer o Clube que não conquistava o Campeonato Espanhol desde 1974 – época inicial da modesta Era Cruijff. O argentino aterrissou na Catalunha no segundo semestre de 1982, com status de Salvador, por causa do que construiu na terra natal quando encantava o planeta a cada apresentação. Para se adaptar à nova morada, o compatriota Menotti (treinador da Albiceleste em 1978) também fez parte do projeto de redenção da equipe catalã.

Mas no meio da sua primeira temporada, Maradona foi surpreendido por uma hepatite que lhe tirou dos gramados por 3 cruciais meses. Ainda assim, voltou na reta final das competições para conquistar a Copa do Rei em cima do Real Madrid com direito a atuações memoráveis nos dois embates da final e gol antológico sob aplausos da torcida adversária em pleno Santiago Bernabéu. Pronto, tudo parecia devidamente esperançoso para a jornada seguinte (83-84).

Maradona atuando pelo Barcelona | Foto: ilustração

Maradona atuando pelo Barcelona | Foto: ilustração

Porém, novamente um enorme infortúnio atrapalhou os planos do camisa 10, capitão e líder técnico e psicológico do time. Maradona sofreu uma entrada criminosa (fratura no tornozelo) de Andoni Goikoetxea, jogador do Athletic Bilbao – time basco que vivia fase áurea naquele período. Diego voltou a campo 106 dias depois e viu o Barça perder La Liga por 1 ponto de diferença; para completar, virou pivô de uma briga campal contra o mesmo Athletic Bilbao, após sucumbir na final da Copa do Rei.

A maré de azar parecia tomar conta do temperamental argentino, uma gigantesca suspensão foi estipulada para ele cumprir após o fatídico episódio. A esta altura sua relação com os dirigentes estava deteriorada, logo, a solução foi vender o genioso e genial craque – que experimentou cocaína pela primeira vez nas gandaias excessivas que organizava em território espanhol. Resumindo: no fundo, Diego Armando Maradona deu mais à Espanha do que o contrário, mesmo com alguns deméritos próprios. Seus números provam isso (38 gols em 58 jogos) e os vídeos abaixo reiteram, expondo uma gama plasticamente virtuosa de registros inesquecíveis.

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Homem garoto de convicções grisalhas formado em Ciência da Menstruação, Agronomia Espacial, Lirismo Marginal e Terapia Libidinosa. Com repertório vocacional fincado em irreverência, improviso, cinismo lúdico e boleiragem plena.