Colo Colo lidera o Clausura e pode voltar a ser campeão depois de cinco anos

  • por Gustavo Ribeiro
  • 5 Anos atrás
Foto: Lacuarta - Vecchio e Paredes, dois dos pilares do Colo Colo no campeonato

Foto: Lacuarta – Vecchio e Paredes, dois dos pilares do Colo Colo no campeonato

Nove jogos, oito vitórias, um empate e nenhuma derrota. Esse é o Colo Colo, que lidera o Clausura após nove rodadas, com seis pontos de vantagem para a vice-líder Universidad Católica. O time ainda tem o melhor ataque com 27 gols marcados e já sofreu 12 gols. Cenário muito diferente do de 2013, em que o clube passou por crises dentro e fora de campo e várias mudanças no comando técnico.

Depois do pífio ano ano de 2013, em que o time teve três técnicos (Labruna, o interino Hugo González e Gustavo Benítez), a solução veio de dentro do clube: Héctor Tapia, o então técnico das categorias de base do clube, que conseguiu fazer o time terminar o ano de forma honrosa. Com isso, conquistou a confiança da diretoria e permaneceu no cargo para esta temporada.

Já são cinco ano sem ganhar nenhum título, o que não acontecei desde os anos 40. Naquela oportunidade, o clube ficou de 1947 a 1953 sem levantar nenhuma taça. O período atual é ainda mais difícil, já que nesses últimos anos viu sua maior rival, a Universidad de Chile, dominando o futebol nacional com 5 títulos nacionais e, ainda por cima, uma Copa Sul-americana.

Para a disputa do Clausura, o time não realizou grandes mudanças como muitos esperavam. Na janela de transferências, foram apenas três contratações: o zagueiro Julio Barroso, o volante Jaime Valdés e o atacante Paredes. Outros cinco deixaram o clube: Nicolás Canales, Nicolás Crovetto, Damián Malrechauffe, Mirko Opazo e Ignacio Caroca. Mas todos quase não vinham sendo utilizados.

Assim como foi no final da temporada passada, Héctor Tapia continua utilizando as categorias de base do clube. Além de Juan Delgado, que ganhou muita moral com o técnico no final do Apertura, em 2014 outros vem recebendo as mesmas oportunidades. É o caso dos meias Nicolás Orellana, Brayan Carvallo, e dos zagueiros Hardy Cavero e Camilo Rodríguez.

Taticamente, Tapia arma o time no 4-3-3, com valorização da posse de bola ofensiva, mas sempre de forma objetiva e a marcação sempre começando no campo do adversário. Os laterais tem muita liberdade para apoiar, principalmente Fierro (AQUELE, ex-Flamengo) na direita, que vem sendo um dos destaques do time. Vale destacar também o meia Emiliano Vecchio, o responsável pela criação do time, que vem fazendo uma ótima temporada.

A base do time é: Villar no gol; Fierro na lateral direita, Vilches e Barroso na zaga, e Luis Pavez na lateral esquerda; Esteban Pavez e Valdés formando a dupla de volantes e Emiliano Vecchio um pouco mais à frente dos dois, sendo responsável pela criação das jogadas; Fuenzalida na ponta direita, Paredes o centroavante e Felipe Flores na ponta esquerda. Entre os onze, também é comum ver o jovem Delgado no ataque, que com a chega de Paredes perdeu a condição de titular, mas sempre entra no time durante os jogos.

A fase do time é tão boa, que até alguns jogadores que estavam em baixa, estão conseguindo render em bom nível. É o caso do atacante Felipe Flores. Nos 8 jogos que disputou até aqui, foram 4 gols marcados e duas assistências. Muito diferente do ano de 2013, em que disputou 38 jogos e marcou apenas 6 gols.

Outro ponto positivo foi a chegada do ídolo Esteban Paredes já com um campeonato em andamento. Aos 30 ano, o atacante chegou contrato junto ao Querétaro, do México, por pouco mais de 1 milhões de euros, e desde então já disputou 7 jogos e marcou 7 gols e deu 4 assistências. Paredes esteve presente no último título do clube, o Clausura de 2009, onde foi um dos destaques da conquista com 9 gols em 19 jogos.

O que favorece o Colo Colo na briga pelo título é que outros times que poderiam dar mais atenção ao campeonato, estão disputando a Libertadores, como é o caso da Unión Española, O’higgins e Universidad de Chile. Por todos esses fatores, tudo indica que são grandes as chances do clube voltar a conquistar um título após cinco anos.

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Projeto de jornalista, mineiro, 20 anos. Viu que não tinha muito futuro dentro das quatro linhas e resolveu trabalhar dando seus pitacos acompanhando tudo relacionado ao futebol, principalmente quando a pelota rola nas canchas dos nossos vizinhos sul-americanos. Admirador do "Toco y me voy" argentino, também escreve no Sudaca FC e tem Riquelme e Alex como maiores ídolos.