Dois Tons de Vermelho a Menos

  • por Matheus Mota
  • 5 Anos atrás

A Série A3 ainda não acabou, mas já conhecemos dois times que disputarão a Série B do Paulista em 2015: Noroeste de Bauru e América de São José do Rio Preto. Trata-se de duas equipes que passaram anos na A1 do Paulista, onde estavam até bem pouco tempo atrás. É difícil dizer o que as levou a esta crise, sem muitas perspectivas de melhoras, mas é possível elencar alguns fatores.

É fato que a atual conjuntura do futebol brasileiro não é das mais favoráveis, mas o sucesso de equipes como Penapolense e Capivariano (que conquistou o acesso inédito para a elite do paulista nesta Série A2) não permite dizer que a queda do Norusca e do Rubro foram causadas tão somente por um período de vacas magras.

A verdade é que, por anos, essas agremiações passaram por gestões de competência mais do que discutível, geralmente sob o comando de dirigentes que não procuraram se renovar ou adaptar suas administrações ao mundo que rodeava os clubes. O Noroeste, por exemplo, enquanto contou com o aporte financeiro do empresário Damião Garcia, conseguiu se manter ora na elite, ora na A2. Com a saída de Garcia, a nova diretoria não encontrou meios de fazer com o que a instituição caminhasse com as próprias pernas.

Em relação ao América, um reflexo dos anos de má administração pode ser visto no seu estádio, o Teixerão. O segundo maior estádio particular de São Paulo (pelo menos até o momento) não está em sua melhor forma e algumas demãos de tinta não ocultam as cada vez mais numerosas rachaduras. A diretoria reclama da falta de apoio e condições favoráveis para se gerir um clube, mas é difícil ignorar o fato de que o rival citadino, o Rio Preto, esteja disputando o acesso para a A2.

Cair para a Segunda Divisão (nome oficial do 4º nível do futebol estadual) não é o fundo do poço, mas é algo bem próximo disso. Agremiações como Internacional de Limeira, Taubaté e Matonense saíram de lá e ainda estão se estruturando. Outras, como XV de Jaú, Portuguesa Santista e Nacional, estão penando lá há tempos e, infelizmente, este parece ser o futuro de Noroeste e América, que terão uma duríssima luta para (tentar) construir uma alternativa mais saudável.

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Paulista e torcedor do Santo André. Historiador, acompanha o futebol como um todo, mas sobretudo o lado mais alternativo da coisa.