E Deus protegeu o Internacional…

  • por Lucas Diefenbach Moreira
  • 7 Anos atrás

O ano de 2011 marcou o início da era Giovanni Luigi no Beira-Rio. O Inter, que vinha de um vexatório terceiro lugar no Mundial de Clubes, buscava readquirir a confiança dos seus torcedores e o respeito dos adversários. O primeiro ano da nova gestão ano acabou caracterizado pelo desacordo entre o time e Andrade Gutierrez, por conta das obras de reformulação do Beira-Rio, pela eliminação prematura nas oitavas de final da Libertadores, pelo retorno frustrado do ídolo Falcão, pela heroica conquista do Gauchão no estádio Olímpico e por uma frase dita pelo ex-vice de futebol Roberto Siegmann e repetida muitas vezes pelos torcedores: “Que Deus proteja o Internacional”.

O então recém-destituído vice de futebol, em entrevista ao Zero Hora, atacou duramente a administração do clube (da qual fazia parte, mas discordava) e previu um futuro trágico para o Colorado ao expor brigas políticas internas, alegar falta de comando e criticar o perfil do presidente e a falta de dinheiro. Até o mais otimista dos vermelhos temeu pelo pior naquele momento.

2011 passou e o clube ainda terminou no lucro. O Inter, apesar de toda instabilidade demonstrada no Campeonato Brasileiro, classificou-se para a Copa Libertadores e viu jovens talentos como Leandro Damião e Oscar despontarem e se consolidarem como titulares da equipe.

Foto: Alexandre Lops/internacional.com - Falcão teve passagem frustante em 2011.

Foto: Alexandre Lops/internacional.com – Falcão teve passagem frustante em 2011.

2012 veio e o Inter foi, mais uma vez, prematuramente eliminado da competição continental. O clube foi prejudicado pelas lesões de D’Alessandro e as convocações de Oscar e Leandro Damião para a disputa das Olimpíadas e amistosos da seleção. Nem a chegada de Forlán foi capaz de ajudar o Internacional, que terminou na décima colocação no Brasileiro com atuações tão apagadas quanto o brilho do Beira-Rio em reformas.

2013 trouxe um misto de esperança, com a contratação do ex-técnico da seleção e ídolo colorado Dunga, e medo, por causa da ausência do estádio Beira-Rio. O Inter ensaiou uma boa arrancada no Campeonato Brasileiro, mas terminou a temporada lutando até a última rodada contra o rebaixamento e vendo o ciclo de muitos jogadores se encerrar de forma melancólica em Caxias do Sul.

2014 chegou e as esperanças, mais uma vez, foram renovadas. Abel Braga voltou, o grupo foi reformulado e, talvez o mais importante de todos os aspectos, o Beira-Rio voltou a receber jogos do Internacional.

Foto: Alexandre Lops/internacional.com - O Beira-Rio voltou a receber jogos em 2014.

Foto: Alexandre Lops/internacional.com – O Beira-Rio voltou a receber jogos em 2014.

Grande parte da torcida ainda segue temerosa em relação ao time, mas, após três difíceis anos, o Inter tem novamente a chance de dar a volta por cima. Depois de todas as dificuldades enfrentadas pelo Colorado entre 2011 e 2013, pode-se dizer, com toda certeza: Deus protegeu o Internacional.

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Colorado, gaúcho e apreciador nato do bom e inigualável esporte bretão.