Será que não é a sua hora?

  • por Sikorski
  • 4 Anos atrás

A campanha do Flamengo no começo do Brasileirão desaponta até mesmo o mais entusiasmado torcedor rubro-negro. Com seis pontos ganhos em vinte e um disputados até agora, o time saiu vitorioso somente contra o Palmeiras, 4×2 de virada. A atual situação é preocupante e, para um time de tamanho porte, deveras vexatória, não só pelos resultados insatisfatórios, mas pela repetição de erros já cometidos em anos anteriores.

Sofrendo 9 gols ao todo neste Brasileirão 2014, o time do Flamengo respira insegurança em sua defesa. Apesar de boas atuações da dupla de zaga titular Wallace e Samir, eles não recebem o devido apoio dos laterais devido ao desgaste (e talvez má vontade). Os volantes não conseguem cobrir todos os espaços deixados e, mesmo quando Cáceres atua, Luiz Antônio e Márcio Araújo parecem negar sua função defensiva, deixando o gol desprotegido a cargo de Felipe, A Ferida da Gávea.

O experiente goleiro já teve boas atuações e não se pode negar que salvou muitas vezes o time, mas os feitos atuais não acrescentam boas páginas à sua biografia. Jogo após jogo, a torcida rubro-negra testemunha, desesperada, chutes fáceis sendo espalmados perigosamente para dentro da área e obrigando os zagueiros a correr para encobrir a saída de bola. Além disso, Felipe erra em gols tranquilamente defensáveis, tendo, por duas vezes, falhado fatalmente em escanteios (preocupação número um dos torcedores rubro-negros), ambas em clássicos, contra o Vasco e o Fluminense.

O que o segura na posição são, certamente, seu prestígio e experiência. Entretanto, toda bola meramente alçada na área começa a virar motivo de suor frio para o torcedor. O time não já não experimenta a segurança dos tempos de Bruno, por exemplo, que – ignorados os fatos de sua vida pessoal – era um ótimo goleiro e armador de jogadas.

No banco, Paulo Victor oscila em suas chances e, com 27 anos, já deu mostras de que abandonará a barca caso surjam oportunidades. A esperança, vontade e segurança podem estar, finalmente, nas mãos de outro goleiro, que se destacou já na sua primeira partida como profissional em 2013 contra o líder Cruzeiro.

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Importante figura na conquista da Copa Rio-São Paulo de 2011, César foi integrado ao time titular e nunca teve as chances que realmente merece, como pôde ser visto na partida contra o Cruzeiro. Sua posição como terceiro goleiro o faz depender de circunstâncias raras para entrar em campo e pôr à prova sua vocação para salvador da meta rubro-negra. Enquanto isso, a aflita torcida se pergunta: será que não é sua hora?

O Flamengo só tem a lucrar colocando o jovem para jogar. César mostra potencial e pode (quem sabe?) despontar como um grande goleiro. Este nome, aliás, combina com o gol flamenguista e já deu grandíssimos resultados no passado. Além disso, o jogador é prata da casa e conseguiu o feito de ser seu nome gritado pela torcida logo em seu primeiro jogo. Que deixem que gritem no segundo e no terceiro!

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Estudante, catarinense e apaixonado por futebol. Torcedor por hobby do Tottenham e grande apreciador da garra e classe do futebol europeu.