Um Novo Horizonte

  • por Matheus Mota
  • 7 Anos atrás

Em 1990, pela primeira vez na história, dois clubes do interior decidiriam o Campeonato Paulista. Bragantino e Novorizontino surpreenderam a todos, e o encontro entre os dois ficou conhecido como a “Final Caipira”. O Bragantino levou a melhor e, partir daí, teve uma ascensão meteórica, chegando à final do Campeonato Brasileiro do ano seguinte. Da parte do Novorizontino, os sucessos foram mais discretos, é verdade, mas geravam otimismo. Além da equipe de Bragança, o União São João de Araras também estava na 1ª Divisão do Brasileiro. Ora, não demoraria muito até que um clube promissor como o Novorizontino também estivesse lá, e a conquista da Série C do Brasileiro em 94 era um indício disso.

No entanto, as coisas não saíram como o esperado. O GEN teve más administrações, não conseguindo sustentar o que foi conquistando, chegando a abrir mão de disputar a Série B do Brasileiro. Depois de rebaixamentos no futebol estadual, o clube se licenciou em 99, sendo extinguido pouco depois.

Após anos sem contar com uma equipe no futebol, torcedores, empresários e ex-atletas se uniram para trazer de volta o Tigre. No entanto, as dívidas acumuladas tornavam essa iniciativa proibitiva. A solução foi criar um time do zero. Assim, em 2010, surgia o Grêmio Novorizontino, que apesar de legalmente ser um clube diferente, carrega consigo não só toda a tradição do antecessor, mas o reconhecimento dos torcedores como o legítimo representante da cidade.

Depois de 3 anos atuando no profissionalismo, o “novo” Novorizontino chega à Série A2, pronto para disputar o acesso para a elite. Mesmo que o atual Novorizontino não tenha alcançado o ponto mais alto do futebol estadual, disputar a Série A1 seria encarado como o retorno de um Tigre.

Obs: Junto de Novorizontino, subiram Matonense, Independente de Limeira e Água Santa de Diadema. Novorizontino e Independente farão a final da competição.

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Paulista e torcedor do Santo André. Historiador, acompanha o futebol como um todo, mas sobretudo o lado mais alternativo da coisa.