A culpa é das estrelas

  • por Lulu
  • 7 Anos atrás

Credenciar favoritismo a Seleção que não levanta uma taça desde 1993? Suplantar a descrença procedente sem titubear? Alimentar esperança pelo que tende a morrer na praia? Comprar briga pelo que enamora o fracasso? Agraciar a apoteose possivelmente ilusória? A culpa é das estrelas!

A defesa não tem defesa, as máximas subestimam a retaguarda, Federico Fernández e Garay detêm a herança pejorativa de antecessores estabanados; Romero, Rojo e Zabaleta estão embrulhados no mesmo pacote. Gago e Mascherano não abrilhantam, faltam-lhes recursos oriundos da plasticidade e incisão. Talvez o destoar do sistema defensivo argentino realmente pese, mas leve consigo duas certezas: 7 é conta de mentiroso e a culpa é das estrelas!

Higuaín, Lionel Messi, Ángel di María e Kun Agüero | Foto: divulgação

Higuaín, Lionel Messi, Ángel di María e Kun Agüero | Foto: divulgação

Os 4 nomes restantes formam o quarteto fantástico, Lionel Messi, Kun Agüero, Ángel di María e Higuaín. Três deles são representantes genuínos do toco y me voy e o outro, o menos técnico, possui ótimas recordações da Copa de 2010 (4 gols em 4 jogos). É bem provável que a Argentina saia do insinuante 4-3-3 pro cauteloso 4-4-2 após a fase de grupos do Mundial do Brasil, porém, enquanto envolver constelação… A culpa é das estrelas!

E uma delas – o messias da esquadra –, precisa exorcizar o vira-latismo que o cerca na Albiceleste, sepultando assim o hiato de títulos. O fardo equivale-se a bigornas acorrentadas aos pés de quem precisa estufar redes predeterminadas. Parafrasear Maradona com a raça de Kempes é urgente desde outrora. Sim, outra hora se inicia para a busca da redenção e descartar vislumbres é heresia, pois a culpa é das estrelas!

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Homem garoto de convicções grisalhas formado em Ciência da Menstruação, Agronomia Espacial, Lirismo Marginal e Terapia Libidinosa. Com repertório vocacional fincado em irreverência, improviso, cinismo lúdico e boleiragem plena.