Adeus, eterno capitão

  • por Lucas Diefenbach Moreira
  • 6 Anos atrás

A história começa no ano de 2002, quando o Internacional vinha de um longo período de 10 anos sem títulos relevantes. Fernando Carvalho assumiu a direção do clube com a promessa de reestruturação e o sonho de conduzir o colorado às mais altas glórias do futebol. Porém, foi apenas em 17 de junho de 2004 que o Inter deu cara, nome e sobrenome a sua era mais vitoriosa; naquele dia, o Internacional anunciou de forma oficial a vinda do atacante Fernandão após longa negociação.

Revelado pelo Goiás, com passagens pelo Olympique de Marselha e Toulouse, da França, Fernandão chegou discretamente ao Inter, com seus 26 anos e muitos sonhos. Em sua primeira partida, substituiu o zagueiro Wilson e marcou o gol 1000 em Grenais. O gol, que lhe rendeu placa no vestiário e uma edição de camisetas comemorativas, mostrou não apenas sua eficiência, mas também sua estrela. O Inter cambaleava no campeonato, mas Fernandão dava esperanças de um futuro melhor. Ele, aliás, parecia ser a única coisa certa em meio a tanta bagunça.

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Camisa comemorativa ao 1000º gol em Grenal (Foto: www.internacional.com.br)

Camisa comemorativa ao 1000º gol em Grenal (Foto: www.internacional.com.br)

Placa em homenagem ao 1000º gol em Grenal (Foto: www.internacional.com.br)

Placa em homenagem ao 1000º gol em Grenal (Foto: www.internacional.com.br)


A partir de sua estreia, o atacante passou a empilhar gols importantes e conduziu o time aos títulos da Libertadores e Mundial. Ele se tornou o grande ídolo colorado, a voz de um clube que ambicionava voltar a ser protagonista, o ídolo que por tanto tempo a nação alvirrubra esperava. Tornou-se o ponto, o contraponto e a razão. Ele sabia que era possível e fez. Fernandão foi a personificação da vitória.

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Em 2008, exatamente 4 anos depois de chegar a Porto Alegre, Fernandão se despediu como jogador do clube e rumou ao Qatar. Ainda retornou em 2011 como diretor executivo e, posteriormente, como técnico. E mesmo tantos anos depois de deixar o Inter, não há um único colorado não associe seu nome à braçadeira de capitão.

Infelizmente sua trajetória de vida se encerrou na madrugada de hoje, em um acidente de helicóptero, quando retornava de sua casa em Aruanã, interior de Goiás.

Descanse em paz, Capitão.

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Colorado, gaúcho e apreciador nato do bom e inigualável esporte bretão.