Doentes por Copa – Argentina

  • por Victor Mendes Xavier
  • 7 Anos atrás

Argentina

COMO SE CLASSIFICOU:

Em uma Eliminatórias sem o Brasil, a Argentina, ao contrário da edição para a Copa de 2010, passeou. Com 32 pontos, nove vitórias, cinco empates e somente duas derrotas, a seleção treinada por Alejandro Sabella teve o melhor ataque da competição (35 gols pró) e a segunda defesa menos vazada (15 gols, atrás apenas da Colômbia, que sofreu 13).

A Argentina não teve muitos problemas ao longo da competição, que serviu para melhorar o desempenho coletivo e individual do time, com o destacável crescimento de Messi com o uniforme albiceleste.

TÉCNICO:

Argentina

ESTATÍSTICAS:

– A seleção argentina foi a primeira colocada das Eliminatórias Sul-Americana.

– O camisa 10 e capitão Lionel Messi terminou a competição com dez gols, somente atrás de Luis Suárez, que marcou onze. Higuaín e Agüero, respectivamente, marcaram nove e seis.

Nesses dois últimos anos, a Argentina venceu Suíça, Equador, Chile (duas vezes), Uruguai, Brasil, Alemanha, Colômbia e Itália; todos também jogarão a Copa.

Camisa titular

Camisa titular

PONTO FORTE:

O meio-campo e o ataque. Do meio pra frente, a Argentina é, talvez, a seleção que mais dispõe de nomes capazes de decidir um jogo. Além de Lionel Messi, o grande craque dessa geração, Di María, Sergio Agüero e Gonzalo Higuaín se destacaram durante as Eliminatórias. O poderoso contra-ataque, quase sempre puxado pelo meio-campista do Real Madrid e organizado pelo camisa 10 do Barcelona, causaram estragos na competição (Chile, Equador e Paraguai que o digam) e é a grande arma da Albiceleste.

PRINCIPAIS DESTAQUES:

Argentina Messi Argentina Di Maria Argentina Aguero

PONTOS FRACOS:

O sistema defensivo. Em relação à seleção de Maradona, a retaguarda de Sabella melhorou relativamente de produção, mas ainda passa longe de ser um setor de confiança. Ainda que tenha bons valores individuais, como o lateral direito do Manchester City Pablo Zabaleta e o zagueiro do Benfica Ezequiel Garay, a defesa da Argentina é o ponto vulnerável principalmente porque sofre nas bolas aéreas. Escanteios ou faltas cobradas à área argentina é um Deus nos acuda.

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EQUIPE:

Normalmente, a Argentina vai a campo em um 4-3-3 – que mais parece um 4-3-1-2 pelo posicionamento de Messi, escalado no auxílio a Higuaín e Agüero, como o famoso enganche do futebol argentino. A dupla de ataque atua menos espetada aos lados do campo, o que libera as subidas surpresas de Di María pela esquerda. Em um possível embate contra uma seleção de grande poderio ofensivo, é capaz que Sabella saque um dos centroavantes e reforce o meio-campo com a entrada de Sosa, adiantando Messi.

A seleção de Sabella é moldada para o contra-ataque. Esqueçam aquela Argentina do toque y me voy. A atual é mais vertical, não faz questão de avançar a marcação, espera um erro do adversário e sai em velocidade quando possível.

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OPINIÃO:

A Argentina é dada pela crítica como uma das favoritas à taça, ao lado de Espanha, Alemanha e Brasil. De fato, a campanha pós-Copa América de 2011 dos hermanos é praticamente primorosa. A geração de Messi e Agüero, campeã mundial sub-20 em 2005 e medalha de ouro olímpica em 2008, chega forte ao Brasil e pretende acabar com um jejum de títulos que já dura 21 anos.

CONVOCADOS:

Goleiros: Sergio Romero (Monaco/FRA), Mariano Andújar (Catania/ITA) e Agustín Orión (Boca Juniors);
Laterais: Pablo Zabaleta (Manchester City/ING), Marcos Rojo (Sporting/POR), José María Basanta (Monterrey/MEX);
Zagueiros: Ezequiel Garay (Benfica/POR), Federico Fernández (Sevilla/ESP), Hugo Campagaro (Internazionale/ITA), Martín Demichelis (Manchester City/ING);
Meio-campo: Fernando Gago (Boca Juniors), Lucas Biglia (Lazio/ITA), Javier Mascherano (Barcelona/ESP), Ángel di María (Real Madrid/ESP), Maxi Rodríguez (Newell’s Old Boys), Ricardo Álvarez (Internazionale/ITA), Augusto Fernández (Celta), Enzo Pérez (Benfica/POR);
Atacantes: Sergio Agüero (Manchester City/ING), Lionel Messi (Barcelona), Gonzalo Higuaín (Napoli/ITA), Ezequiel Lavezzi (Paris Saint-Germain/FRA) e Rodrigo Palacio (Internazionale/ITA).

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Jornalista, carioca e apaixonado pela Liga Espanhola desde a época em que Rivaldo, Zidane, Figo e Raúl foram seus professores. Colaborou para o programa [email protected] da Rádio Globo São Paulo falando sobre o futebol do país das touradas. Repórter da Super Rádio Tupi.