Doentes por Copa – Chile

  • por Gustavo Ribeiro
  • 7 Anos atrás

Chile

COMO SE CLASSIFICOU:

Classificada para a Copa do Mundo no Brasil, a seleção chilena chega como um dos fortes candidatos a ser a surpresa da competição. A classificação só veio na última rodada, na vitória sobre o Equador por 2×1, em Santiago. Essa vai ser a nona participação da La Roja em mundiais. As outras foram no Uruguai (1930), Brasil (1950), Chile (1962), Inglaterra (1966), Alemanha (1974), Espanha (1982), França (1988) e África do Sul (2010).

O Chile terminou as Eliminatórias na terceira posição com 28 pontos, quatro a menos que a líder Argentina. Em 16 jogos, foram 9 vitórias, 1 empate e 6 derrotas. Teve o segundo melhor ataque com 29 gols marcados e a quarta pior defesa com 25 gols sofridos.

TÉCNICO:

Chile

ESTATÍSTICAS:

Pelo Grupo B da Copa do Mundo, Chile e Espanha voltarão a se enfrentar no Maracanã após 64 anos. As duas seleções já se enfrentaram em 1950, no dia 29 de junho, jogo que terminou com vitória dos europeus por 2×1, gols de Estanislao e Basora.

O Chile já enfrentou a Espanha em 10 ocasiões, contando amistosos e jogos oficias, e nunca venceu. Foram 8 triunfos da La Roja europeia e 2 empates. O último confronto entre as duas seleções, realizado em setembro, na Suíça, terminou empatado em 2×2.

Também pela fase de grupos, o Chile irá enfrentar a Austrália. As duas seleções já se enfrentaram na Copa do Mundo de 1974, na Alemanha, e empataram sem gols e, com isso, a seleção chilena foi eliminada ainda na primeira fase.

Em suas oito participações em Copa do Mundo, o Chile disputou 29 jogos, conquistou 9 vitórias, sofreu 14 derrotas e empatou 6 vezes. Marcou 34 gols e sofreu 45.

Segundo o site transfermarkt, a média de idade da seleção chilena é de 27,60 anos.

Alexis Sánchez, um dos pilares dessa seleção, é o quinto maior artilheiro da seleção chilena com 22 gols, ficando atrás de Marcelo Salas (37), Iván Zamorano (34), Carlos Caszely (27) e Leonel Sánchez (23).

Camisa titular

Camisa titular

PONTO FORTE:

Movimentação, velocidade, marcação pressão são algumas das características do time de Jorge Sampaoli, um dos principais responsáveis pela classificação. Assim como no seu trabalho na Universidad de Chile, o técnico conseguiu montar um time cheio de variações táticas.

Outro ponto forte é a não dependência de um só jogador. Vargas e Vidal tem, ambos, cinco gols. Logo atrás vem Alexis Sánchez, com quatro tentos anotados. Essa não dependência também fica clara nas assistências. Valdívia foi o melhor nesse quesito, com quatro passes para gol. Logo depois vem Vidal, com três, e Vargas, Sánchez e Beauejour com duas.

PRINCIPAIS DESTAQUES:

Chile Vidal Chile Valdívia Chile Sanchez

PONTO FRACO:

Dos seis classificados nas Eliminatórias, o Chile teve ao lado do Uruguai a pior defesa, com 25 gols sofridos. Isso se deve à lentidão dos zagueiros, que têm dificuldades contra seleções com atacantes velozes. Além de não serem confiáveis no mano a mano, também cometem alguns erros na saída de bola.

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EQUIPE:

Declarado discípulo de “El Loco” Bielsa, Sampaoli mantém as características de seu mestre. Seus times sempre fazem marcação sob pressão no campo adversário, valorizam a posse de bola ofensiva e mantêm a intensidade em todos os momentos (posse, contra-ataque adversário, posse do adversário e contra-ataque).

Sampaoli geralmente arma a seleção no 3-4-3. O time: Bravo; Jara, Medel e González; Isla, Díaz ,Vidal e Mena; Vargas, Valdívia e Sanchez. Vale ressaltar que esse esquema não é definitivo. Dependendo do adversário, Sampaoli pode mudar para um 4-3-3.

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OPINIÃO:

O Chile chega ao Brasil como a seleção com um dos estilos de jogo mais agradáveis de se ver. O sorteio não ajudou muito; caiu em um grupo com Espanha, Holanda e Austrália, mas, com o futebol apresentado nas Eliminatórias e nos amistosos desde que Sampaoli assumiu, é bem possível conseguir uma classificação. Se passar da fase de grupos, pega uma das seleções do Grupo A. Pode ser o Brasil.

CONVOCADOS:

 Goleiros: Claudio Bravo (Real Sociedad/ESP), Cristopher Toselli (Universidad Católica), Johnny Herrera (Universidad de Chile);
Laterais: José Rojas (Universidad de Chile), Mauricio Isla (Juventus/ITA), Eugenio Mena (Santos/BRA);
Zagueiros: Gonzalo Jara (Nothingham Forest/ING), Gary Medel (Cardiff City/GAL), Miiko Albornoz (Malmö/SUE);
Meio-campo: Francisco Silva (Osasuna/ESP), Felipe Gutiérrez (Twente/HOL), José Pedro Fuenzalida (Colo Colo), Marcelo Díaz (Basel/SUI), Arturo Vidal (Juventus/ITA), Carlos Carmona (Atalanta/ITA), Charles Aránguiz (Internacional/BRA), Jean Beausejour (Wigan/ING), Jorge Valdivia (Palmeiras/BRA);
Atacantes: Esteban Paredes (Colo Colo), Eduardo Vargas (Valencia/ESP), Alexis Sánchez (Barcelona/ESP), Fabián Orellana (Granada/ESP) e Mauricio Pinilla (Cagliari/ITA).

Chile (2)

Comentários

Projeto de jornalista, mineiro, 20 anos. Viu que não tinha muito futuro dentro das quatro linhas e resolveu trabalhar dando seus pitacos acompanhando tudo relacionado ao futebol, principalmente quando a pelota rola nas canchas dos nossos vizinhos sul-americanos. Admirador do "Toco y me voy" argentino, também escreve no Sudaca FC e tem Riquelme e Alex como maiores ídolos.