Doentes por Copa – Equador

  • por Victor Mendes Xavier
  • 7 Anos atrás

Equador

COMO SE CLASSIFICOU:

O Equador se classificou à Copa no Brasil após terminar na quarta colocação nas Eliminatórias Sul-Americana. Com os mesmos 25 pontos do Uruguai, que terminou em quinto e teve que jogar os playoffs contra a Jordânia, a seleção equatoriana obteve a classificação na penúltima rodada, após vencer justamente o Uruguai.

O confronto, com ares de final, foi definido por Jefferson Monteiro, um dos destaques da campanha de La Tri. Durante a campanha, o Equador contou com um diferencial nos jogos em casa: a altitude de Quito. No Olímpico Atahualpa, a seleção comandada por Reinaldo Rueda ganhou sete de oito confrontos, tendo perdido pontos somente para a líder Argentina, em empate por 1×1.

TÉCNICO:

Equador

Camisa titular

Camisa titular

PONTOS FORTES:

No geral, o Equador é uma seleção segura. O sistema defensivo formado por Paredes, Erazo, Guagua e Ayoví é o ponto de solidez e equilíbrio do time de Rueda. Durante a campanha nas Eliminatórias, foram 16 gols sofridos, a terceira melhor defesa da competição, atrás somente de Colômbia e Argentina.

PRINCIPAIS DESTAQUES:

Equador Valencia Equador Noboa Equador Caicedo

PONTOS FRACOS:

O Equador que vem à Copa tem problemas para se adaptar ao estilo de jogo do adversário. Em junho de 2012, a equipe de Rueda foi humilhada em Buenos Aires para a Argentina de Messi e Agüero. O 4×0 para a Albiceleste foi um choque de realidade ao Equador, que não conteve o jogo intenso argentino. Ainda que a defesa mostre momentos de solidez, o meio-campo sofre com problemas de criação. Até por isso, a equipe abdica de um jogo mais atraente e assume o pragmatismo. Os wingers Jefferson Monteiro e Antonio Valencia são as válvulas de escape da seleção equatoriana.

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EQUIPE:

O Equador joga no 4-4-2 clássico. Com a bola, a abertura dos dois ponteiros (Rojas, à esquerda; Valencia, à direita) é visível, e os volantes Mendez e Castillo tendem a verticalizar as jogadas a fim de ganhar velocidades pelo flancos. As jogadas aéreas, costumeiras do futebol equatoriano, permanecem. O bom centroavante Ayoví  fica mais fixo na área, enquanto Martínez sai mais para o jogo.

1010527_Ecuador

OPINIÃO:

Em tese, o Equador não teve muita sorte no sorteio. Ao lado de Suíça, França e Honduras, a seleção é a terceira força do grupo e deve ter dificuldades contra franceses e suíços. Acreditar na classificação, no entanto, não é algo tão utópico. Desde a Eurocopa 2012, a França tem problemas para se impor. Por mais que a Suíça passe por uma excelente fase, que lhe rendeu a cabeça de chave do grupo E, o Equador tem condições de surpreender. O clima pode ser um fator especial aos equatorianos.

CONVOCADOS:

Goleiros: Maximo Banguera (Barcelona – EQU), Adrian Bone (El Nacional) e Alexander Dominguez (LDU Quito);
Laterais: Walter Ayovi (Pachuca/MEX), Juan Carlos Paredes (Barcelona – EQU), Oscar Bagui (Emelec);
Zagueiros: Gabriel Achilier (Emelec), Frickson Erazo (Flamengo/BRA), Jorge Guagua (Emelec);
Meio-campo: Segundo Castillo (Al Hilal/ARS), Miguel Arroyo (Atlante/MEX), Édison Mendez (Independiente Santa Fe/COL), Carlos Gruezo (Stuttgart/ALE), Renato Ibarra (Vitesse/HOL), Fidel Martinez (Tijuana), Cristian Noboa (Dinamo Moscou/RUS), Luis Saritama (Barcelona – EQU), Antonio Valencia (Manchester United/ING);
Atacantes: Jaime Ayovi (Tijuana), Felipe Caicedo (Al-Jazira/EAU), Jefferson Montero (Morelia/MEX), Joao Rojas (Cruz Azul/MEX), Enner Valencia (Pachuca/MEX).

Equador (2)

 

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Jornalista, carioca e apaixonado pela Liga Espanhola desde a época em que Rivaldo, Zidane, Figo e Raúl foram seus professores. Colaborou para o programa [email protected] da Rádio Globo São Paulo falando sobre o futebol do país das touradas. Repórter da Super Rádio Tupi.