Doentes por Copa – Honduras

Honduras

COMO SE CLASSIFICOU:

Para chegar à terceira Copa do Mundo de sua história (segunda seguida), a seleção hondurenha precisou suar nas Eliminatórias da Concacaf. Entrando apenas na 3ª fase, La Bicolor caiu no grupo composto por Panamá, Canadá e Cuba – e somou somente um ponto nas duas rodadas iniciais. Os dois duelos consecutivos contra Cuba nas rodadas seguintes deram o gás necessário para o início da reação. Foram duas vitórias que colocaram os hondurenhos no páreo. Na sequência, o empate sem gols contra o Panamá foi, ao mesmo tempo, salvador e preocupante. Salvador porque a derrota significaria uma precoce eliminação e preocupante porque lhe deixou em desvantagem na rodada decisiva.

Porém, num acaso dos Deuses do Futebol, na rodada final os hondurenhos aplicaram uma histórica goleada por 8×1 sobre o Canadá, tomando a vaga dos canadenses na fase seguinte. Um grande feito para uma seleção que em cinco jogos havia marcado apenas quatro gols até então. A campanha na fase final foi mais tranquila e os hondurenhos fizeram valer a força de jogar em casa. Como anfitriões obtiveram 11 dos 15 pontos que seriam suficientes para a conquista da vaga. A vitória por 2×1 sobre o México no Azteca foi o ápice da campanha – Honduras não vencia o México desde 2009.

TÉCNICO:

Honduras

ESTATÍSTICAS:

Fazendo oito partidas em casa, Honduras venceu cinco, empatou duas e perdeu somente uma;

– Além dos oito gols sobre o Canadá, Honduras marcou mais dez vezes em seus domínios e outras sete vezes como visitante – totalizando 25 gols nas Eliminatórias;

– A média de gols feitos por Honduras nas Eliminatórias foi de 1,56. Esta média foi de 2,25 como mandante e de 0,88 como visitante;

– Honduras sempre fez mais gols nos minutos finais dos dois tempos: cinco gols entre os 30 e 45 min. do primeiro tempo e outros sete no mesmo período no segundo tempo;

– O técnico colombiano Luís Fernando Suárez treinou Honduras em 45 jogos: venceu 17, empatou 11 e perdeu 17. Seu aproveitamento é de 45,92%;

– Com Suárez, Honduras fez 18 jogos contra seleções que estarão na Copa. Foram cinco vitórias, três empates e dez derrotas. Somente em duas partidas não sofreu gols: nas duas vitórias por 1×0 sobre a Costa Rica;

– Com nove gols, Jerry Bengston foi o artilheiro hondurenho nas Eliminatórias;

– Honduras venceu todos os jogos nos quais Bengston marcou. Ele abriu o placar em quatro oportunidades e fez o gol de empate duas vezes.

camisa-hon

Camisa titular

PONTO FORTE:

O elenco hondurenho é muito experiente. Na última convocação, Luís Fernando Suárez chamou sete atletas com mais de 30 anos e apenas quatro de idade até 25. Boa parte do elenco joga junto há algum tempo, todos remanescentes de campanhas anteriores de Honduras. A base desta equipe esteve nas semifinais das últimas três edições da Copa Ouro. É certo dizer que esta é a reta de chegada da geração de Noel Valladares, Maynor Figueroa, Carlo Costly e outros veteranos – e que isto lhes confere uma motivação extra.

PRINCIPAIS DESTAQUES:

Honduras Palacios Honduras Izaguirre Honduras Costly

PONTO FRACO:

Paradoxalmente, a ausência de jogadores jovens em campo pode ser considerada um ponto fraco. É importante ressaltar que os hondurenhos não venceram nenhum jogo nas duas edições de Copa do Mundo que disputaram (o que inclui a edição de 2010) – e que isto poderia ser motivo para uma maior renovação da equipe. Alguns resultados indicam que tal renovação poderia ser bem sucedida. Em 2009, por exemplo, Honduras conquistou o terceiro lugar da Copa da Concacaf Sub-20 – qualificando-se para o Mundial do Egito. No entanto, poucos jogadores daquele time são aproveitados. Entre os jovens de destaque, apenas Mário Martínez (24 anos) e Johnny Leverón (23). Andy Najar, uma das esperanças do país, ainda não se firmou.

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OPINIÃO:

Honduras é a seleção mais fraca do Grupo E (ainda composto por França, Suíça e Equador), mas ao menos ocupa vaga em uma chave que lhe permite sonhar com a primeira vitória em sua curta história em Copas. Como dito acima, é uma equipe acostumada a jogar junta e que, além disso, conta com o talentoso Jerry Bengston – jogador que, apesar de ainda não ter emplacado no futebol dos Estados Unidos, costuma marcar seus gols quando veste a camisa hondurenha.

EQUIPE:

Time-base de Honduras

Time-base de Honduras

OPINIÃO:

Honduras é a seleção mais fraca do Grupo E (ainda composto por França, Suíça e Equador), mas ao menos ocupa vaga em uma chave que lhe permite sonhar com a primeira vitória em sua curta história em Copas. Como dito acima, é uma equipe acostumada a jogar junta e que, além disso, conta com o talentoso Jerry Bengston – jogador que, apesar de ainda não ter emplacado no futebol dos Estados Unidos, costuma marcar seus gols quando veste a camisa hondurenha.

CONVOCADOS:

Goleiros: Noel Valladares (Olimpia), Donis Escober (Olimpia) e Luis López (Real España – HON);
Laterais: Emilio Izaguirre (Celtic – ESC), Juan Carlos García (Wigan – ING), Brayan Beckeles (Olimpia), Edder Delgado (Real España – HON);
Zagueiros: Victor Bermúdez (San Jose Earthquakes – EUA), Maynor Figueroa (Hull City – ING), Osman Chávez (Wisla Cracóvia – POL), Osman Chávez (Wisla Cracóvia – POL);
Meio-campo: Wilson Palacios (Stoke City – ING),Jorge Claros (Motagua), Marvin Chávez (Colorado Rapids – EUA), Roger Espinoza (Wigan – ING), Andy Najar (Anderlecht – BEL), Luis Garrido (Olimpia), Mario Martínez (Real España), Boniek Garcia (Houston Dinamo – EUA);
Atacantes: Carlo Costly (Real España), Jerry Bengston (New England Revolution – EUA), Jerry Palacios (Alajuelense – COR), Rony Martinez (Real Sociedad – HON).

Comentários

Uma mistura maluca de pessoa. Academico de jornalismo, catarinense de origens italianas e espanholas, mas apaixonado pela bola que rola na terra da Torre Eiffel e pela gorduchinha que pinta os gramados cheios de chucrute da Alemanha. Não escondo minha preferência por times que tem uniformes nas cores amarelas e pretas, mas sempre com análises bem embasadas... ou não. Mas acima de tudo, sou um Doente Por Futebol.