Doentes por Copa – Irã

  • por Lucas Sartorelli
  • 7 Anos atrás

Irã
COMO SE CLASSIFICOU:

Pela quarta vez em sua história, o Irã se classificou para o maior torneio de seleções do mundo. E dessa vez com campanha surpreendente, deixando para trás até mesmo a favorita Coréia do Sul, que também garantiu seu lugar no Brasil em junho. Liderados pelo experiente técnico português Carlos Queiroz, os iranianos iniciaram a trajetória na segunda fase das eliminatórias asiáticas, quando, diante de uma frágil seleção de Maldivas, venceram em casa (4×0) e fora (0x1), e confirmou presença na fase seguinte. Caiu no grupo de Qatar, Bahrein e Indonésia. Líder com 12 pontos e nenhuma derrota nas 6 partidas, o time de Queiroz partiu para a última e decisiva fase, dessa vez em um grupo contendo Líbano, Qatar, Uzbequistão e a grande Coréia do Sul. Após atuações triunfantes e apenas 2 gols sofridos, o Irã, novamente como líder do grupo com 16 pontos em 8 jogos, confirmou sua classificação à Copa do Mundo de 2014.

TÉCNICO:

Irã

ESTATÍSTICAS:

A vitória que garantiu a classificação aconteceu diante da Coréia do Sul, que precisava apenas de um empate em casa para ir à Copa. Diante de milhares de sul-coreanos confiantes em sua seleção, o atacante Reza Goochannejhad marcou após grave falha do zagueiro e silenciou o estádio em Seul.

Em um elenco em que a grande maioria dos atletas atua no próprio país, o maior destaque do time é o meia atacante Ashkan Dejagah, jogador do Fulham, da Inglaterra. Além dele, o meio campista Masoud Shojaei, do Las Palmas da Espanha, e o experiente Javad Nekounam, também com passagem pelo futebol espanhol (atualmente no Kuwait SC), podem fazer a diferença.

O Irá nunca passou da primeira fase em Copas do Mundo.

Camisa titular

Camisa titular

PONTO FORTE:

O conjunto e a maturidade. A maneira como a seleção chegou ao mundial aumentou muito a confiança dos jogadores. Um grupo fechado, que joga para o resultado e que pode contar com jogadores de frente com alguma experiência no futebol europeu (Dejagah, Shojaei e Nekounam).

PRINCIPAIS DESTAQUES:

Irã Nekounam Irã Ghoochannejhad Irã Dejagah

PONTO FRACO:

O ataque. Apesar da boa campanha nas eliminatórias, o time se mostrou pouco criativo e marcou raros gols. Além disso, a falta de jogos e amistosos com seleções mais experientes e tarimbadas deixa o Irã em posição difícil em uma competição de altíssimo nível como é a Copa do Mundo.

CONFIRA TAMBÉM: Conteúdo exclusivo da Copa do Mundo 2014 – Doentes por Copa.

EQUIPE:

O técnico Carlos Queiroz deve manter o mesmo estilo de jogo que fez o Irã chegar ao mundial: o 4-4-2 com um time fechado, que troca muitos passes e tenta aproveitar as falhas do adversário por meio de contra-ataques e pressão nas saídas de bola.

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OPINIÃO:

Em um grupo com Argentina, Bósnia e Nigéria, a inédita classificação à segunda fase se tornou uma missão quase impossível para a inibida seleção do Oriente Médio. Porém, estar no mundial já é um grande feito, e na condição de time que não tem nada a perder, o Irã pode tentar incomodar os adversários.

CONVOCADOS:

Goleiros: Daniel Davari (Eintracht Braunschweig/ALE), Alireza Haghighi (Sporting Covilhã/POR), Rahman Ahmadi (Sepahan);
Laterais: Khosro Heydari (Esteghlal), Hossein Mahini (Persepolis), Steven Beitashour (Vancouver Whitecaps/CAN), Hashem Beikzadeh (Esteghlal);
Zagueiros: Pejman Montazeri (Umm Salal/CAT), Jalal Hosseini (Persepolis), Amir Sadeghi (Esteghlal), Ahmad Alenemeh (Naft), Ehsan Hajsafi (Sepahan) e Mehrdad Pooladi (Persepolis);
Meio-campo: Javad Nekounam (Al Kuwait/KUA), Andranik Teymourian (Esteghlal), Ghasem Hadadifar (Zob Ahan), Bakhtiyar Rahmani (Foolad), Alireza Jahanbakhsh (NEC/HOL), Reza Haghighi (Persepolis) e Ashkan Dejagah (Fulham/ING);
Atacantes: Masoud Shojaei (Las Palmas/ESP), Reza Ghoochannejhad (Charlton/ING), Karim Ansarifard (Persepolis).

Comentários

Paulistano, projeto de jornalista e absolutamente ligado a tudo o que envolve essa arte chamada futebol, desde a elegante final de uma Copa do Mundo às peculiaridades alternativas das divisões mais obscuras de nosso amado esporte bretão. Frequentador assíduo nas melhores (e piores) várzeas e peladas de fim de semana, sempre à disposição para atuar em qualquer posição.