Quando o oásis enamora a genialidade

  • por Lulu
  • 7 Anos atrás
Messi comemorando seu gol contra o Irã | Foto: Getty Images

Messi comemorando seu gol contra o Irã | Foto: Getty Images

As partidas foram forradas com drama, os detalhes determinaram as sentenças. Mas mesmo aquém, fez bem, o parafraseio de 86 ecoou em registros sutis e esplendorosos. Atuações definidas em frações personificaram os primeiros 180 minutos do gênio argentino na Copa. Dois atos, dois golaços, duas vitórias e duas barreiras a menos no caminho tão almejado. Veio a classificação. Êba.

Todo Messias opera milagres, as escrituras comprovam. Enquanto os apóstolos não transbordam envergadura para consolidar o quarteto fantástico, veja o mel em Lionel. Espie as nuances do tabelar plástico no exorcizante tento contra a Bósnia. Enxergue a pompa técnica de quem coloca no gol tirando do goleiro, na última estupenda ação perante o Irã. Foi-se o temor. Ufa.

Quando a bronca apareceu, o vaga-lume se fez estrela – ofuscando a descrença dos desgostosos. Apostar no camisa 10 é acreditar na magia, no caminhar aleatório da surpresa apaixonante. O repertório fincado em dribles e incisões insinuantes ainda não atingiu o ápice. Entretanto, quando o oásis enamora a genialidade, Messi atua como diretor no filme em que é roteirista. Grava (e crava) na mente de todo mundo a fantasia do empolgante futebol. Vem mais por aí. Oba.

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Homem garoto de convicções grisalhas formado em Ciência da Menstruação, Agronomia Espacial, Lirismo Marginal e Terapia Libidinosa. Com repertório vocacional fincado em irreverência, improviso, cinismo lúdico e boleiragem plena.