Sete jogos para a história

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O genial Diego Maradona costuma dizer que antes da Copa de 1986 não estava entre os mais cotados para ser o melhor daquele Mundial. Segundo o argentino, Michel Platini, Zico e outros estavam acima dele na preferência geral. Naquele período, Maradona buscava reerguer sua carreira no Napoli após uma desgastante passagem pelo Barcelona. O restante desta história, todos conhecem.

Neymar não fez uma boa temporada pelo Barça. O próprio time catalão não foi bem neste certame, é justo dizer. Mesmo assim, o atacante brasileiro ficou devendo, até pelos valores que envolveram sua contratação junto ao Santos. Vale lembrar as lesões sofridas durante sua nova jornada na Espanha, mas certamente se esperava mais dele.

Confortável na condição de principal nome da Seleção Brasileira, Neymar vem sendo um dos destaques nos treinamentos da equipe de Scolari. Com mais liberdade para se movimentar em comparação com seu posicionamento no Barça, o camisa 10 tem conseguido realizar boas jogadas e marcar gols de rara categoria. Dentro das variações previstas pelo técnico, Neymar pode deixar a ponta esquerda e se posicionar atrás de Fred, como um autêntico ponta-de-lança, fazendo jus ao número que carrega e com a possibilidade de jogar de frente para o gol.

Em termos de desgaste físico, o jogador também não tem do que se queixar. Além dos períodos em que esteve entregue ao departamento médico do Barcelona, foi substituído ou saiu do banco de reservas em diversas ocasiões. E com o esmero de Paulo Paixão na preparação física, é praticamente certo que gás não lhe faltará. Em contrapartida, seus principais rivais pelo trono, Messi e Cristiano Ronaldo, devem chegar ao Brasil longe de suas melhores formas.

Obviamente, Neymar não é Maradona. Não se espera que ele, aos 22 anos, carregue um selecionado nas costas como El Pibe fez em seu auge. Todavia, não restam dúvidas de que se trata de um jogador precioso e que tem um horizonte propício para realizar uma excelente Copa, quem sabe até com o título. Caso isso aconteça, poucos se lembrarão da temporada apagada na Europa quando estiverem votando no melhor do mundo em 2014.

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Fanático por futebol em nível não recomendável. Co-autor do livro “É Tetra! - A conquista que ajudou a mudar o Brasil”.