Um dia na Arena Corinthians

  • por Caio Araújo
  • 7 Anos atrás

Foto: Caio de Araújo

Desde 2010, quando o Corinthians anunciou de forma oficial o projeto do novo estádio, a Fiel já começou a imaginar como seria assistir a uma partida na nova casa. Eu, como corintiano, compartilhei esta sensação. Por ser carioca e morar no Rio, não pensei que conseguiria realizar este sonho tão cedo, mas pude fazê-lo logo na segunda partida oficial do Timão na Arena.

O dia começou logo às 5h de domingo, quando saí de casa rumo à Rodoviária Novo Rio. Meu objetivo era chegar até as 6h no terminal e tentar embarcar no primeiro ônibus do dia para São Paulo. Não consegui o primeiro ônibus, mas comprei uma passagem para as 6h30. Com o trânsito livre e tempo bom, o ônibus chegou dentro do horário previsto, 12h30.

Na rodoviária Tietê, encontrei com um amigo, que me buscou de carro. De lá, seguimos para o Shopping Tatuapé, onde já se notava o clima do jogo, com a invasão de corintianos. Nosso objetivo era estacionar o carro por lá e pegar o metrô no shopping, que tem uma estação própria. Muitos tiveram a mesma de ideia, já que o entorno do estádio estava totalmente isolado e não era permitido chegar ao local de carro.

Demoramos algo em torno de 15 minutos para chegar a Itaquera e o principal problema que pude presenciar foi justamente na chegada ao estádio. Havia muitos bloqueios, mesmo longe das roletas de entrada. Os corredores montados pelas grades de metal eram estreitos demais para a quantidade de torcedores e o afunilamento fez com que o fluxo fosse muito lento. Faltando poucos minutos para começar a partida, ainda se via um estádio com muitos espaços vazios.

Já dentro da Arena, não há muito do que reclamar. A estrutura é algo que nunca vi: corredores com acabamento de primeiro mundo; banheiro todo em porcelanato e ainda brilhando; visão excelente, independentemente do assento; proximidade do campo (pude até escutar os jogadores se comunicando algumas vezes); sistema de som muito alto, fazendo até surdo ouvir; excelente qualidade dos telões; iluminação que faz parecer que um jogo noturno está acontecendo à luz do dia; acústica impressionante.

Mesmo com uma estrutura impecável, é importante ressaltar que ainda há muita coisa inacabada. A cobertura ainda não foi forrada e nem será até a Copa começar. Vidros também não foram colocados e, caso chova durante os jogos, os torcedores que estiverem na parte inferior certamente precisarão de capas de chuva para não se molharem. Há também algumas obras sendo finalizadas nas arquibancadas provisórias e estão sendo colocadas lonas para esconder a estrutura de ferro. No setor oeste, onde ficam os camarotes da FIFA, a parte superior está em processo de finalização. Podem-se ver também alguns poucos problemas de acabamento que, apesar de causarem impacto estético negativo, não interferiram em nada na organização da partida.

A alimentação dentro do estádio é algo para o qual o torcedor precisa ir preparado. Um mero hot dog custa R$ 8,00, o mesmo preço de um sanduíche de pernil, ambos vendidos pelos ambulantes. Quem quiser variar nos lanches, vai precisar encarar as lanchonetes. Eu desanimei quando vi a fila, que era um pouco extensa.

A saída da Arena Corinthians foi muito tranquila, totalmente diferente da entrada. O sistema de evacuação, se não foi ideal, esteve próximo disto, já que o estádio e os arredores se esvaziaram num tempo relativamente curto.

Quanto ao resultado, isso pouco importa. O amargo sabor do empate não foi suficiente para atrapalhar a realização de um sonho esperado por mais de 20 anos.

Abaixo algumas fotos tiradas por mim:

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