Vargas e Sampaoli, uma relação de sucesso

  • por Gustavo Ribeiro
  • 5 Anos atrás
Foto: La Tercera - Sampaoli e Vargas pela seleção

Foto: La Tercera – Sampaoli e Vargas pela seleção

Com um gol e uma assistência em três jogos, Eduardo Vargas já é um dos destaques do Chile na Copa do Mundo. Quem viu o atacante com a camisa do Grêmio dificilmente acredita que ele é um dos destaques da seleção. Mas um dos principais responsáveis por isso é o técnico Jorge Sampaoli, que sabe como o atacante joga mais à vontade. Sem centroavante na referência, ao contrário do que encontrava no Grêmio, Vargas tem mais espaço para se movimentar e ser peça importante na criação das jogadas, além de ajudar na marcação-pressão da seleção chilena.

A relação de sucesso entre Vargas e Sampaoli começou em 2011. Antes disso, Vargas se desatacava no Cobreloa, enquanto o técnico argentino se projetava no futebol equatoriano comandando o Emelec. Em 2010, Vargas foi contratado pela Universidad de Chile, então comandada pela uruguaio Gerardo Pelusso.

Em 24 de janeiro de 2010, La U vencia o Cobresal por 4×1 quando, aos 81 minutos de jogo, Pelusso resolveu colocar no jogo o atacante, que estreou pelo clube e marcou o gol que fechou a goleada em 5×1. Na época, com apenas 20 anos, Vargas entrava aos poucos num time que tinha Mauricio Victorino, Walter Montillo, Álvaro Fernández e José Rojas.

Assim como todo garoto, Vargas oscilou em sua primeira temporada no time principal e terminou 2010 com três gols marcados em 38 jogos. Em 2011, a Universidad de Chile passaria a ser comandada pelo argentino Jorge Sampaoli, e ninguém ganhou com isso mais do que Eduardo Vargas. Naquele ano, o atacante foi destaque nas conquistas do Apertura e do Clausura, além de liderar o time na conquista da Copa Sul-Americana, sendo o artilheiro da competição com 11 gols em 12 jogos. Com uma temporada espetacular, o atacante foi eleito pelo El País o segundo melhor jogador do continente, ficando atrás apenas de Neymar.

Sob o comando de Sampaoli em La U, o atacante disputou 50 jogos, marcou 29 gols e conquistou dois títulos nacionais e um internacional. No final do ano, o atacante foi vendido ao Napoli, enquanto Sampaoli continuaria no clube até o final de 2012, quando deixou o comando técnico do time para assumir a seleção chilena.

No futebol italiano, o atacante chileno não tinha grandes sequências de jogos e teve poucas oportunidades para mostrar seu futebol. E quando jogava, na maioria das vezes era saindo do banco de reservas. Foram apenas 26 jogos (20 entrando no decorrer da partida) e apenas três gols marcados pelo Napoli, que decidiu emprestar o jogador ao Grêmio na esperança de que, com algum sucesso, pudesse ser negociado no futuro.

Entretanto, o chileno também não conseguiu pelo tricolor gaúcho o mesmo sucesso alcançado na Universidad de Chile. Em 37 partidas, o atacante marcou apenas nove vezes. Um dos motivos para o baixo rendimento foi o esquema utilizado pelo técnico Renato Gaúcho, que priorizava a defesa e obrigava o atacante a se preocupar mais com marcação do que em criar jogadas.

Mas se nos clubes vinha mal, na seleção, novamente sob o comando de Sampaoli, Vargas ganhou confiança e logo virou peça fundamental no time. Nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2014, foi junto com Vidal o artilheiro da equipe com cinco gols, quatro deles marcados após a chegada de Sampaoli. Antes do argentino assumir o comando da seleção, Vargas tinha disputado 15 jogos e marcado apenas dois gols pela La Roja, mas após a chegada do novo técnico, o atacante já tem 13 gols em 17 jogos, além de duas assistências.

Somando jogos pela Universidad de Chile e pela seleção chilena, Jorge Sampaoli já comandou Eduardo Vargas em 68 jogos e o atacante marcou 43 gols.

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Projeto de jornalista, mineiro, 20 anos. Viu que não tinha muito futuro dentro das quatro linhas e resolveu trabalhar dando seus pitacos acompanhando tudo relacionado ao futebol, principalmente quando a pelota rola nas canchas dos nossos vizinhos sul-americanos. Admirador do "Toco y me voy" argentino, também escreve no Sudaca FC e tem Riquelme e Alex como maiores ídolos.