A preparação dos clubes brasileiros durante a pausa para Copa

  • por Doentes por Futebol
  • 7 Anos atrás

A Copa do Mundo acabou. Com isso, o futebol brasileiro volta ao normal.

Preparamos um especial, bem rápido e prático, para lembar ao leitor o que esperar dos vinte clubes da elite do Brasileirão. Ou seja, a retomada do campeonato, o que mudou neste período de Copa, quem contratou mais (e bem) e quem não mudou nada.

Atletico Mineiro

ATLÉTICO MG (por Wladimir Castro Rodrigues)

O Atlético MG, além do Brasileirão e da Copa do Brasil, tem a Recopa Sul-Americana para jogar neste segundo semestre. E como preparação, o time mineiro foi para a China, onde fez três amistosos, tendo vencido todos eles.

Os amistosos, além de servirem para manter a equipe com ritmo de jogo, permitiram ao treinador Levir Culpi ter tempo para melhor entender seu elenco – uma vez que assumiu a equipe no curso do ano, sem ter feito a pré-temporada. Além disso, foram importantes para promover os retornos de Ronaldinho e Marcos Rocha, após recuperarem-se de lesão, e também para a reformatação da equipe, sem Fernandinho (que rumou para o Grêmio), mas com Maicosuel, recém-contratado junto à Udinese.

A expectativa para o retorno às atividades oficiais é boa, uma vez que o clube esvaziou seu departamento médico, com os retornos de Emerson, Luan e Pedro Botelho – Réver, Lucas Cândido e F. Soutto seguem machucados –, os quais aumentam o leque de opções de banco de que disporá o treinador Levir Culpi.

Atletico Paranaense

ATLÉTICO-PR (por Rogério Luiz Ferreira Júnior)

A diretoria do Atlético parece ter ficado satisfeita com o rendimento da equipe do CT do Caju na primeira parte do Campeonato Brasileiro. Foi o único time, entre os 20 da Série A, que não foi às compras durante o período da Copa do Mundo. De novidade, apenas a contratação do treinador Doriva, que no primeiro semestre se destacou no Ituano, levando a equipe ao título paulista. O furacão será apenas o segundo trabalho na carreira do promissor treinador, que substituirá o interino Leandro Ávila.

As únicas novidades no elenco do rubro negro são o retorno de Delatorre, que estava emprestado ao Queens Park Rangers, e a renovação de contrato do lateral esquerdo Natanael até o fim de 2017. Por outro lado, a cúpula atléticana confirmou, durante a pausa para o Mundial, a saída dos jogadores Zezinho, Felipe e Crislan, que reforçarão, respectivamente, Chapecoense, Figueirense e Náutico. Outros desligamentos sacramentados foram o de Antônio Lopes, que exercia o papel de diretor de futebol do clube, e do sérvio Dejan Petkovic, que desempenhava o papel de coordenador das categorias de base do clube.

bahia

BAHIA (por Fernando Carreteiro)

A parada do Brasileirão não foi muito proveitosa para o Tricolor Baiano. O prometido camisa 10 acertou a ida para o clube mas, na hora, refugou; Romagnoli, com pré-contrato assinado e tudo, resolveu permanecer no San Lorenzo. Para piorar, o Bahia perdeu seu jovem destaque Anderson Talisca. O jogador, responsável pela maioria dos gols do time no ano, arma da bola parada e incansável finalizador, se transferiu para o Benfica.

As esperanças de melhora recaem no encaixe dos reforços recém chegados: Léo Gago, Marcos Aurélio e Kieza. Os dois primeiros participaram, sem muito destaque, do único amistoso do time em toda a “meia-temporada”, contra o Confiança de Sergipe, com vitória de 4 a 0 dos baianos. Marquinhos Santos deve manter o esquema sem centroavante fixo para o restante do campeonato e com a espinha formada por Titi, Fahel e Maxi Biancucchi. BBMP!

botafogo BOTAFOGO (por João Pedro Almeida e Matheus Mandy)

A expectativa para a volta da Copa não é nada boa. Salários seguem sem ser quitados e, cada vez mais, os jogadores expressam sua insatisfação, com protestos nos treinos. Membros da direção pediram demissão, dentre eles Sidnei Loureiro, o diretor de futebol, que foi substituído por Wilson Gottardo, ídolo do clube, mas com pouca experiência na função.

E, já que não há dinheiro nem para pagar salário, não houve contratações de peso. As únicas chegadas confirmadas foram as de Yuri Mamute, atacante de relativo destaque na base do Grêmio, e João Gabriel, meia que foi bem na Série A3 do Campeonato Paulista pela modesta Matonense. Além disso, o atacante Rogério, do Náutico, está perto de chegar a General Severiano em uma troca que envolveria o zagueiro Mario Risso e o atacante Sassá. A única saída a ser destacada é a do jovem Octávio, que, mesmo sem se destacar no profissional, chamou a atenção da Fiorentina, que o contratou por empréstimo. Lodeiro já havia deixado o clube para ir para o Corinthians antes mesmo de a Copa começar.

É difícil prever como será a continuidade do alvinegro no campeonato nacional. Na parada da Copa, o clube fez quatro amistosos, com duas vitórias, um empate e uma derrota, esta para o Madureira. Pouco antes da pausa, o time começou a mostrar um futebol razoável, que o tirou da zona de rebaixamento. A escalação a partir desta semana deverá ser a mesma das últimas rodadas, apenas com a saída de Lodeiro, que deverá ser substituído por Carlos Alberto, que volta de lesão. No entanto, o clima está cada vez pior no clube e contratações pontuais não foram feitas. Ao que tudo indica, a tendência é não haver grandes melhoras.

Chapecoense

 CHAPECOENSE (por Eduardo Madeira Junior)

Na 15ª colocação, a Chapecoense cumpriu o objetivo estabelecido antes da pausa para a Copa do Mundo: terminar fora da zona de rebaixamento. Para manter-se fora, porém, há maior dificuldade. O técnico Gilmar dal Pozzo foi demitido no dia 23 de maio, e desde então, Celso Rodrigues ocupa o cargo de forma interina. A Chape sondou nomes como Hemerson Maria, Caio Júnior, Dorival Júnior e Paulo César Gusmão, mas não acertou com nenhum deles e permanece com Rodrigues até segunda ordem. Com ele no comando, o Verdão do Oeste conquistou seis dos oito pontos que têm até agora.

A novidade do time é o retorno de Bruno Rangel. Artilheiro da Série B de 2013 com 31 gols, o atacante se transferiu para o Mundo Árabe no começo do ano, mas retornou agora para a disputa da Série A. Porém, um dos destaques do time na fraca campanha do Campeonato Catarinense deixou o clube brigado. O meia-atacante Régis se transferiu para o Sport após desempenho ruim na Série A, o que fez muitos acusarem corpo mole para que a transferência fosse concretizada. Para suprir a ausência, chegou Zezinho. Cria do Juventude e comparado a Neymar na base, ele tenta se desvincular do rótulo de “eterna promessa” vestindo a camisa da Chape. A expectativa é de que surja uma boa briga por posição entre ele, o ídolo Neném e Camilo, que veio do Botafogo de Ribeirão Preto no início do Brasileirão e nem chegou a jogar.

Corinthians

 CORINTHIANS (por Daniel Guerreiro e Caio Araújo)

Apesar da terceira colocação no Brasileirão, o Corinthians tem se mostrado inconsistente. A defesa, setor mais confiável do time no início do campeonato, fraquejou em algumas partidas, o que custou pontos importantes. No meio campo, o Timão pode contar com o retorno de Elias, que poderá substituir Guilherme, que a diretoria busca vender (provavelmente para a Itália).

Outros jogadores também chegaram. O principal atleta é Angel Romero, do Cerro Porteño, que pode fazer com que o acomodado Romarinho volte a apresentar um bom futebol. Outro atacante que ainda pode assinar com o clube é Marcelo, hoje no Atlético-PR, mas a negociação se arrasta há algum tempo.

O Corinthians tem vantagem pela posição que ocupa na tabela. E se a adaptação à nova casa for rápida (o time ainda não venceu na Arena Corinthians nos poucos jogos que fez), pode brigar pelo título, mas uma vaga na Libertadores já seria de bom tamanho.

Coritiba

CORITIBA (por Rogério Luiz Ferreira Júnior)

O Coxa segue uma incógnita. Destacam-se três fatos importantes aconteceram na parada para a Copa do Mundo: a limpa no Departamento Médico, as mudanças no elenco e o rápido andamento das obras do terceiro anel do setor Mauá, no estádio Couto Pereira.

Seis funcionários foram demitidos do DM alviverde: três médicos, dois fisioterapeutas e um fisiologista. Isso é relevante devido ao histórico incompreensível de lesões nos últimos tempos. Braulio Moreira Junior, um dos médicos, postou a seguinte mensagem no facebook. “Agora, podem escolher outros culpados pela situação do clube. Esse departamento médico não será mais covardemente culpado de nada”.

No elenco, uma reformulação total. Celso Roth chegou ao seu idealizado número de apenas 30 jogadores no elenco. Victor Ferraz e Moacir foram negociados. Além disso, Roni, Jajá Coelho e Diogo Goiano foram afastados. Martinucio, Elber e Hélder foram contratados, integrando a equipe.

O novo setor do Couto Pereira deve ser entregue no início de agosto. Sonho eterno da torcida alviverde, a reta da Mauá, enfim, será concluída. Segundo a diretoria, o “Setor Pro-Tork” terá lugar para aproximadamente cinco mil pessoas.

Criciúma

 CRICIÚMA (por Eduardo Madeira Junior)

Quem perdeu o bonde da história talvez se assuste ao ver o Criciúma com apenas oito pontos, afinal de contas, o Tigre venceu três jogos e empatou dois. Se a matemática não falha, isso contabilizaria 11 pontos. Acontece que o time catarinense perdeu três pontos pela escalação irregular do centroavante Cristiano na derrota por 1×0 diante do Goiás, na segunda rodada. Aliás, “estranha” a pequena repercussão do caso, principalmente se compararmos com a situação que rebaixou a Portuguesa no ano passado. Isso apenas comprova minha tese: se a Lusa perdesse aqueles três pontos no meio do campeonato, ninguém faria aquele dramalhão que foi feito em dezembro do último ano.

Mas, voltando ao Criciúma, a grande aposta do clube para a segunda parte do Brasileirão é em um velho conhecido: Zé Carlos. Com dificuldades em marcar gols (somente quatro, segundo pior ataque), o resgate do artilheiro da Série B de 2012 com 27 tentos é também uma forma de apaziguar os ânimos da torcida, que vive relação de amor e ódio com o time no decorrer do ano e agora vê um ídolo recente defender a equipe na primeira divisão. Além disso, a diretoria tricolor, agora composta por Cláudio Gomes e Júlio Rondinelli (antes, Guto Silva e Carlos Killa compunham a equipe, mas foram embora antes de Rondinelli chegar), vem apostando fortemente em atletas do interior de São Paulo, como Ronaldo Mendes, Danilo Alves e Rafael Costa. Todos são indicações do jovem e estudioso técnico Wagner Lopes, que obteve sucesso treinando o Botafogo de Ribeirão Preto antes de desembarcar na capital catarinense do carvão.

Cruzeiro CRUZEIRO (por Victor Quintas e Henrique Joncew)

O atual campeão brasileiro é também o líder na atual temporada. Assim, o Cruzeiro larga na frente neste Brasileirão. Com a parada para a Copa do Mundo, o time aproveitou para excursionar na América do Norte. Foram 5 partidas amistosas, com 5 vitórias.

A nova contratação, Manoel, zagueiro que pertencia ao Atlético-PR, foi o destaque do período, sendo titular em todos os jogos. Deve ser titular também no retorno, já que Dedé e Bruno Rodrigo ainda se recuperam de lesão e estarão sem ritmo. Além do zagueiro, o time celeste contratou os meias Marquinhos (ex-Vitória) e Neílton (ex-Santos).

O time vem forte, mantendo o entrosamento do ano passado e a boa fase, e é o principal favorito ao título. A única dúvida fica por conta do atacante Willian, já que segue o impasse com o Metalist, time que detêm os direitos do atleta.

Figueirense

FIGUEIRENSE (por Victor Hoffmann)

Na lanterna da competição, com apenas uma vitória em nove jogos, o Figueirense foi um dos times que mais se reforçou na parada para a Copa. Após ter um dos piores começos da história do Brasileirão, o alvinegro catarinense busca urgentemente uma arrancada nessa volta do campeonato para não acumular um terceiro rebaixamento em sete anos.

Sete jogadores chegaram ao Scarpelli nos últimos dias. Após perder Everton Santos pro futebol sul-coreano, a diretoria trouxe três reforços para o ataque: Pablo, um dos destaques da campanha do acesso em 2013 e que volta ao clube após uma passagem apagada pelo Real Madrid Castilla; Mazola, ex-São Paulo e Guarani e que estava no futebol português; e o uruguaio Bruno Fornaroli, do Danubio. O bom meia Felipe, emprestado pelo Atlético-PR, é outra novidade.

Uma das carências da equipe após a saída de Marquinhos Pedroso para o Grêmio, a lateral-esquerda agora deve ser ocupada pelo chileno Roberto Cereceda, que também atua de volante e estava na Universidad de Chile. O goleiro Junior Oliveira e o zagueiro Neto completam a lista de contratações. O lateral-direito Moacir, ex-Sport e Corinthians, também chegou a ser anunciado, porém não passou nos exames médicos. O último reforço da equipe é o lateral-esquerdo Kléber, ex-Inter, que foi contratado em maio, mas ainda sem condições físicas para jogar.

Flamengo FLAMENGO (por Fernando Carreteiro e Ivan Sikorski)

Só melhorou porque não tinha como piorar. Começou a parada da Copa com a promessa de afastamento de vários jogadores e de reformulação no elenco. Ao final, não saiu ninguém, não chegou um novo vice de futebol e só um reforço veio: o argentino Hector Canteros, que pelo visto precisa marcar como um Mascherano e atacar como um Messi para que o torcedor do Flamengo tenha esperança de ver um bom futebol em 2014.  O brasileiro-croata Eduardo da Silva está bem próximo do clube mas não foi oficializado.

Durante a pausa, o esquema tático da equipe de Ney Franco mudou para três zagueiros. Mas os resultados nos amistosos foram modestos e o time titular passou sufoco contra Tupi, Madureira e Nova Iguaçu.

A Alemanha rubro-negra provavelmente será o mais próximo de uma alegria para o flamenguista no ano.

Fluminense

FLUMINENSE (por Lucas Cavalcante)

Na vice liderança do Brasileirão, o time carioca aproveitou a parada da Copa do Mundo para se reforçar. Henrique e Fabrício, ambos zagueiros, chegam para somar justamente no setor mais carente da equipe. Depois de uma belíssima passagem pelo Santos, Cícero também acertou com o tricolor das Laranjeiras. O jogador retorna ao clube depois de fazer parte da incrível campanha na Libertadores de 2008. O time ainda tenta repatriar Wellington Nem. O atacante de 22 anos pode ser uma interessante opção de velocidade, característica que falta a esse elenco. Clube e jogador estão otimistas sobre o desfecho da negociação, que deve ocorrer na semana que vem.

A expectativa é a melhor possível. O Fluminense já fazia um bom campeonato, ainda se reforçou, e a tendência é só melhorar. Porém, a grande incógnita nesse elenco é Fred. Mesmo tendo feito uma péssima Copa do Mundo, o centroavante ainda é peça importante e o time depende bastante de seu bom futebol. Por mais que agora tenha o excelente Walter na reserva, Fred jogando o que sabe é o melhor atacante do país. Resta saber se jogará como tal daqui pra frente.

Com o elenco reforçado e com um dos melhores técnicos do país no banco, o Fluminense continua brigando pelo penta até o fim do campeonato.

Goias GOIÁS (por Wladimir Castro Rodrigues)

Sétimo colocado no Brasileirão, o Goiás realizou menos de um mês de intertemporada, período no qual disputou três amistosos. No primeiro, contra o Milan Kavel, time amador de Goiânia, venceu facilmente, 7×0. O destaque da partida foi o jovem atacante Erik, de apenas 19 anos, autor de quatro gols. O segundo amistoso, desta vez contra uma equipe profissional, o Anapolina, também registrou nova vitória alviverde, 3×0. Já o terceiro e último embate teve resultado preocupante. Contra o Brasiliense, a equipe foi derrotada, com gol de Luquinhas para o Jacaré.

Espera-se do Esmeraldino, que fazia boa campanha até a parada para a Copa do Mundo, um bom lugar na tabela. Para isso, reforçou-se com o lateral direito Moisés, que veio do Grêmio, com o atacante Bruno Mineiro e com o lateral esquerdo Léo Veloso, cria da base do Atlético Mineiro e que estava no futebol ucraniano. Por outro lado, Vítor, uma das maiores referência recentes do clube, rumou para o Sport.

Nos treinamentos realizados durante a parada para a Copa, também ficou demonstrada a possibilidade de a equipe atuar com zagueiros nas laterais, mantendo a composição no 4-2-3-1, mas com laterais restritos à marcação. Contudo, isso não deve ser uma tendência, já que o clube buscou Moisés e Léo Veloso para compor seu elenco. Por fim, as outras novidades ficam por conta dos volantes Juliano e Rodrigo, que, após passarem por tratamentos cirúrgicos, iniciaram fisioterapia.

Grêmio
GRÊMIO (por Fernando Carreteiro)
O elenco gremista se reapresentou dia 16 de junho para um trabalho intenso de um mês visando o retorno ao Brasileirão. Ao longo da preparação, quase toda realizada em Porto Alegre, as boas notícias foram chegando. A mais importante de todas vestirá a camisa 88. É Giuliano, que retorna ao Brasil após passagem pelo futebol ucraniano. O meia chega sob forte investimento para qualificar o setor ofensivo. Ele terá a companhia de Fernandinho, ex-Atlético Mineiro, que após uma novela finalmente chegou ao Tricolor Gaúcho.

Além dos dois jogadores, a diretoria trouxe o lateral/ala Matías Rodríguez, que teve boa passagem pela Universidad de Chile antes de se transferir para a Europa e o meia Felipe Bastos, que estava no Vasco e foi trocado por Kléber. 

Dois amistosos foram realizados, contra Maringá (1 a 0) e Londrina (0 a 0). Apesar dos placares modestos, foi importante verificar a boa movimentação do time de Enderson Moreira e a participação intensa de Giuliano, que vai ganhando entrosamento.

Na sexta colocação no Brasileirão, o Grêmio usou a inter-temporada para deixar claro o que pensa para esse segundo semestre… o título!

Internacional

INTERNACIONAL (por Lucas Diefenbach Moreira)

O Colorado, durante a parada da Copa, confirmou a permanência do chileno Aránguiz e reforçou o time com as chegadas do atacante argentino Luque e do lateral-direito Wellington Silva.

A intertemporada em Santa Catarina foi turbulenta e mal sucedida para os projetos da equipe. O mau tempo e o campos encharcados pela chuva que assolou o estado fizeram o Inter alterar a rotina e trocar alguns treinos de campo por trabalhos físicos na praia.

Além dos péssimos resultados dos amistosos (derrota por 3 a 2 para o Metropolitano e 1 a 0 para o Novo Hamburgo e empate em 0 a 0 com o Joinville), o capitão D’Alessandro perdeu a cabeça e, durante discussão com o volante Willians, desferiu um soco no companheiro, abalando o bom clima do vestiário.

As surpresas ficaram por conta do ressurgimento do volante João Afonso no time principal e da opção por Cláudio Winck no meio campo como substituto de Charles Aránguiz, que precisará de tempo para se recuperar do desgaste da Copa do Mundo e tratar de um incômodo no joelho.

Palmeiras

PALMEIRAS (por Saimon Mryczka)

A expectativa maior é pelo técnico Ricardo Gareca do que pelos jogadores e o atual time. Os únicos reforços foram os gringos Fernando Tobio, que trabalhou com o técnico no Velez, e Pablo Mouche. Além dos dois, o lateral Weldinho voltou do futebol português.
Ninguém de relevante saiu e a tendência é o time jogar no 4-4-2 com dois meias, sendo esses Bruno César e Valdívia, caso não seja negociado. No ataque, o que pintava era Leandro e Mouche, pela grife, mas Gareca vem optando pela manutenção do ataque antigo: Diogo e Henrique.

Os amistosos foram razoáveis. Destaque pra vitória contra a Ponte Preta na última semana por 3-0.

Santos

SANTOS (Matheus Rossi)

Com campanha medíocre no Brasileirão, o alvinegro praiano não utilizou esta pausa para reforçar seu time de maneira significativa. Com uma primeira passagem fraca, Patito Rodriguez está de volta após empréstimo ao Estudiantes-ARG. A outra novidade no elenco é a contratação do lateral direito Victor Ferraz, ex Coritiba, que vem para suprir a saída de Bruno Peres, negociado com o Torino-ITA. Além de Bruno Peres, Vitor Andrade fechou com o Benfica-POR.

Durante a preparação na cidade de São José do Rio Preto, no interior de SP, Oswaldo de Oliveira priorizou os treinamentos táticos. O capitão Edu Dracena e o atacante Thiago Ribeiro já treinam normalmente e devem retornar ao time em breve. O Santos volta a campo na próxima quinta-feira (17), no clássico contra o Palmeiras, às 19h30 na Vila Belmiro. Nos últimos treinamentos, o técnico santista utilizou a formação que deve iniciar o clássico: Aranha; Victor Ferraz, David Braz, Bruno Uvini e Mena; Arouca, Alison e Lucas Lima; Rildo, Geuvânio e Gabriel.

Sao paulo SÃO PAULO (por Lívio Manzano)

Depois de dez dias de folga, o time viajou para Orlando para um período de doze dias de treinos, tendo feito um amistoso fraco com o Orlando City, que terminou empatado.

A equipe recebeu os reforços de Kaká e Alan Kardec – o último já treinava antes com o grupo. Porém, o setor defensivo, que é o grande problema do time de Muricy, só contou com o retorno de Rafael Tolói, que estava emprestado para a Roma. O setor ofensivo vinha funcionando bem e deve manter o bom ritmo com os reforços que chegaram, mas a falta de equilíbrio da equipe faz com que o tricolor tenha dificuldades para almejar chances de título.

Pelo elenco que tem, o máximo que deverá conseguir é brigar por uma vaga na Libertadores 2015.

Sport

SPORT (por Pedro Galindo)

O Leão da Ilha aproveitou muito bem o período em que o Campeonato Brasileiro foi interrompido. Logo após a vitória contra o Bahia, pela nona rodada, o elenco rubro-negro entrou em recesso, se reapresentando doze dias depois para dar início a uma sequência de treinamentos intensivos.

O principal objetivo é manter aquilo que foi o grande trunfo do Sport na conquista dos dois títulos no primeiro semestre: a preparação física exemplar. O time suportou com tranquilidade uma dura sequência de jogos e, nas quatro competições disputadas, conseguiu atingir os objetivos estipulados por diretoria e comissão técnica. E é nessa condição física privilegiada do grupo que todos no clube confiam para continuar tendo sucesso.

Apesar dos bons resultados, era nítido que havia uma carência no setor de criação. E para corrigi-la, o Sport foi atrás de dois reforços pontuais: do arquirrival Náutico, trouxe Zé Mário, que se destacou no Campeonato Pernambucano, e na Chapecoense foi buscar Régis, artilheiro do Catarinense, que estava no radar do clube desde quando jogou no América de Natal, em 2013. Ambos representam a esperança de um time mais criativo, que consiga aproveitar melhor as oportunidades concedidas pelos adversários. Outra contratação foi a do lateral Vítor, que estava no Goiás e chega para disputar posição com Patric.

Em relação às expectativas para o restante da temporada, jogadores, comissão técnica e diretoria estão afinados no discurso: querem uma vaga na Libertadores. Para atingir o objetivo, o clube tem dois caminhos possíveis. O mais difícil é através do Brasileirão, no qual o Leão teria que terminar entre os cinco primeiros. A outra possibilidade é a classificação via Sul-Americana, que só será possível com o título da competição – que não seria o primeiro do Sport na temporada.

Vitória

VITÓRIA (por Diógenes Baleeiro Neto e Leonardo Moamed)

O nada animador primeiro semestre do Vitória foi repleto de vexames, como a eliminação precoce da Copa do Brasil. Tal e qual duzentos milhões de brasileiros após a histórica goleada dos alemães de Cabrália, os torcedores rubro-negros empenham-se em encontrar os culpados.

As anunciadas negociações com Victor Ramos, Kanu, Dudu Cearense, Elano, Jorge Wagner e Jorge Henrique foram substituídas pelas contratações de Marcos Júnior, Marcinho, Adriano (volante) e Richarlysson, além do retorno da cria da base Romário. Das promessas pré-recesso, apenas a do retorno do zagueiro Kadu foi cumprida. Isso sem falar que Marquinhos foi para o Cruzeiro, a mais nova contratação especulada – do meia uruguaio Luís Aguiar – foi feita com base em DVD e, às vésperas do retorno do Brasileirão, vários jogadores do elenco estão entregues ao DM.

Apesar de tudo, os números favorecem o Vitória: há quatro anos, na pausa para a Copa de 2010, três dos quatro times que se encontravam no Z4 (Atlético/MG, Vasco e Atlético/GO) conseguiram se salvar da degola, ou seja, alguns podem dizer que há, para os que lá estão hoje, 75% de chances de se livrar do rebaixamento. É certo também que o Vitória foi rebaixado naquele mesmo ano, em que aguardava ansiosamente o encerramento do Mundial na África do Sul para disputar a final da Copa do Brasil contra o Santos de Neymar, dado que conduz a outra constatação: na era dos pontos corridos, o Vitória só foi rebaixado à Série B quando avançou na Copa do Brasil – em 2010, quando foi finalista e em 2004, quando chegou às semi-finais – e jamais caiu quando foi eliminado na primeira fase. Além disso, nunca houve rebaixamento do rubro-negro em ano de Copa do Mundo realizada no Brasil, o que é motivo suficiente para tranquilizar o mais pessimista dos torcedores do Leão neste até agora melancólico 2014.

Confira uma análise completa da preparação do Vitória em Incógnitas na Toca do Leão.

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