Matheus de Wit concede entrevista ao DPF

  • por Alex Dantas
  • 7 Anos atrás

O jovem lateral-esquerdo brasileiro, de 19 anos, Matheus de Wit atua no FC Twente da Holanda, nas categorias de base do clube. Nascido em Holambra, no interior do estado de São Paulo, Matheus de Wit inegavelmente tem fortes laços com o país onde hoje reside. O jogador é atleta do Twente desde o ano de 2011.

Durante a entrevista, de forma bastante atenciosa ele falou sobre o seu começo de carreira ainda bem cedo no Brasil, a adaptação ao país e ao futebol jogado na Holanda, além da relação que tinha com os outros brasileiros que jogavam pelo Twente e um possível sonho de defender a Seleção Brasileira.

Atualmente, o brasileiro integra o time Jong do FC Twente, última categoria antes da equipe principal, sob o comando do treinador Jan Zoutman.

(Foto: Facebook / Arquivo pessoal)

(Foto: Facebook / Arquivo pessoal)

Alexandre Dantas (DPF): Matheus, você começou a carreira ainda muito cedo aqui no Brasil e numa posição bem diferente da que joga atualmente no FC Twente. Como foram os seus primeiros passos como jogador?

Matheus de Wit: Pois é, eu comecei no Guarani com 14 para 15 anos e atuava mais como meio-campo e ponta-esquerda. Meu inicio no Guarani, eu acho que foi muito bom, pude aprender muitas coisas e cresci não só como jogador, mas também como pessoa. Tenho boas memórias daquele tempo, vou leva-las pro resto da vida.

Alexandre Dantas (DPF): Desde os tempos de Guarani, o FC Twente já vinha te observando e tentava te levar para a Holanda. O fato de você já ter laços com país pesou muito na sua decisão de ir para a Europa antes de completar 18 anos?

Matheus de Wit: Sim, isso ajudou bastante. Mas o que teve mais peso na minha decisão de vir para cá foi mesmo o jeito que fui tratado pelo clube no tempo em que estive em teste.

Alexandre Dantas (DPF): Você chegou no Twente como meia-atacante e ponta-esquerda, mas foi deslocado pra lateral-esquerda. Qual foi o motivo para essa mudança grande de posição dentro do campo?

Matheus de Wit: Eu por ser um jogador que gosta de atacar bastante e por ter boa velocidade, eles (os treinadores) acharam que pela lateral eu podia me dar muito bem. E realmente deu certo, nunca mais larguei a lateral.

Alexandre Dantas (DPF): Quando você chegou ao Twente, haviam brasileiros no elenco do time, tinha o Douglas (Dynamo Moscow) e o Gladstony (Internacional). Como era a relação sua com os brasileiros do time?

Matheus de Wit:  A relação era muito boa, a gente conversava bastante, trocava experiências. A gente saía as vezes pra comer fora, jogar video-game, essas coisa que toda a pessoa normal faz…

Alexandre Dantas (DPF):  Chegando na Holanda você deve ter tido algumas dificuldades com o idioma, cultura e ao tipo de jogo praticado no país, certo?

Matheus de Wit: Sim, Nos primeiros meses aqui eu sofri, realmente tive dificuldade em relação ao tipo de jogo e principalmente com o idioma. Acho que o menos pior foi a adaptação ao tipo de jogo, pois você treina todo o dia com o grupo e pega rápido, além disso eles me ajudaram bastante também.

Matheus de Wit com o colega de seleção Nathan Aké (Foto: Divulgação)

Matheus de Wit com o colega de seleção Nathan Aké (Foto: Divulgação)

Alexandre Dantas (DPF): Você por algumas vezes já esteve em convocações das seleções de base da Holanda, fez parte inclusive do time bi-campeão da Eurocopa 2011 e 2012. Qual foi a sensação de defender a Holanda e estar no grupo que foi campeão?

Matheus de Wit: A sensação foi muito boa em saber que meu trabalho estava sendo reconhecido. Foi bem bacana e ao mesmo tempo muito bom pra mim, pois estava ali treinando todos os dias com os melhores da Holanda naquela categoria, aprendi bastante. Foi uma experiencia realmente muito boa.

Alexandre Dantas (DPF): Para encerrar a nossa entrevista, uma pergunta clichê entre os jogadores de dupla nacionalidade. Futuramente, caso apareça a oportunidade de defender tanto a seleção brasileira quanto a holandesa. Qual seria a sua escolha?

Matheus de Wit: Essa é uma boa pergunta, viu (risos)… Mas acho que a vontade de defender a amarelinha prevalece, pelo fato de eu ter crescido no Brasil, falar melhor o português. Porém não descarto de jogar pela Holanda, defenderia o país sem problemas.

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Carioca, 18 anos, torcedor do Flamengo e FC Twente e apaixonado por futebol. Estudante de Jornalismo.