Menos também é mais!

  • por Lulu
  • 5 Anos atrás

A memória é seletiva, os critérios são exigentes e a instantaneidade crítica catapulta a babaquice antagônica. Muitas câmeras, muita informação, muitos mitos, muito chiado. O amor pelo futebol ultrapassou a barreira do apego pelo clube do coração e ganhou dimensão global. Há tietes de instituições, jogadores e técnicos gringos, mais preocupados em desmerecer o que desgosta do que enaltecer o que gosta.

Saudosismo, oportunismo, imediatismo, comparações e análises rasas preenchem a cartilha do chato de galocha. Contrapor contra por elogios espontâneos é a válvula de escape dos amargurados de plantão, que levantam pompons para CR7 e LM10, pra citar exemplo rotineiro no cenário de então.

Ato final de Ronaldo no golaço contra o Compostela | Foto: ilustração

Ato final de Ronaldo no golaço contra o Compostela | Foto: ilustração

Entendam…

Pelé assombrou torcedores registrando obra-prima contra o Juventus da Rua Javari, não diante da Juventus de Turim. Maradona considera seu antológico gol em cima da Inglaterra menos bonito do que outro que fez no Deportivo Pereira em um amistoso obscuro de 1980. Ronaldo Fenômeno não cansa de ovacionar sua mortífera ação virtuosa perante o Compostela, quando atuava pelo Barcelona. E Messi virou Messi após plagiar genericamente El Pibe de Oro no lendário tento sobre o Getafe.

Futebol é antes de tudo deleite, compromisso com o descompromisso. O contexto vem em segundo plano, quando a magia proporciona o desproporcional. Seja na várzea ou no Maracanã, belos lances são sempre bem-vindos, sorrir sem boicote nunca é demais. Pois menos também é mais!

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Homem garoto de convicções grisalhas formado em Ciência da Menstruação, Agronomia Espacial, Lirismo Marginal e Terapia Libidinosa. Com repertório vocacional fincado em irreverência, improviso, cinismo lúdico e boleiragem plena.