Réquiem Para Um Sonho

  • por Lulu
  • 5 Anos atrás

Ler ao som de: http://zip.net/bhnZ5w (Lux Aeterna)

Desde a tragédia de 1950, a Seleção Brasileira cultiva pacto com o impacto. Nosso país faz do futebol um álibi e insere nele – além do talento – subterfúgios ligados a superstições, romantismo e vaidade megalomaníaca. Culpa do legado, do áureo passado que fincou conceitos agora visivelmente batidos. Mas também há muita nebulosidade no entorno, a infame regência da CBF é prova cabal disso.

O tsunami alemão no Mineirão resgatou fantasma, exacerbou traumas e balançou o status da Seleção que conquistou 5 Copas do Mundo. O 7×1 foi o Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band de um plantel que aterrissou em Santa Cruz Cabrália meio à la Novos Baianos, porém, com foco no que realmente veio fazer aqui; diferente do circo exibicionista encontrado na Granja Comary.

Júlio César e o zagueiro David Luiz em prantos | Foto: ilustração

Júlio César e o zagueiro David Luiz em prantos | Foto: ilustração

Estamos vivendo a era da competitividade globalizada, cosmopolita e nivelada. Os detalhes são tesouros, inserir na cartilha uma nova gama de propostas pode render frutos auspiciosos no processo de preparação e execução. Apostar em “máquinas de datilografia” travestidas de técnicos genuinamente brasileiros pereceu, a avassaladora goleada de ontem ao menos descosturou paradigmas para vislumbres no amanhã. Que as mudanças comecem hoje, parafrasear o de fora pode encorpar a material proveitoso que há dentro.

O sonho virou pesadelo lutuoso por ora, mas enamorar a redenção também faz parte do platônico mundo da bola, então…

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Homem garoto de convicções grisalhas formado em Ciência da Menstruação, Agronomia Espacial, Lirismo Marginal e Terapia Libidinosa. Com repertório vocacional fincado em irreverência, improviso, cinismo lúdico e boleiragem plena.