A “Barcodependência” do Grêmio

  • por Victor Junior
  • 7 Anos atrás

O Grêmio é um time limitado. Sim, é limitadíssimo! Não pela falta de qualidade na zaga, nas laterais ou no meio-campo. Mas pela falta de opções no ataque.

Barcos é um atacante mediano. Tem uma boa média de gols pelas equipes que passou. Os dados mais relevantes vêm do biênio 2010-2011, quando passou pela LDU do Equador, marcando 53 gols em 92 partidas. Saiu do Equador e foi para o Palmeiras, time pelo qual marcou 31 gols em 61 jogos, média de 1 gol a cada 2 jogos.

O Pirata veio para o Grêmio em fevereiro de 2013 com a promessa de fazer 28 gols na temporada. Até vestiu a camisa de mesmo número para “dar sorte”. Falhou, marcou 14 tentos em 57 jogos pelo Tricolor. Na época, chegou a ter Marcelo Moreno como concorrente à vaga, mas só no início do ano. Depois da saída de Moreno, Barcos viveu sozinho, isolado na titularidade do ataque.

Este ano não é diferente. Barcos segue como o único centroavante com “conceito” de titular. Entre os reservas, Lucas Coelho é o que mais se aproxima de tirar a vaga do jogador. O jovem de 20 anos tem entrado no decorrer das últimas partidas para ganhar “ritmo de jogo”, mas não parece ameaçar suficientemente a titularidade do Pirata.

Se os números forem analisados, é possível perceber que a titularidade de Barcos é povoada mais por momentos de seca do que por sequência de gols. Nas duas últimas partidas, contra Goiás e Vitória, o Pirata conseguiu disfarçar esta má fase marcando 3 gols. Porém, antes disso, o último gol do argentino havia sido em 11 de maio contra a Chapecoense. Um longo jejum.

O problema do Grêmio já foi a falta de qualidade no meio de campo. “A bola não chega direito no Barcos, como querem que ele faça gols?!” era o argumento mais utilizado. Contrataram Rodriguinho, Giuliano e Fernandinho para melhorar a qualidade no terceiro setor de meio-campo e início de ataque. Mas, ainda assim, Barcos não está tendo o desempenho necessário para se manter titular por tanto tempo.

A falta de opções qualificadas para fazer sombra ao atacante é o principal problema. Felipão, ciente disso, já procurou obter informações sobre Lucas Coelho assim que foi anunciado como técnico. Barcos não deve ter vida tão fácil com o novo treinador.

Caso o argentino venha a ser reserva nos próximos jogos, a alteração mais óbvia seria a entrada de Lucas Coelho no ataque e o ingresso de Fernandinho ou Dudu ao seu lado. Um 4-4-2, nesse caso, seria a melhor saída, com a aproximação de Giuliano como um meia mais livre, a presença de Rodriguinho ou Alan Ruiz e apenas dois volantes mais atrás.

Mas se o técnico quiser inovar na escalação, colocaria apenas Fernandinho na vaga deixada por Barcos. O Grêmio jogaria, assim, sem centroavante fixo. O atacante vindo do Atlético-MG usaria sua mobilidade para dar mais opções de ataque e poderia, caso fosse necessário, trocar de posição com Luan ou Dudu ampliando as opções táticas do time titular.

De qualquer forma, ainda não é possível imaginar um time sem Barcos. Afinal, o time precisa de seus gols para vencer as próximas partidas e lutar pelo título.

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Gremista desde 1903. Admirador das coisas simples e incríveis da vida, como aquele gol do Ibrahimovic de bicicleta de fora da área. Lembra? Futebol é vida. Eterno novato do DPF. Mas tem um bom coração.