Conca la Conca

  • por Lulu
  • 5 Anos atrás

Negócio da China foi voltar para o Brasil. A passagem vitoriosa pelo Oriente serviu para engordar a sala de troféus, mas o retorno ao clube das Laranjeiras trouxe mais holofotes. Novas possibilidades de ver o futuro repetir o passado; abocanhando novamente título e honraria de craque do Brasileirão, talvez.

O tímido e discreto jogador sente-se em casa em terras brasileiras desde o período fugaz pelo Vasco da Gama. Apesar disso e mesmo constantemente ignorado nas convocações da Albiceleste, Darío Conca possui amor incondicional pela Argentina. O jeito de tratar a pelota com cacoetes característicos dos portenhos é prova cabal.

O futebol do Fluminense cresce de acordo com o do camisa 11, que na verdade é um 10. Com passes, cadência, dribles e execuções, o argentino vem jogando o fino da bola. Está em ponto de bala em 2014, engatilhado na experiência de quem conhece os atalhos do campo tanto quanto entende a leitura de jogo com uma admirável visão periférica.

Entoar o grito “Conca la Conca… Conca! Conca! Conca!” é evocar a aura espirituosa de Gretchen, que fazia sucesso nos saudosos tempos do casal 20 – Assis e Washington. Mais do que encaixar o trocadilho, a deixa serve como nostalgia esperançosa. Briosa tal qual a ambição do meia-atacante que almeja reproduzir os louros de 2010. Por justa e talentosa causa.

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Homem garoto de convicções grisalhas formado em Ciência da Menstruação, Agronomia Espacial, Lirismo Marginal e Terapia Libidinosa. Com repertório vocacional fincado em irreverência, improviso, cinismo lúdico e boleiragem plena.