Finais inéditas

  • por Gustavo Ribeiro
  • 7 Anos atrás
Foto: Placar - Zico no primeiro jogo da final no Maracanã

Foto: Placar – Zico no primeiro jogo da final no Maracanã

Contrariando todos os prognósticos, San Lorenzo e Nacional farão, nesta quarta-feira, o primeiro jogo da final da Copa Libertadores. Sem grandes campanhas na fase de grupos e com investimentos modestos para a disputa do torneio, os argentinos de Boedo e os paraguaios de Asunción protagonizarão uma final inédita na história da Libertadores, a sexta na história da competição.

Desde 2008, quando a LDU foi campeã em cima do Fluminense, não tínhamos dois times pela primeira vez na final. A primeira vez que isso aconteceu foi, claro, na primeira edição da competição, em 1960, quando o Peñarol venceu o Olimpia. Veja todas as finais inéditas da Copa Libertadores ao longo da história.

1960 – Peñarol x Olimpia

Na primeira edição da Copa Libertadores, que ainda se chamava Copa dos Campeões da América, a final foi disputada entre o campeão paraguaio e o campeão uruguaio. No jogo de ida, num Estadio Centenario lotado, os auri-negros venceram por 1×0, com gol do atacante equatoriano Alberto Spencer. Na partida de volta, no Estadio de Puerto Sajonia, no Paraguai, mesmo saindo atrás do placar, o Peñarol conseguiu buscar o empate com o atacante Luis Cubilla, evitando assim um terceiro jogo para decidir o campeão.

1964 – Independiente x Nacional (URU)

O maior campeão da Copa Libertadores hoje, com sete títulos conquistados, iniciava em 1964 a sua caminhada copera. Após eliminar o Santos na semifinal, o desafio era contra o Nacional, do Uruguai. No jogo de ida, disputado no Uruguai, a partida terminou 0x0. Na volta, disputada em Avellaneda, os Rojos venceram por 1×0, com gol de Mario Rodríguez, que terminou a competição como artilheiro com seis tentos anotados.

1981 – Flamengo x Cobreloa

Com Zico, Leandro, Andrade, Júnior, Leandro e Adílio, o Flamengo conquistou a edição de 1981 da competição mais importante do continente. A final foi contra o Cobreloa e teve que ser disputada em três jogos. No jogo de ida, o Flamengo venceu por 2×1, com dois gols de Zico. Na segunda partida, o Cobreloa venceu por 1×0, no estádio Nacional. No terceiro e decisivo jogo, disputado no Centenario, no Uruguai, o rubro-negro venceu por 2×0, novamente com dois gols de Zico.

1985 – Argentinos Juniors x América de Cali (COL)

Em 1985, a Libertadores teve uma de suas finais mais alternativas. O Argentinos estava em sua primeira e única final, enquanto o América estava em sua primeira de três finais seguidas. No primeiro jogo, disputado em Buenos Aires, o Argentinos venceu por 1×0. Na segunda partida, disputada em Cali, devolveu o mesmo placar, obrigando a disputa de uma terceira partida, que viria a acontecer em Assunção, no Paraguai. A peleja terminou 1×1 e foi para a disputa de pênaltis, com o Argentinos Juniors vencendo por 5×4 e ficando com a taça.

2008 – Fluminense x LDU

Fluminense e LDU disputavam pela primeira vez a final da competição de clubes mais importante do continente sul-americano. Era a sexta vez que um clube brasileiro chegava à decisão. O jogo de ida, em Quito, terminou com uma vitória de 4×2 dos donos da casa. Na volta, no Maracanã, o tricolor carioca venceu por 3×1, levando a partida para a disputa de pênaltis. Em dia inspirado do goleiro Cevallos, que defendeu as cobranças de Conca, Thiago Neves e Washington, a LDU venceu por 3×1 e levou o título. Pode-se dizer que foi um Maracanazo.

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Projeto de jornalista, mineiro, 20 anos. Viu que não tinha muito futuro dentro das quatro linhas e resolveu trabalhar dando seus pitacos acompanhando tudo relacionado ao futebol, principalmente quando a pelota rola nas canchas dos nossos vizinhos sul-americanos. Admirador do "Toco y me voy" argentino, também escreve no Sudaca FC e tem Riquelme e Alex como maiores ídolos.